Mascavo


O açúcar mascavo foi oferecido. Tomei outro gole do café amargo. Café. Depois de quase dois meses sem ingestão desse vício. Parece que as coisas vão se modelando ao original. Hoje, dia do amigo, avisado no fim da tarde, e logo mais saboreado por café e mais sobremesa. O alisado no cãozinho, que se treme, perdura por muito tempo. Ele, junto com outros dois, faz parte da família desses novos amigos. O carteado, o almoço aos domingos, as viagens ao exterior, os exercícios no lago, os jogos no clube... são atividades que são tratadas tão comumente, e agora em grupo, como dessas famílias de grande número de membros que se juntam e passam o dia se atualizando, se firmando o pacto de sociedade escolhida por eles. A terra vermelha é a marca que trago consigo desde dezembro. Nos embalamos em contrapontos, aqui é assim e lá é diferente, o povo, a língua, as comidas e bebidas. Estou em alto mar, em volta tudo é uma imensidão de novo antigos, que se frisam e se fazem diferentes. Comigo vem aquela paixão de entender o diferente, se modelando em plataformas de novo conhecimento. O ingresso para essa nova fase é uma ou duas crianças, mas se você não as tiver, tudo bem, eles compartilham as deles. Churrascos, promoções, compras em grupo, troca de melhores séries e mais experiências de vida. O dia ameaça acabar, mas sinto que isso está apenas começando. Tomo mais um gole dificultado de chá forte com suco. De tudo, me restou apenas o café e a pipoca de conhecido, do restante, tenho muito a aprender. Sei que eles são dispostos porque parecem conosco, são pensadores, trabalhadores e sonhadores. Carregam os paradigmas de que as coisas não são tão simples assim e não tão complicadas assim. A empolgação por risadas são constantes, as piadas tiradas, as malcriadas e até as choradas são bem compreendidas. Como se o novo vínculo fosse uma criança em crescimento que recebe mamar sempre que pede. E claro, este ato não viola o pudor.

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