sábado, 31 de maio de 2014

Mucle Trogg e o Burro Voador


Muncle Trogg, o menor gigante do mundo, está preocupado. O Monte das Lamentações, lar de todos os gigantes, tem dado sinais de que vai explodir, mas tudo que aqueles grandalhões conseguem pensar é em celebrar que os humanos foram embora do sopé da montanha. Sorte a dele que Emily, uma menina que conhecera quando, certa vez, tentou se passar por um garoto humano, não o abandonou – e ela tem uma ideia. Se os gigantes não querem dar ouvidos ao pequeno Muncle, talvez ouçam o mais inteligente e prodigioso dos animais: o burro voador! Um conto de fadas às avessas, Muncle Trogg e o burro voador é o segundo volume da série estrelada por Muncle, Emily e o dragão Snarg, que irá encantar crianças de todas as idades. 



A) Opinião sobre a história?
A continuação de MT é tão boa quanto o primeiro livro.

B) Opinião sobre os personagens?
Eles continuam caricatos e engraçados. 

C) Qual o ponto entre a posição atual e a sinopse?
Muncle acaba por descobrir que o Monte é realmente um vulcão e todos correm perigo, mas ninguém irá acreditar no Homem Sábio Minúsculo. E agora?

D) Frase mais interessante até agora?
(Posto depois)

E) Qual a ultima frase da página 100?
Se o Rei achasse que ele tinha enlouquecido e mudasse de ideia, todos seriam assados vivos!

F) Pretende continuar a ler?
Já li. Desculpem, mas este livreto é igual ao outro, bem bom de ler.

G) O que esperar do restante do livro?
Que os dragões voem! Woohoo \o/

H) Indicaria esse livro?
Hum... Sim, sim. 

domingo, 25 de maio de 2014

Muncle Trogg


Os gigantes vivem no topo do Monte das Lamentações, escondidos dos humanos que estão lá embaixo. Mas nem todos são realmente grandes. Muncle Trogg, por exemplo, é tão pequeno que acaba virando alvo da zombaria dos outros. Chateado, ele decide descer a montanha e dar uma olhada nos tais Pequenotes, com quem dizem que se parece. E o que Muncle descobre é de fato surpreendente. Um meigo e encantador conto de fadas às avessas, Muncle Trogg: O menor gigante do mundo é o primeiro volume da série protagonizada por Muncle, Emily e o dragão Snarg, que irá arrancar gargalhadas dos jovens leitores. 



A) Opinião sobre a história?
A história pela sinopse e nada é a mesma coisa. O livro já é bem mais interessante, tipo aventuras de crianças. Bem legal e simples de acompanhar, uma leitura agradável.

B) Opinião sobre os personagens?
Todos os gigantes, pequenotes e dragões são simples. Muncle e Snarg são criaturas bem cativantes.

C) Qual o ponto entre a posição atual e a sinopse?
Muncle Trogg está nos exames da escola. Ele já foi para o mundo dos Pequenotes e não foi por chateação como descreve a sinopse. E ninguém diz que ele parece um Pequenote, essa sinopse aí não tá com nada. Acredito que o cara que fez isso nem leu o livro.

D) Frase mais interessante até agora?
(Posto depois)

E) Qual a ultima frase da página 100?
O gongo soou mais uma vez para indicar o fim do almoço.

F) Pretende continuar a ler?
Sim, história boba mas agradável. Merece um tempinho da vida para rir com o menor gigante do mundo.

G) O que esperar do restante do livro?
Espero que Muncle não faça nada para estragar o aniversário do Rei e que ainda consiga passar nos exames de Gigantia, também que o Dragão não tenha as asas cortadas, isso é importante.

H) Indicaria esse livro?
Claro. Primeiramente porque ele pode ser encontrado bem barato, barato mesmo, tipo menos que uma passagem de ônibus. A leitura é simples, disposta a te agradar sem esforço, a história não trás nada de exagerado ou escandaloso, algo que em tempos como essas de barulho e violência soa até como um paraíso.
Um livro infantil que qualquer pessoa poderia ler sem muito mimimi.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Animal Instinct


E de repente algo aconteceu comigo enquanto eu estava tomando minha xícara de chá. Do nada eu estava me sentindo deprimido. Eu estava completamente e totalmente estressado. E você sabe que você me fez chorar? Você sabe que você me fez morrer?
Mas tudo bem, a vida tem disso. Altos e baixos que constroem nossos castelos internos, concretizam nossos muros contra o universo lá fora, pois aqui dentro só vejo calmaria. Ouve a tempestade? Apenas ouça, ela está sobre nós, o tempo todo, mas aqui, no meu refúgio, só garoa e esfria, veja os cabelos d'água que esvoaçam na vidraça, uma dança de sensações. Aqui podemos ouvir uns trovões, mas não tenha medo, posso te mostrar do que você é capaz, mesmo quando você se esqueça, posso te contar do que o mundo é capaz, mesmo que você estremeça. Mas tudo bem, a vida tem disso.
E o que me incomoda, é que você nunca realmente vê o que eu falo, o que eu demonstro ou o que passa por teus olhos. E o que me assusta é que eu sempre estarei em dúvida, sobre você, sobre suas ideias, seus ideais, sobre o que você quer ser. É algo amável o que nós temos, um sonho comum, meio difuso, meio confuso, mas divertido afinal de contas. É algo amável o que nós temos, sim o é. É algo amável, o teu instinto animal de autopreservação.
Então pegue minhas mãos e venha comigo nós iremos mudar a realidade. Venha! Pegue minhas mãos e nós iremos rezar, para dar à crença o nossos votos, para dar à sorte nossos desencontros. Mas se você ainda tiver medo e não acreditar nas possibilidades, eles não irão te levar embora, porém eles nunca me farão chorar, não. Enquanto você me faz sofrer por egoísmo juvenil eles nunca me farão morrer.
E o que me incomoda, e sempre irá acontecer, é que você nunca realmente vê como você pode ser tão mais feliz se for mais humano, mais simples e trabalhador. E o que me assusta é que eu sempre estarei em dúvida se eu sou apenas um cara que você conheceu, não lembrará do meu nome tão facilmente, não lembrará das nossas conversas em noites intermináveis, nem dará conta dos conselhos em dias difíceis quando te falei olhando em profundo grau "estarei aqui, enquanto você quiser".
É o instinto animal em mim, proteger; guiar as pessoas que gosto para o melhor de cada uma. Ser um agente modificador, trocar teus sonhos mágicos por algumas certezas. Somos animais diferentes de uma mesma espécie, só não jogue fora os melhores momentos da tua vida pelo o que os outros falam, quando é a vez deles eles também não os jogam fora. Os melhores momentos devem ser guardados para sempre, ou correm o risco de serem apagados pelo dia, pela noite, pelo desdém, e às vezes são esses raros momentos que nos dão inspiração para criar, nos dão forças para seguir em frente, para voltar mais um vez, são esses momentos tão infinitos de pequenos que nos movem. Ninguém deveria julgar um conselho, um aviso, uma falha, uma saudade, ou melhor: ninguém deveria julgar coisas do coração, porque das cicatrizes só nós sabemos. 
Talvez cada emoção vivida seja assim, com vida própria. E como um animal, ela sonha em ser livre.

  

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Pupila.



 Se um dia, qualquer dia, você conseguir ler meus olhos distantes, saiba que será como uma revelação. Não uma grande notícia sobre a tua vida, sobre a minha ou a deles, ao contrário, será um evento tão significante que você ficará sem palavras.
 Teu cérebro vai liquefazer de ideais e conexões absurdas de momentos ou possibilidades, gaguejará por conta de razões exponencialmente concretas, de desculpas alfas e betas, de mágoas altas, de culpas moderadas e calará pela paz infinita.
 Então você entenderá aquilo que se passa com o universo que você toca, com o universo que é tocado por você, com o que você pode ver e com o que não pode, com todas todas todas as coisas, com as criaturas e micro seres que talvez você nem saiba que exista, você vai se dar conta da solidez dos minerais, do colorido das plantas diversas, e até do fluxo do vento por sobre as coisas.
 Se um dia, qualquer dia, você conseguir ler, seus olhos ficarão distantes.

Os Pinguins do Sr. Popper.


O Sr. Popper, pintor de paredes, tem um sonho: ser um intrépido explorador na Antártica e viver entre seus animais favoritos, os pinguins, ao lado de seu grande herói, o almirante Drake. Ele fica completamente admirado quando o almirante responde a uma de suas cartas e lhe envia uma encomenda com... um pinguim! Um pinguim de verdade! Logo o bichinho ganha uma companheira, e antes que se dê conta o Sr. Popper tem um rinque de patinação no gelo em seu porão e uma dúzia de lindos pinguins vivendo em sua casa. Quase sem dinheiro para alimentar a família e com uma dívida cada vez maior por conta de compras e mais compras de peixe fresco e camarões, o que o criativo Sr. Popper poderia fazer? Treinar seus pinguins e colocar o pé na estrada com um belo espetáculo, é claro! Uma história inesquecível que se tornou o clássico mais querido de várias gerações de leitores, convidando-os a imaginar, sonhar e acreditar que, sim, tudo é possível.

A) Opinião sobre a história?
De início parece uma história maluca que pode dar certo. Pinguins são animais raros de se ver em contos e de fato já soa interessante. Divertida, simples e cativante.

B) Opinião sobre os personagens?
Sr e Sra. Popper são engraçados em seus diálogos e as crianças aparecem pouco. Os pinguins são prestigiados com várias passagens curiosas.

C) Qual o ponto entre a posição atual e a sinopse?
Estão se apresentando no teatro.

D) Frase mais interessante até agora?
(Posto em breve)

E) Qual a ultima frase da página 100?
Colombo e Nelson se soltaram, enquanto os outros dez pinguins, assistindo, aplaudiram com as nadadeiras.

F) Pretende continuar a ler?
Já acabei. Livro com pouco mais de cem páginas, dá pra ler em uma hora ou duas no máximo.

G) O que esperar do restante do livro?
Que eles consigam terminar a apresentação e conseguir um contrato para poder viverem melhor.

H) Indicaria esse livro?
Com muita certeza, e para qualquer pessoa que gosta de uma história divertida sobre assunto comum porém peculiar. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Eu Sou Americano ou Apenas California.


 Você é bom em guardar segredos? Vou te contar um dos meus maiores.
 Eu sou americano.
 Nasci no Brasil, em uma cidade do litoral, capital de lugar nenhum, que é comandada politicamente pelos mesmos senhores de engenho de outrora, hoje senhores de usinas. Afinal de contas a modernização acontece e é impossível prever a dimensão do tal progresso.
 Cresci vendo filmes famosos dos anos 80 e 90. Minha infância fora cheia de perguntar próprias do tipo: Por que não temos quintal da frente? Por que não passa um carro do leite na rua? Por que na rua as folhas são sempre verdes, elas não mudam nunca de cor? Por que não neva se já é natal?
 Cresci cheio de ilusões.
 Viver em Lugar-Nenhum foi tão deprimente quanto crescer na periferia. Ser periférico de onde não existe esperança.
 É fácil entender quando se é criança, de que tudo o que você vive é apenas um jogo. Um jogo onde pessoas não jogam porque querem, mas porque são obrigadas. Vivi sempre sozinho, não saia de casa porque não haviam crianças da minha idade, era um geração de 7 anos de diferença, então ficava em casa vendo tv ou lendo. Sim, lendo. Comecei a ler aos dois anos, com 6 já sabia de tanta coisa que já não cabia nos meus porquês.

 Eu sou americano porque me sinto estranho ao clima da minha cidade, sou alérgico ao veraneio comum. Meu corpo foi projetado ao declínio natural da temperatura. Primavera, Verão, Outono, Inverno. 
 Eu sou americano porque meu idioma flui melhor em qualquer outro do que o nativo. Aprecio as variações linguísticas, o inglês, o italiano, o alemão... O som sempre foi melhor recebido assim, não-nativo português.
 Eu sou americano porque o sistema de educação é obsoleto desde que me entendo por cidadão, desde os sete anos de idade quando via meus coleguinhas decorando em vez de aprender, e eu achava um absurdo, passavam de ano porque tinham que passar. No ensino médio apenas piorou. Assuntos impossíveis de assimilar ao cotidiano, tudo muito metafórico, teórico, sem sentido algum. 
 Eu sou americano porque eu me sinto diferente daqui. Não por idolatria alheia ao outro continente, a outra cultura ou outros valores, mas eu nunca acordei um dia sequer e senti que era aqui que eu deveria estar. Minha alma pede algum outro lugar e a América foi meu ponto de referencia. 
 Sei que hoje é difícil você encontrar um lugar seguro, calmo e economicamente convidativo para se morar, não é tão fácil quanto sonhar. Mas aquelas rodovias aguardam meu passeio por elas, os prédios de Nova York que são apenas prédios, os cafés de Chicago que são apenas cafés, o interior do Missouri com o som country e apreciadores da família, são apenas eles, e as belas praias da Califórnia, que são apenas mais praias. Não há alarde aqui, nem desespero, ou qualquer coisa que o grite. Não são OS lugares, mas os lugares.  
 Eu sou americano por acreditar que vou para um lugar melhor. Vou conseguir viver o meu sonho americano de ser escritor, ajudando pessoas como voluntário e criando a minha família maluca. Na tal América, Europa, África ou China. Não importa qual lugar eu irei residir porque o meu sangue é latino, posso trabalhar com qualquer coisa e qualquer lugar; meu coração é brasileiro, sei sorrir para as desavenças do mundo, para as desventuras e para os momentos ruins que podem acontecer, nunca desistir é o que a raça brasileira trás de melhor; e com minha alma americana, poderei sonhar que vou conseguir, vou chegar lá. Vou finalmente acordar no frio da manhã, pegar um café preto, apanhar meu jornal que bateu à porta, sentar por ali mesmo na varanda e apreciar a vizinhança.
 Esse é o meu sonho, pertencer ao meu lugar de origem.



E você sabe voar?


 Você não vai acreditar. Não, não vai. Mas, tenho que tentar ao menos te falar, pode ser? Que bom.
 Naquele dia que me perdi por acaso ao esquecer onde iria, me peguei próximo a tua casa, aquela de quina ao cubo de vidro, caminhei uns passos apressados e me dei conta que havia algo na minha mão. Uma carta. Não havia remetente, mas estava endereçada à você. Tudo bem, não tinha teu nome nela, mas eu sabia que era para você. Não sei bem explicar essas coisas que sei, eu apenas sei que sei. Sabe?
 Olhei para um lado, não tinha ninguém, olhei então para o outro, também ninguém. Daí, tentei chegar perto, me aproximar, minhas mãos tremiam, minha testa suava, meus pés doíam. Era um aviso de que aquilo estava errado, ou então era apenas o início de uma crise de ansiedade, vai saber. 
 O que importa é que não coloquei a carta na caixa metálica convidativa. Sei que pode parecer estranho, mas logo depois você veio com uma conversa muito estranha. Não estranha do tipo bizarra, mas estranha do tipo comum. Estranha para alguém como você, caindo no marasmo de ser apenas um e esquecendo de quem você realmente é, esquecendo de quem você quer ser. Parece estranho mas guardei a carta para, quem sabe, um outro momento.
 Você feliz por alimentar o corpo com pássaros cheios de vida, querendo ultrapassar esse momento meio confuso de expectativas tão inúteis que acabamos por perecer no nada. Depois veremos que foi só uma besteira do cotidiano, do senso comum que faz com que nos vendamos aos sonhos posteriores. Sei que nada que digo ou faço tem sentido, mas, na verdade tem. 
 Eu não quero que você corroa sua insônia com curiosidade, no envelope tinha um bilhete tracejado com uma frase, uma pergunta. Eu fiquei com tanto medo de não saber explicar que acabei não te entregando. Por medo de não saber corresponder, por não saber como fazer, então prefiro não fazer, porque pra mim é natural ir devagar, esperar um momento melhor, para alguns não. Nosotros podemos até ver algumas singularidades perpendicularizando no azul daquelas risadas, mas minha vida é meio agri, meio doce, e continuo correndo para ganhar impulso.   



O Circo da Noite



Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar. Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá. À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam. Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.

A) Opinião sobre a história?
Um conto sobre circo, sobre mágica, sobre quem é o melhor em um duelo mortal. Fascinante não é? Também achei.

B) Opinião sobre os personagens?
Os poucos personagens são bem trabalhados, deixando suas marcas e projetando expectativas para o seguir da aventura.

C) Qual o ponto entre a posição atual e a sinopse?

É exatamente o capítulo de estréia do circo, consegue sentir o cheiro de pipoca e caramelo?

D) Frase mais interessante até agora?

Ele se esquece de que também  já foi o sonho de alguém.


E) Qual a ultima frase da página 100?
-Qual das duas é a mais velha, então? 

F) Pretende continuar a ler?
Sim, ligeiramente polido. O livro dá uma sensação de filme espetacular. 

G) O que esperar do restante do livro?

Sinceramente eu não sei, mas torço que o espetáculo seja inesquecível. Que o duelo não seja mortal e que o garoto seja feliz.


H) Indicaria esse livro?
Sim, é um livro muito bom. Geralmente dou um de presente quando vejo que alguém está perdendo sua própria mágica. Inspirador.

domingo, 18 de maio de 2014

O problema do gay.


"O Problema do gay" - começava minha mãe, "é a necessidade que ele tem de ser aplaudido". Estávamos no nosso natal-de-nós-duas do ano passado e conversávamos sobre tolerância. Bom, essa é a minha versão - na de minha mãe, conversávamos sobre essa história de "gay querer demais".

Este artigo é dedicado pra quem diz aceitar e respeitar homossexualidade e ainda se contorce ao enxergar um beijo gay; pra quem liga pra perguntar "mas é mesmo necessário fazer propaganda do relacionamento homossexual no Facebook?"; pro famoso e absurdo "não tenho problema com gay, mas precisa beijar na rua?!"; pros que insistem em se referir a namorados e namoradas de casais homossexuais como "amigo" ou "amiga". E também pro pessoal gay que senta e assiste isso tudo sem dizer nada, permitindo e alimentando tal significante limitação social. Isso é o pouco do que tenho a dizer sobre essa coisa de "eu aceito, mas agora esconde".

Tenho certeza que a maioria dos gays tem histórias pra contar quando o assunto é aceitação. Digo, como brincadeira, que não saí do armário - mas chutei a porta e saí dançando (ao som de Cássia Eller e Ana Carolina). Depois que o choque passou, a família foi, pouco a pouco, me presenteando com discursos de "eu aceito" - suas atitudes, porém, expressavam o oposto. A irmã de meu pai, por exemplo, me escreveu logo depois que tornei público meu relacionamento em mídia social. Com o título "ridículo", a mensagem começava com "eu aceito e não tenho o menor preconceito" e terminava no "por favor, tire isso da internet". A imagem de perfil da tia era ela e o marido, os dois sorridentes. A foto do casal continuava a aparecer na minha lista de mensagens: "você está me peitando", ela brigava. E só piorou: me atribuiu tantos adjetivos - patética, destruidora de família, rebelde - só não chamou de bonita. O importante da história foi a ironia de cada uma de suas mensagens começar com uma versão ou outra de "eu lhe aceito, mas..."

Essa ignorância semântica é um absurdo que só dá problema. As pessoas falam, com frequência, "eu aceito" quando o que querem dizer é "eu (quase) tolero". Ser tolerante significa aturar algo de que você não gosta muito da idéia, algo com que você não concorda ou que você associa com uns sentimentos negativos. O gay não quer demais - só pede pra ser aceito. Dizer "eu aceito e só quero que seja feliz" seguido de um "por que você precisa fazer propaganda da relação homossexual?" não é aceitação. Fugir para não falar sobre o namorado do seu filho pra vizinha não é aceitação. Apresentar a namorada da sua sobrinha como amiga não é aceitação. Aceitação é não ver nada de errado ali. Aceitar é ter como verdade, como normal, como apropriado; é compreender e até mesmo receber de braços abertos. Confundir essas duas palavras, além de ignorante, estraçalha com a paz da gente.

A verdade é que sempre há um processo - e não é fácil pra ninguém. Resolvi trazer a família inteira e parafrasear minha prima, quem uma vez escreveu: "o clichê [diz] que 'a geração dos nossos pais não se preparou para isso'. Mas a verdade é que não nascemos preparados para nada". É compreensível (e maravilhosamente consciente) dizer "eu tolero; ainda não aceito, mas me dê mais tempo - estou me esforçando".

"Eu poderia te responder com o clichê de que "a geração dos nossos pais não se preparou para isso". Mas a verdade é que não nascemos preparados para nada. Nobody does. Ao longo da vida aprendemos com as experiências acumuladas na "rua", somadas à educação que recebemos em casa. Por educação quero dizer: noção de família, limites, respeito, espaço, e de como compartilhar e vivenciar o amor. Não estamos preparados, nos preparamos diariamente. "Como nossos pais", cantaria Elis Regina."
"...se há preconceito no mundo - e isso é uma neurose dos pais quando os filhos saem do armário - o pior preconceito está dentro de casa. Continuo batendo na tecla de que quem [coloca à margem] o filho(a) gay - são os próprios pais." - Thatiana Rei

Não é justo esperar imediata aceitação de ninguém. Pais criam expectativas, além de terem suas opiniões e conceitos formados - quebrar isso tudo numa frase só pode machucar. Não só há sempre um processo, mas um processo, talvez, bem difícil - e ter a ciência de onde estamos é fundamentalmente importante pra conseguir mover na direção certa e chegar a algum lugar.

Se você tem um filho - ou uma filha - e parou de perguntar sobre seus planos de casamento ou filhos uma vez que descobriu sobre sua homossexualidade; se ouvir perguntas como "e sua filha, querida, está namorando?" lhe causam extremo desconforto por não querer revelar que sua menina namora meninas; se você apresenta o namorado ou namorada gay como amigo, se é contra qualquer exposição gay em mídia social, se prega que orientação sexual é para ser guardada a sete chaves, esse texto é pra você: Não, você não aceita a homossexualidade ainda. Mas não tem problema; estamos todos juntos - no fundo mesmo, tudo que a gente quer é entender e se sentir compreendido, aceitar e ser aceito. Vamos ser bregas, falar baboseiras de amor, prometer respeito e dar as mãos ao decorrer do processo. Eu vou tentar o máximo compreender suas limitações; podemos começar com você perguntando se eu e minha namorada pretendemos ter filhos. Sim! - lhe respondo. E continuo: o que você acha do nome Graça pra nossa primeira menina?



Por: Nathalie Vassallo

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Onde Começa o Amor?


Corro os dedos na parede sem olhar, como se meu tato estivesse no automático. Também pudera, quase setenta e duas horas sem dormir. Meus pés estão cansados, não há posição boa para ficar, sinto meu pescoço querer pender novamente, um arroubo do corpo ao descanso. Não posso dormir, ainda não. Olho para aquele quarto tão branco que não sei porque continuo ali, de pé, como se nada no mundo pudesse me tirar as forças, agora que das tripas faço o coração. O meu e o teu. Inclino calmamente para ver se vem alguém no corredor, mas não vem, não virá. Só tem eu e você. As luzes brancas gelam o corredor, pisco profundamente como uma breve soneca. A imagem fica turva... Não posso dormir! Não agora.
 Troco o peso do corpo entre uma perna e outra. Reveso o cansaço. Encostado no portal corro os dedos para apagar a luz, pode ser que ela incomode teu sono. Os remédios têm que fazer efeito, ao menos um pouco, só um pouquinho, só para que você possa olhar sem essa dor nos olhos, sem ter que correr lágrimas e gritos silenciosos de socorro. Minha cabeça dói, meu corpo já nem reclama. Escorrego no portal quando minhas pernas falham. Sem querer, choro.
 Não queria chorar, mas não há nada que eu possa fazer agora. Desculpe. 
 Então rezo. Peço a Deus que dê-lhe descanso ao menos essa noite. Quero zelar pelo sono de uma melhora.  Choro.
 Choro e sem fazer muito barulho, tudo o que prende meu peito já não aguenta, meu corpo cai, minha mente esvazia, minha alma por fim desarma. 
 Estou um trapo, a mesma roupa, um cheiro meio azedo, meus olhos já sombreiam marcas, e continuo sem conseguir dormir, preocupado contigo. Se alguém vier me substituir apenas será uma companhia, não te deixarei só. Não enquanto eu puder enfrentar o mundo contigo, ao lado, querendo sempre ver tua felicidade. Não quero perder nenhum momento e... Desculpe. Sei que não era para eu chorar mas é como se eu sentisse a presença de Donna. Como se ela estivesse abraçada, aqui comigo, no chão do quarto. O arrepio me beija, as lágrimas descem. 
 O relógio agora ilumina 4:12, logo o dia nascerá e você não reclamou, não gritou, não chorou.
 Conto os minutos como uma oração para que tudo fique bem. Tudo vai ficar bem.
 Logo você vai acordar e dirá: papá. E então poderei sorrir. Descansar.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Não-Comercial Registrada, Por Favor.


 Oi, 
 Aposto que você não esperava por essa.
 Espero que quando estas linhas chegarem aí, te tragam mais alegria do que posso te desejar.
 Pode parecer estranho mas estou aqui sentado na areia da praia que nem sei o nome, fugi da cidade, da família, do barulho. Fugi para respirar um pouco.
 Engraçado porque eu não consigo fazer nada sem pensar, sem planejar, sem organizar mentalmente por no mínimo três vezes. Este sou eu.
 Me julgue.
 Sinto o vento que vem do mar conspirar uma tempestade. O que é deveras normal, pois aqui não para de chover.
 Mas hoje não. Não aqui.
 Sinto a areia fofa sob meus pés e enterrando-os como proteção do vento, pensei em te escrever.
 Sabe, quando eu era pequeno, eu costumava olhar fixamente para uma coisa e passar horas e horas, tentando gravá-la, tentando colher todos os detalhes para nunca mais esquecer e foi assim que pensei em você.
 Me deu uma vontade de saber quem você é. Quem realmente é você.
 Todas as suas aventuras malucas, cicatrizes do coração, risadas altas e socorros que você já passou.
 Me deu vontade de te conhecer, de saber para que time você torce, qual tua música favorita e qual é o sabor de sorvete que você mais gosta.
 Fico horas respirando o balanço do mar, ouvindo o sopro do vento, sentindo o fofo da areia.
 Se eu pudesse fazer um desejo agora, apenas um, desejaria infinitamente você aqui para ver aquilo que ninguém mais vê.

 P.S.: Vim aqui para esquecer do mundo, acabei só lembrando de você.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Os Goonies



É verão na pequena cidade costeira de Astoria e os Goonies estão preocupados. Poderosos corretores de imóveis ameaçam ocupar o bairro de Goon Docks para transformá-lo num grande loteamento. É quando Mikey encontra um velho mapa de piratas e os garotos saem à procura do tesouro que poderá salvar suas caras. Só que não esperavam encontrar esqueletos armados de espada, uma passagem subterrânea cheia de armailhas e uma perigosa quadrilha de falsários, ansiosos por eliminar os Goonies. Mas o grupo fez um juramento de continuar unido, houvesse o que houvesse... E foi a sorte deles, porque ia começar o periodo mais incrível de suas vidas... FAÇA O JURAMENTO. JUNTEM-SE À AVENTURA.

A) Opinião sobre a história?

É impossível não lembrar dos Goonies na Sessão da Tarde. Acho que era um dos filmes que sempre que assistia eu ficava com os olhos vidrados pela genialidade tão simples dessa aventura. Crianças indo em busca de um tesouro, o que pode ser melhor? 


B) Opinião sobre os personagens?

Engraçados, inteligentes, bem descritos e perspicazes. Os mesmos diálogos e situações. Brilhante.


C) Qual o ponto entre a posição atual e a sinopse?

Os garotos já estão na passagem subterrânea e a família Fratelli estão logo atrás.


D) Frase mais interessante até agora?

xxxxxx


E) Qual a ultima frase da página 100?

E então ela apontou: "... antes de eu começar a me parecer com ele".


F) Pretende continuar a ler?

Já li, reli, e lerei em breve.


G) O que esperar do restante do livro?

Exatamente igual ao filme, é uma sensação infinita de infância. O livro trás uma aventura muito singular, esperamos que os Goonies consigam achar o tesouro do Willy Caolho.


H) Indicaria esse livro?

Com muita certeza! 
Livro rápido, sensacional. Aventura direta, engraçada, sem muita fantasia, mas com muito mistério de deixar os olhos bem curiosos.



sábado, 10 de maio de 2014

Motivação


 Olá caro leitor, como vai?
 Primeiramente devo te agradecer por continuar com esta luta diária de abdicar de outras coisas do teu dia para pausar, mesmo que por breve, e correr os olhos por entre minhas linhas. Obrigado.


 Hoje cedo vi algo bem peculiar, alguém reclamava por ser escritor, não pelo fato propriamente dito, mas pelas pessoas não o apoiarem.

 Eu comecei a escrever logo cedo, quando fazia contos de RPG, era um mestre daqueles bem cruéis e modelado pelas regras, e aos poucos, ao crescer, fui ficando maleável pela diversão. As regras eram fatalmente burladas só para termos gargalhadas ao fim da tarde. Comecei a escrever aventuras medievais, pós apocalípticas, futuristas dinâmicas, contos atuais. Tinham início, meio e nunca um fim, bem como a Caverna do Dragão, porque o RPG é assim, você não quer acabar nunca, nunca mesmo.

 Passei um tempo longe dos papéis, folhas quadriculadas e qualquer outro artifício das jogatinas vespertinas. Voltei a mente às linhas de outras pessoas, sempre com romances ou thrillers, evoluíram para estórias fantásticas e ficções bem fraquinhas. Esqueci a leitura assim como esqueci a escrita, substituindo por aquilo que era mais necessário no momento, voltei a ler coisas instrucionais aqui e ali, senti-me vazio. Precisava de algo, filmes, séries, todos com legendas, supria por pouco a falta infinita de criar, mas deu conta. 
 Voltei a escrever por exercício, exercício terapêutico, para ver se com a repetição eu começara então a externar melhor aquilo que eu nunca consegui entender bem, as tais emoções humanas. E para mim isto foi excelentemente bem agradável, voltava a fazer aquilo que eu mais adorava, rabiscar em observância do meio. Passei a verificar aquilo ao redor para que pudesse criar um padrão e, finalmente, criar expressões para que as pessoas pudessem assimilar como reciprocidade.

 Criei o blog.
 Passei a desenvolver meus métodos para aperfeiçoar a escrita. Voltei a ler e daí acabei sendo vítima de si.

 Entendi que meus olhos curiosos são sequestrados pela mera vontade de juntar símbolos e traduzi-los. Sou obcecado pelas letras, e se eu fosse um mutante esse seria meu poder. O Leitor, eles me chamariam. Capaz de ler tudo e qualquer coisa em um raio de 100 metros, em todos os idiomas, ideogramas, em qualquer forma, fonte e direção. Obvio que eu só apareceria em uma cena de 03 segundos e sem fala, mas vai que eu tenha carisma e possa ser utilizado ao menos no fim em uma cena dramática? É melhor ser figurante útil do que figurante de multidão. Só acho.

  Comecei a escrever uma história bem maluca em 2009, e de lá pra cá nunca terminei. Ou melhor, estou no fim graças as pessoas que viram a verdade que tanto oculto. Isso mesmo, por não acreditar em mim e em meu tal potencial, acabo por desconsiderar aquilo que é tão obvio. Pode ser outro super poder, auto sabotagem.


 E desde então, algumas contáveis pessoas vieram colocando força nesse pensamento para que eu realmente pudesse desenvolver, mas não se engane, não é para ganhar rios de dinheiro e se tornar o Tio Patinhas, é para que as pessoas possam usufruir de coisas fantásticas que habitam o meu mundo, para que eu possa cuspir da imaginação tudo aquilo que é aproveitável. Para que as pessoas tenham coisas novas para experimentar, coisas não tão clichês. Você sabia que clichê vem do francês? Do francês cliché, que quer dizer algo já sabido ou experimentado tantas vezes que nem faz mais graça, como as piadas do Zorra Total. Eu li isso em algum lugar. 

 Hoje em meu cartão de visitas oral, aquele que é dito em resumo sobre você quando você é apresentado para alguém, as pessoas costumam colocar escritor entre todas as outras poucas características. E onde moro é uma das coisas que mais chamam atenção.

  -Ah, você é poeta?
 -Não, escritor.
 -Então escreve poesias?
 -Não, não. Escrevo contos, estórias...
 -Sobre poesias?
 -Não, sobre tudo MENOS poesias.
 -Aaahh, entendi. Escritor.
 -Sim, escritor.
 -Escreve poemas, não é?
 - ¬¬' (Morra)

 Embora nunca tenha escrito nada publicado por nenhuma editora, ou assinado como autor, me considero escritor. Formulei um conceito próprio para que eu não mais pudesse me persuadir pela tristeza repentina, segue: 

Escritor (o que escreve), todo aquele que através de letras, formas e símbolos consegue transmitir uma informação uma emoção. Vale destacar o uso da linguística para que possa se distinguir o Escritor de replicadores, duplicadores e/ou oportunistas. Escritor é o que escreve livros, revistas, jornais, blogs, e até guardanapos. Um poeta é um escritor, um cronista é um escritor, um romancista é um escritor, porém um escritor pode não ser um poeta respectivamente.
Generalizo o Escritor como ser de função social transmitidor de ideia, sonho, emoção.

 Se você, caro leitor, também se encaixa nesse conceito não temas. Nunca tenha vergonha de dizer aquilo que você mais gosta de fazer (ao menos que seja algo realmente perturbador ou imoral). Quando alguém perguntar o que você faz, pode dizer suas funções comuns mas nunca esqueça de dizer que escreve. Não precisa espalhar panfletos pela rua tentando fazer com que o universo inteiro saiba da sua existência como escritor, até porque pode ser que o seu tipo de escrita seja particularmente pessoal.

 Tem gente que escreve apenas para si, como eu, e tem gente que nasceu para encantar gerações. Não é o público que importa, mas o grau de cuidado que você tem quando põe para a realidade o que circunscrita a tua cabeça. Escrever bem não é habilidade, é pura técnica. Escrever o que atrai vai depender do nicho, do tema ao qual você se predispõe a emanar conhecimento.

 Um bom texto será realmente bom se o leitor conseguir adquirir toda a sensação que foi imposta a ele, caso contrário ele lerá com desdém ou mesmo não lerá. Sequestre os olhos do leitor, seja perspicaz, torne-se mestre da curiosidade, seja VOCÊ o leitor da sua própria estória e transforme-a em algo tão impressionante que logo tornar-se-á história na vida de cada um que lambeu com os olhos aquelas frases e naquele momento, exactamente naquele momento, viveu junto aos personagens toda aquela cena. Rasgue a realidade em linhas horizontais e faça por se perder na imaginação. Ouse. Brinque com as palavras, com o ritmo, com tudo aquilo que você pode fazer para rodopiar o senso comum em suas próprias confusões, profusões de criatividade.

 Olá, como vai?
 Foi com essa máxima que começou uma micro conversa e eu sai da mesma com ar soberbo por não querer gastar minhas palavras com qualquer um.


 Sou escritor, sei o quanto é precioso aquilo que digo, que penso, que falo. Sei que você procura um significado, uma razão, um link, algo para que teu sentido não se perca nas próprias perguntas. Eu sinto muito, sinto muito mesmo.

 Eu sou escritor, minha função é te escrever. Talvez hoje você não me entenda, talvez isso nem aconteça nesta vida, porém tudo aquilo que eu quis que você sentisse, você o fizera tão ferozmente que não sobrou-me mais nada a não ser o vazio postergado. O mesmo vazio que eu sinto quando não há o que ler em minhas prateleiras. Não se acanhe em pedir por mais, mais um segundo de leitura.



 Já te falei das entre-linhas?

 Então, tá aí. 

 Sem mágoa.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Haraquiri


 Vou cometer haraquiri.
 Não, isto não é uma ameaça. Isto é um aviso.
 Por favor, afaste-se.
 Afaste-se enquanto é tempo.
 Tempo de correr do calor das chamas que eclodirão por todo o meu corpo.
 Por favor, afaste-se.
 As labaredas que lamberão minha pele começarão pela cabeça.
 Sentirei o conforto e emoção de finalmente fazer algo certo.
 Vou cometer haraquiri.

 





domingo, 4 de maio de 2014

Você.


Você sabe que gosto da cor da sua pele, da sua barba e desse sotaque aí, mas não sabe que gosto quando você conta as estrelas, e que te acho tão lindo quando tenta me dizer a imensidão da via láctea e fica bravo por não conseguir. O infinito poderia não existir, mas tua barba, ao me tocar, estende qualquer noite quente de um coração ferozmente frio. Como hoje, quando acordei e não te vi do lado direito da cama, pensei por um minuto que todos os cabelos puxados e a imagem da tua tatuagem cravada na altura dos meus olhos foram apenas sonho, mas aí escuto de longe você falando que durmo demais e que a sua mania de tomar café logo quando acorda se encaixa perfeitamente com meu bom gosto de viver movida ao mesmo líquido. Me fez perceber que posso ficar alguns dias sem tomar café, mas que passar uma semana sem sentir o gosto dos teus lábios é a maior tortura de todos os últimos meses.
Eu implorava para não rires das minhas caretas, mas no fundo gostava do sorriso que lhe proporcionava, pois um eclipse lunar nunca seria tão lindo quanto o reflexo dos teus olhos ao me olhar. De tantos verões que eu desejava sair ao sol, hoje desejo ficar em uma sombra ao teu lado. De anos, apenas meses ao teu lado fariam uma vida vazia se tornar completa, e ruins seriam os dias que tua respiração não ecoaria pela casa calmamente quieta. Que da minha vida, parte dela se encontrava em tua alma e epiderme. E que do meu sorriso, uma força do destino guiou-o em tua direção, me fez deixar de ser eu, pra ser tua, e reinventou tudo o que eu pensava em apenas no que se define o que temos, o que teremos, o que nos tornaremos.
E me satisfez ao concluir que o importante é o que somos agora.
Somos dois em um.
Um em dois.



-Laís Heidemann.



sábado, 3 de maio de 2014

O Outro Lado da Memória.


"Amar é encontrar uma coragem dentro de si que nem se sabia que existia". Luíza Bedim, uma jovem talentosa e cheia de sonhos, sofre uma grande decepção com a pessoa que ela mais ama. Depois desse período, passa a ser perseguida pelo medo e a dor profunda do que aconteceu. Sua vida muda totalmente e não consegue mais viver da forma que vivia antes. Luíza acredita que nunca mais será feliz, e vive alimentando-se de sua solidão interna. Anos depois do acontecido, ela conhece Arthur, um jogador de basquete novo em sua escola que chega chamando a atenção de todos. Ela o ignora totalmente no inicio, porém, é obrigada a passar uma hora de seu dia com ele. Entre muita confusão, brigas e discussões, Arthur mostra-se alguém que Luíza não esperava que ele fosse. Alguém capaz de fazer com que o outro lado de sua memória seja mudado. Descobre que só é possível encontrar a felicidade se for atrás dela. Em um romance divertido, complexo e cheio de mistério, você vai se apaixonar e sentir cada emoção vivida por Luíza em sua própria pele.

A) Opinião sobre a história?
Clichê seria um pouco genérico. Apesar de que a sinopse é muito sessão da tarde para esse conto bem Malhação.

B) Opinião sobre os personagens?
Mimimi, Não-me-toque, Nhe-nhe-nhe. 
Não há nada aqui que você não viu nos padrões clichês da vida. A única diferença é que ninguém sofre Bullying ou é desastrosamente idiota.

C) Qual o ponto entre a posição atual e a sinopse?
Nenhum, está naquele ponto da história em que a garota começa a se apaixonar pelo cara que ela não dá valor, e ele tentando encantá-la por gostar dela.

D) Frase mais interessante até agora?
No meio do caminho havia uma pedra... Eu, sentada no chão, na chuva, no meio do caminho.

E) Qual a ultima frase da página 100?
Sabia que ele queria saber do Lucas.

F) Pretende continuar a ler?
Já li. 
Livro com diálogos rápidos, demais. 

G) O que esperar do restante do livro?
Que a garota enfrente o passado dela (Lucas), que o atual fique com ela (o que ele vai fazer desde sempre), e que tudo acabe bem (preciso falar mais?).

H) Indicaria esse livro?
Sim e Não.
Sim- Para crianças de 13/14 anos, as quais estão começando a vida colegial, esperando ler romances tipo Disney, onde tudo no final dá certo e que no meio do caminho tinha uma pedra. Em uma hora ou duas dá pra ler esse livreto fácil fácil, tipo uma temporada de novela juvenil resumida em um capítulo.
Não- Um livro que não oferece nada, nem alegria, nem tristeza, nem mistério, nem ousadia. Se quiser passar uma hora da sua vida lendo algo interessante, tenho ótimos blogs com fruição melhor que este título.

P.S.: O ultimo capítulo (22: O Casamento), é altamente desnecessário e estragou aquilo que poderia ser regular. Quando empresto para alguém aviso que não o leiam.

Argo


Em 4 de novembro de 1979, os funcionários da embaixada dos Estados Unidos em Teerã são surpreendidos pela invasão de um grupo de militantes, que faz 52 reféns. Em meio à confusão, seis diplomatas conseguem escapar e encontram refúgio na residência do embaixador do Canadá. Mas Tony Mendez, especialista em disfarces da CIA, sabe perfeitamente que é apenas uma questão de tempo até que sejam encontrados. Para retirá-los do país, ele concebe um plano muito arriscado, digno de cinema. Disfarçando-se de produtor de Hollywood e apoiado por um elenco de agentes secretos, falsificadores e especialistas em efeitos especiais, Mendez viaja para Teerã a pretexto de encontrar a locação perfeita para um falso filme de ficção científica chamado Argo. Neste livro, ele revela todos os detalhes da complexa operação que aliou o alto escalão de Hollywood ao mundo da espionagem. 

A) Opinião sobre a história?
O que mais atrai em histórias com espiões é praticamente sua fuga, seja lá pra onde for e seus motivos. Aqui a coisa é bem mais louca e incrível, pois no meio de uma grande confusão e situação delicada que é, temos o plano mais impensável. Genial.

B) Opinião sobre os personagens?
O protagonista, dono da mais intrigante forma de resgate, traça a os acontecimentos de forma simples, o problema é que tem muitos nomes, alguns desnecessário, e como todo bom conto de ação, os micro detalhes são ignorados deixando apenas as ações tomarem conta de tudo. 

C) Qual o ponto entre a posição atual e a sinopse?
Ainda arquitetando o plano, enquanto os prisioneiros estão em maus lençóis.

D) Frase mais interessante até agora?
(Sem frases relevantes, verificarei depois.)

E) Qual a ultima frase da página 100?
Meus olhos pousaram na porta do banheiro masculino. 

F) Pretende continuar a ler?
Sim, o livro é curto, 243 páginas e as coisas vão acontecendo de forma interessante.

G) O que esperar do restante do livro?
Que o plano mirabolante dê certo, e que as coisas fiquem melhor no lado do Irã. Muito desesperador aquilo tudo, o livro deixa claro como imaginar.


H) Indicaria esse livro?

Claro, mas com muito cuidado. É um livro para ser apreciado com cautela por ter muita aparência militar, policial etc.
Um bom livro.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

A Janela de Overton.


Um plano para destruir a America, há centenas de anos sendo planejado, está prestes a ser colocado em prática. Uma poderosa técnica chamada Overton Window que pode modificar nossas vidas, nossas leis e nosso futuro. Ela funciona manipulando a percepção pública para que nossas ideias pensadas anteriormente pareçam ser radicalmente aceitas. Mude a Janela e mude o debate. Mude o debate e mude o país. Para Noah Gardner, um executivo de Relações Públicas com 20 e poucos anos, é seguro dizer que a teoria política é a única coisa em sua mente. Inteligente, solteiro, bonito e isolado dos problemas do mundo com a riqueza e o poder de seu pai, Noah é muito mais preocupado com o futuro de sua vida social do que o futuro de seu país. Mas tudo isso muda quando Noah encontra Molly Ross, uma mulher que é consumida pelo conhecimento de que a América que conhecemos está prestes a ser perdida para sempre. Ela e seu grupo de patriotas se comprometeram a recordar o passado e lutar por um futuro, mas Noah, convencido de que são apenas teorias de conspiração erradas, não está interessado em emprestar suas habilidades consideráveis para a sua causa. E, então, o mundo muda. Um ataque sem precedentes sobre o solo dos E.U.A. sacode o país para o núcleo e coloca em movimento um plano assustador, décadas sendo formulado, para transformar a America e demonizar todos os que se interpõem NO caminho. Em meio ao caos, muitos não sabem a diferença entre a teoria da conspiração e conspiração realidade ou, mais importante, em qual lado lutar. Mas para Noah, a escolha é clara: Expor o plano, revelando os conspiradores por trás dele, é a única maneira de salvar tanto a mulher que ele ama quanto sua liberdade. 


A) Opinião sobre a história?
Até que isso de mudar opiniões da massa de modo arrebatador parece interessante. Conspirações e assuntos governamentais sempre atraem a curiosidade quando são bem preparados.


B) Opinião sobre os personagens?
São poucos personagens até então, convictos e fáceis de captar o que cada um fará durante o enredo. Não necessita evolução mas sim ações.


C) Qual o ponto entre a posição atual e a sinopse?
Noah está no pub, conheceu os patriotas, os amigos de Molly e ouve sobre o plano de conspiração.


D) Frase mais interessante até agora?
A maior parte das pessoas simplesmente quer ser deixada em paz; elas concordam com tudo e aceitam qualquer coisa, desde que nós cuidemos de manter suas ilusões de liberdade e o estilo de vida norte-americano


E) Qual a ultima frase da página 100?
O propósito era testar a eficiência dos militares no que dizia respeito a encurralar e prender todos os nortes-americanos desobedientes de suas listas.


F) Pretende continuar a ler?
De fato irei, mais pela parte conspiratória do que pela trama do Noah. Gosto de saber como as coisas se encaixam. Ou melhor, eu espero que tenha algo pra ser encaixado e caiba bem.


G) O que esperar do restante do livro?
Esperar que as coisas tenha um pouco de ação. 100 páginas com pouco movimento significante. Muitos discursos interessantes, porém com uma perspectiva um pouco chata, falas atrás de falas, elementos históricos, mas falatório. Bom, acredito que as coisas mudem, caso não, ao menos terei ideia o quanto patriota as pessoas de lá gostam de ser.


H) Indicaria esse livro?
Pelas 100 páginas? Não.
Entretanto, como todo bom conto policial, as coisas só melhoram do meio pro fim, que é quando o bicho pega pra valer e a gente fica com cara de Ó-Meu-Deus.


Fantasia

Arte de @raytongart V oltei a ver alguns animes. E, desde que voltei, percebo o quanto o machismo e erotização é exagerada e comum. Todos os...