segunda-feira, 10 de novembro de 2014

10 hábitos saudáveis de casais felizes.



1. Vão para cama no mesmo horário

Segundo o  psiquiatra e pesquisador Mark Goulston, os casais felizes dificilmente vão dormir em horários diferentes. “Vão para cama no mesmo horário, isso faz toda a diferença na qualidade do sono e na vida sexual”. 

2. Cultivam interesses comuns

Quando a paixão diminui, é comum que os casais se dêem conta que têm poucos interesses em comum. Pensando nisso, aproveite o tempo livre de vocês para fazerem o que vocês dois apreciam muito e juntos, claro!

“Se os interesses comuns não estão presentes, os casais felizes vão encontrar alguma atividade” e recomenda também terem atividades individualmente, para que ninguém dependa de ninguém.

3. Caminham de mãos dadas ou vão um ao lado do outro

Ao invés de que um dos dois for ficando para trás porque caminha mais devagar ou se detém vendo algo, Goulston recomenda andar comodamente lado a lado, preferencialmente de mãos dadas. O companheirismo começa nas pequenas coisas do dia a dia, como este simples gesto.

4. Confiam e perdoam 

Nas discussões rotineiras que não chegam a nenhuma resolução, os casais felizes não se desgastam, perdoam mutuamente ao invés de guardar rancor e ficarem com a cara virada.

5. Se centram mais no que seu companheiro(a) faz de bom do que no que faz de mau

Se começarmos a listar as coisas ruins que nosso parceiro(a) tem, a lista vai ser grande. Mas e se você fizer o contrário? “Tudo vai depender do que você quer buscar, os casais felizes acentuam as coisas positivas”.

6. Se abraçam ou se beijam ao se despedirem e ao se reencontrarem do trabalho e das atividades diárias 

“Nossa pele tem uma memória do amor e do carinho recebido, assim como de abusos e falta de carinho. Os casais que trocam carícias, mantém a pele energizada e nutrida de bons carinhos”, afirma Mark.

7. Dizem “eu te amo” e “desejam bom dia” todas as manhãs 

É uma maneira de cultivar a paciência e a tolerância, pois é uma boa forma de começar um dia que deparará problemas, dificuldades e outros incomodos que possam acontecer na vida de qualquer pessoa.

8. Dizem “Boa noite” todos os dias, independentemente de como se sentem

“Isto quer dizer que, por mais que vocês não estejam 100% em harmonia ou chateados um com o outro, você ainda quer estar na relação e quer estar bem e feliz”, explica o psiquiatra.

9. Ligam ou enviam mensagens um ao outro ao longo do dia 

Ligar ou enviar uma pequena mensagem perguntando se está tudo bem um com o outro é um hábito comum de casais felizes. Ajuda a manter a cumplicidade e conexão, além de permitir estar mais em sintonia quando se vêem depois do trabalho. Também é uma maneira de saber se o seu/sua parceiro(a) está tendo um dia ruim ou algo muito bom aconteceu que pode ser comemorado quando vocês se reencontrarem no fim do dia.

10. Se sentem orgulhosos de estarem juntos 

Os casais felizes apreciam a companhia um do outro e se orgulham da relação. Mãos dadas ou um simples olhar, mostram a conexão que existe entre eles, às vezes sem nem se dar conta.

Goulston indica que um hábito é um comportamento discreto e que para se transformar em automático, necessita um pouco de esforço para mantê-lo e cultivá-lo. Neste caso, aconselha que aqueles casais que estão enfrentando problemas, devem escolher um dos 10 hábitos e começarem pouco a pouco a incorporarem na rotina diária. Além disso, se no começo não estiver funcionando bem, sugere não se desesperarem e simplesmente retomá-lo.

Visto em: http://zankyou.terra.com.br/

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Oi ex, como vai?




Há tempos não nos falamos.


Oi ex,
hoje não venho com palavras de ódio, nem te culpar por nenhum episódio, tampouco me colocar em cima de um pódio.
Sim, houve um tempo. Tempo em que desejei cascas de banana na sua calçada, um bicho gordo na sua goiaba, 28 pedágios na sua estrada.
Também não vim te acusar, nem te mandar se lascar, muito menos te pedir pra voltar.
A mágoa foi inevitável, mas se história é imutável, talvez tenhamos que pensar num caminho alternativo viável.
Vim perguntar se você está bem, se continua tendo sonhos do além, se contou dos seus medos para mais alguém.
Se seu pai largou o cigarro, se você conseguiu trocar de carro, se houve algo entre a gente que não tenha ficado claro.
Vim dizer que lembrei de você. Porque finalmente comi cordeiro, porque ri conversando com meu porteiro, porque nosso verão foram anos inteiros.
Vim com bandeira branca, sem qualquer indício de cobrança, apenas me divertindo com algumas lembranças.
Vim te contar que encontrei aquela nossa conhecida, a que foi morar em Aparecida, e que ela tá com a bunda super caída.
Vim contar que vi seu colega de trabalho, que ele tá meio grisalho, mas que ainda dá pra quebrar algum galho.
Vim falar de coisas que ninguém mais entenderia, que achei as fotos daquela viagem para a Bahia e que finalmente tem açaí aqui na minha padaria.
Não vim criticar sua nova paquera, nem retomar aquele clima de guerra, nem dizer qualquer coisa que não seja sincera.
Vim te dizer que está tudo ok, que eu tive uma doença, mas sarei,  e que aquele meu vizinho, de fato, é gay.
Não vim te propor uma bela amizade, um sorvete no fim da tarde e nem um fim de história marcado por vaidade.
Vim pra te desejar alguma sorte, vim porque já voltei a ser forte e porque sei que memória não respeita pena de morte.
Vim te deixar um abraço, porque te querer bem é o melhor que eu faço e porque, afinal, já chega desse cansaço.
Vim te dizer para ficar em paz, para respeitarmos o que deixamos para trás e para propor, enfim, que a gente não se queira mal, apenas não se queira mais.

Por: Ruth Manus

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Só sei dançar com você.



 Penso em te escrever algo, só que não vem nada de útil. Tento descrever como são meus dias percorridos pelo teu sorriso, divago só em lembrar. Ao começar a escrever me lembro do movimento que desgrenham teus cabelos. Ouço uma música para tentar seguir o clima simples, descubro o quanto não ouvi o suficiente para poder começar. Então desisto de tentar e deixo para depois.
 Dessa vez não me sinto culpado por deixar algo de lado, na verdade eu apenas sei que não é hora. Me fogem palavras e capturá-las parece trabalho para profissionais, melhor esperar a tempestade passar. 
 Vejo você vir caminhando, devagar, como se aproveitasse do sabor da chuva para finalmente conseguir sorrir. Um sorriso automático, quase que sem querer. Você fica vermelho tentando esconder a felicidade, e isso deixa tudo mais engraçado, algo natural. 
  O céu começa a colorir-se novamente, um fim de tarde em campo aberto. Você aguarda a sua vez, repõe a água na garrafa, arruma novamente a mochila, e suspira. Sinal que está pronto para seguir em frente.
 Desprendo e em silêncio subo mais um degrau mental. Você me segue. Parece que você sempre sabe o que fazer. Logo estamos no alto, sentamos então para assistir mais um dia e conversar sobre a vida, o universo e tudo mais. Meus sentidos se atordoam, há tanta coisa em volta, tantas citações proferidas sem precisar de explicações, tantas cores vibrando em paletas multifacetadas, tanta coisa: há carinho, há natureza, há possibilidades... 

 Nós dois. 
 Cúmplices.

 Sou alvo pros teus olhos claros parecidos com essa estação, tua temperança me envolve e tua calmaria me conforta. Um sinal de que tudo pode ser normal. As caraminholas na cabeça se perguntam quem é esse ser estranho que visita o planeta Zero, que pausa a própria sorte em prol do esquisito mundo de possibilidades.
 Parece que não ouço você falar, mas eu ouço. Embora meu olhar seja distante, minha mente está bem aqui contigo. Me pergunto o que será do futuro, sabe? Gosto de assistir o dia começar e terminar, como se fosse algo novo, mesmo que todos os dias se repitam. Tenho medo apenas que as coisas não mudem, que tudo seja um cíclico momento. 
 Sentado no alto fico sempre a perguntar.
 O que será do futuro?
  



domingo, 12 de outubro de 2014

Maybe.


 O consolo da tua fé pode ser o bastante, apenas pode. 
 Não considero tão frustrante o hábito de não ter relações destemidas. Ao contrário, muito pelo contrário. Considero intrínseco e honesto não ter que abusar da própria fé só para tentar tudo novo, de novo.
 Sei que você deve ser do tipo de pessoa que acredita que as pessoas não nasceram para serem sozinhas. Você deve ter razão, sua própria razão. Não corroboro desse pensamento e te direi bons motivos. 
 A) As pessoas são egoístas; B) As pessoas são egoístas; C) As pessoas são puta egoístas. 
 E daí você já julga uma revolta, de fato há revolta. De todo modo, só em você não respeitar minhas ideias de logo já és um egoísta. Esqueça essas coisas de "primeiro eu", olho pra frente e para os lados, só quando estou sozinho é que olho pro meu umbigo. Assim todos deveriam fazer.
 Vai ver poderia ser que parassem de ficar defendendo candidatos ao governo como se fossem o pai ou mãe, como se defendesse o time de futebol que ele nem é lá tão fã. As pessoas egoístas só querem algo para reclamar, na maioria eles nem sabem do que falam, nem têm seus argumentos fundamentos per si. São ABC vulgares. Controlados pelos comentários alheios, pelo o que a pseudo sociedade julga melhor. Pseudo, pois a verdadeira sociedade está ocupada demais se preocupando com o próximo, ao auxílio ao menor, ao miserável, ao moribundo, ao faminto...
 O consolo das tuas escolhas pode ser o bastante, apenas pode.
 Talvez você seja do tipo de pessoa que crê que todo mundo deve ser feliz e essas coisas idiotas. Mas, quando você cair na real e perceber que as pessoas são egoístas de fato, e ainda assim você queira deixar o teu ego egoísta de lado, você começará a preferir a si.
 Será a melhor companhia do mundo, a mais divertida, a mais sincera. Será alguém que prefere ficar sozinho, ser sozinho. Vai preferir a realidade do que o desespero de provar à sociedade, a pseudo, que você é melhor.
 Um dia quem sabe.
 Agora me deixa, quero aproveitar mais um cigarro e ouvir o som dos ventos enquanto não começa o outro confronto de futilidades. Se quiser pode ficar, mas fique calado, pois o barulho medíocre faz o monocromático e obtuso pensamento entoar, e estes eu deixo aos porcos. 

Blackout



 Ser calouro não é fácil.
 É uma verdade quase que absoluta. 
 E ser calouro em uma festa no campus é tipo um ritual, uma iniciação tímida com uma coragem desastrosa. Não tem as primeiras aulas e para alegrar os olhos da menina, levamos então a comitiva caloura para o primeiro evento oficial da região. Bem, não foi o esperado. Achávamos que seria como nos filmes, mas estava tudo desorganizado, o convite fixado no mural adormecido dizia 18 horas, eram quase 20 e ainda montavam o som. Aos poucos as pessoas começaram a chegar, a música a tocar e tudo ficava mais escuro.
Blackout era o nome da festa, no bloco das ciências humanas, o famoso bloco hippie da universidade. E como tinha brincado no meio do caminho, repeti para os colegas a mesma "Festa estranha com gente esquisita, eu não tô legal", eu estava legal, só fiquei receoso. Por favor não me julgue por ser calouro, ainda não tive muitas experiencias e desse tipo então, melhor nem comentar.
 Estávamos em cinco, um número até bom para uma roda de amigos, e mesmo sendo um grupo de pessoas desconhecidas, não tão afins, estávamos a compartilhar o melhor do novo, somos novos, noviços, calouros. 
 O que melhor do que um grupo de calouros, jovens até dizer basta, numa festa onde todos já se conhecem, já sabem como ir e voltar, comer e beber, onde comprar e vender, o que toca e quem toca; O que é melhor do que ser a própria novidade? O melhor da noite nem foi testar uns passos adversos ao meio, surpreendendo alguns com o próprio molejo. Não, não foi. Não é.
 Quando nos demos conta, porque uma hora você se dá conta, estamos então na marginalidade. Na margem propriamente dita, ali na entrada da festa, como se fossemos os grandes anfitriões da noite, e ao lado outro grupo, à frente outro, e assim faz a noite, mistificando todo bom senso igualando os indivíduos.
 Meus olhos correm quando os cochichos começam. Identifico figuras caricatas aqui e ali. É o bloco de Humanas. Meio hippies, meio rebeldes, meio quase inteiro. Os passos apressados pareciam iguais aos meus, a roupa escura e fechada não era típico daquele lugar, mas como também este e não tem identificação própria aquele rapaz poderia ser dali tanto quanto eu, então logo ouve outros cochichos. Verifiquei outros grupos, voltei meus olhos aquele que sorria tímido entre a conversa disfarçada de atenção. Acho que ele percebeu, baixo a vista por descuido, olho novamente ajeitando meus óculos- método- ele estava olhando, subiu as sobrancelhas, virei sentindo meu rosto arder. Sabia que estava com todo rubor possível, tento então disfarçar.
 Um calouro. Apenas um calouro sem saber bem o que fazer. Minha vontade era tomar coragem e tentar me enturmar, sei lá. Meus colegas querem voltar pra sala de aula, mas eu quero ficar, quero ver se algo acontece, sinto minha nuca ser beliscada pelo olhar dele. Não tenho coragem de conferir então vejo seus pés, estão apontados pra nós.
 As luzes se apagam do nada. Todas elas. O som fica absurdamente alto e o organizador da festa começa um discurso acompanhado de aplausos e gritos dos outros alunos. Meus colegas começam a voltar pra o nosso bloco, lá longe, sereno, quase deserto de emoções. Aqui só vejo vultos, nem sei mais quem está perto ou quem está longe, só consigo ver a silhueta dos meus pés, como se senti-los dessem um neon vibrante a eles.  
 Decido então voltar. 
 Sou apenas mais um calouro.
 Ninguém vai perceber que não estou na festa, ninguém vai saber que fui até lá.
 Mas eu lembrarei de um sorriso simples de alguém que nunca conheci. 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

6 lições para entender que você não precisa ser rico para viajar.




O que você precisa é fazer alguns ajustes nos seus hábitos de vida e entender algumas coisas…


Uma amiga chegou esses dias com uma ótima notícia: ela e o marido irão passar 7 meses na Alemanha, sendo que essa é a primeira vez que ela faz uma viagem internacional. Por ser uma professora do pré primário, o marido um estudante de doutorado e por terem comprado um apartamento em São Paulo há menos de um ano, muitos se espantam quando ela conta essa novidade. Afinal, como ela conseguiu dinheiro para viajar?
Na verdade essa notícia não me surpreendeu. A Luíza sempre foi organizada com seu dinheiro e muitas vezes atuou como minha consultora de economias. Para mim, ela é só mais uma prova de que você não precisa ser rico para viajar. Você precisa ter algum dinheiro, claro. Mas principalmente fazer alguns ajustes nos seus hábitos de vida e entender algumas coisas. Vou explicar melhor:



1. Viajar não precisa ser luxuoso. Muita gente ainda tem aquela concepção de que viajar é ficar num super hotel na Europa ou Nova York, pegar um voo na melhor companhia aérea, comprar um pacote que inclui todos os passeios dos guias de viagem e jantar nos melhores restaurantes da cidade. Esquece isso. Quem tem pouco dinheiro pra fazer uma viagem, passa um tempão pesquisando na internet os voos e hotéis mais baratos, não se limita a países onde se gasta em dólar ou euro e sabe que os melhores momentos da viagem não são aqueles comprados no pacotão, mas os que acontecem de surpresa.


2. Economizar significa mudar o seu estilo de vida. Sabe aquele happy hour que você faz toda semana? E quanto você gasta com o seu carro? A diarista que você paga? É necessário ir ao salão de beleza com tanta frequência? Economizar é rever os seus gastos e dispensar o que é dispensável. Não se esqueça do que dizem por aí: “Viajar é a única coisa que você compra que te deixa mais rico”.


3. Viajar é prioridade. Quem quer viajar de verdade mas não tem muito dinheiro, sabe que com um iPhone 6 dá pra comprar uma passagem internacional pra qualquer lugar do mundo.Você prefere ter o celular ou viajar? São escolhas que precisam ser definidas quando não dá pra ter os dois. E quando viajar é definido como prioridade, é fácil dispensar até as coisas mais baratas. Meu namorado me perguntou por quê não faço um upgrade no meu plano de TV a cabo por “apenas R$30 a mais por mês”. A resposta é simples: porque eu não preciso. Isso não é prioridade.



4. Quem quer viajar, se vira pra economizar e ter dinheiro. Começa a ir pro trabalho de ônibus, faz as unhas em casa e até trabalha mais pra ter um dinheiro extra. Eu vivo fazendo uns trabalhos de traduções além do meu emprego regular. E a minha amiga passou um tempão dobrando os horários dela na escola para aumentar seu salário. E isso não tem nada a ver com ser pão duro (talvez um pouco). Eu prefiro chamar de “buscar a realização de um sonho”.


5. Se organizar para viajar. Houve uma época em que eu não tinha coragem de olhar a fatura do meu cartão. Até que percebi que, se quisesse ter dinheiro para viajar, precisaria controlar o que estava gastando e me organizar. Então comecei a fazer planilhas, checar meu extrato bancário com frequência, baixei aplicativos de controle de gastos e defini exatamente o quanto eu tenho que guardar mensalmente.

E o que você precisa entender para não desanimar é que…



6. Ter dinheiro para viajar não acontece da noite pro dia. Tem que trabalhar muito, economizar muito, talvez até trocar de emprego para ter uma promoção, se organizar e ter foco. É por isso que muita gente desiste de viajar no meio do caminho e acaba comprando o iPhone parcelado em dez vezes (só se esquecem que viajar deixa as pessoas mais felizes do que bens materiais…).
Não vou negar que é mais fácil ficar em casa reclamando da economia do país, do seu chefe que não te dá aumento, que o dólar está caro e que viajar é coisa pra gente rica. Mas adivinha? Nada disso vai te ajudar a fazer a viagem que você deseja. E querer viajar é importante, mas se você não se organizar pra fazer acontecer, nunca vai entender porque uma viagem é mais valiosa do que tudo o que você economizou até hoje.

Por Amanda Noventa.

domingo, 7 de setembro de 2014

M. View



Engraçado que hoje eu vejo que ainda assim é o mesmo cálculo, 1+1=3. Você lembra do dia que te contei a teoria da vida onde um mais um é igual a nós dois mais um sonho?Lembre, é tipo assim, eu sou um sonho, você é outro, sonhos não se subtraem, não multiplicam ou dividem, apenas somam, e sonhos quando somados eles somarão sempre um a mais.

Ex: 1 (eu)+ 1 (você) = 3 (eu+você+ x),
      sendo x = +1 sonho

Entendeu? 
Hum... um dia você irá entender, ou ao menos parar de rir da minha matemática de querer o teu bem. Um dia você verá que sou mais daquilo que você zomba, daquilo que teus acusadores apontam, daquilo que fujo por ter medo de te encarar. Sobra a física pra dizer que mesmo você me odiando, mesmo assim eu ainda gosto de você. Dessa matemática eu não consigo teorizar, não tenho como ver em holograma mental trigonométrico, binário,  liquefeito tentar.
Talvez o erro seja esse, ter sempre um cálculo pré pronto, montado nas vias da razão, pormenorizado em X e Y. onde X é o sonho e, talvez, Y a vontade. Onde as retas das nossas vidas se tornam ora perpendiculares, ora transversais.

Eu sou apenas 1. Um mero sonho a ser idealizado, condensado. Você consegue ver a imagem a tua frente? Consegue. Agora consegue transpô-la naquilo em que você sonha? Surgem mil coisas não é? São vários sonhos, vários 1s, variantes que tornam meu cálculo um mero calculo.

Engraçado que hoje eu vejo que ainda assim é o mesmo cálculo, Eu+1=0. Porque ouso tentar amar alguém que não me quer, que não me vê, que apenas não. Eles sempre dizem que isso é normal, são os chamados "dramas da vida", onde a melhor pessoa do mundo torna-se a pior, às vezes porque ela sempre quis, às vezes sem querer, às vezes nós merecemos passar por isso. Viver mais e pensar menos, aproveitar mais o dia e a noite, guardar os problemas um pouco e se entregar ao acaso. Eles devem ter razão, por isso eles são tão felizes, por isso você aceitou o fato de não me querer mais, de começar a me renegar, de ignorar meus feitos, de dormir sobre outro peito. 

Vou deixar de ser assim, tão previsível. Você vai ver, eu vou mudar.
E quando eu mudar, nunca mais serei o mesmo, me libertarei de toda essa nerdice que você chama e diz que odeia, vou ser alguém totalmente novo, uma melhor versão de mim, e quando esse dia chegar eu vou te mostrar que: 

1+1=3

tal que,
X+Y=Z

o mesmo que,
Eu+Você=Nós

embora,
Você+Eu=Nunca+



Parabéns!



Era apenas outro dia, um desses nublados com temperatura desarmônica. Nada aguardava entre as linhas das quais já visionava em previsível... até aquela metade da manhã. Sim, era o meu aniversário, e eu não sou desses de ficar vibrando em comemoração, ou demasiado deprimido em expectativas, em verdade não é nada demais. Vai ver seja por não gostar de comemorações forçadas, vai ver seja por não ter emoções a serem refletidas, vai ver eu nunca vi razão.
O atendimento fora feito como o padrão, mas tinha algo diferente nela, tinha algo de genial. A negra com cabelos rastafári entrou na loja, com camisa azul já-usei-bastante e um emblema bordado na altura do peito, fora bem designada aos comandos da tradição, e no micro espaço da conversa casual, ela me deu o melhor presente que alguém pode receber no dia de seu aniversário. A surpresa foi imediata, não por ser um esteriótipo distante do previsto, mas foi porque a atitude surgiu surreal, não consegui calcular aquelas palavras, aquilo tudo que ela me entregou assim, como quando alguém te dá um abraço ao te ver chorar, como quando alguém sorri enquanto se aproxima de você, você não ver bem a pessoa, ela é um simples borrão, mas algo dentro de você se liberta em sorriso recíproco e seu coração palpita aceleradamente contente.
E, aquilo era pesado, foi pesado, é pesado. Não sei como consegui segurar tão firmemente, eu apoiei no peito e fixou.
Marcou.
Enraizou.
Não sei bem como foi, mas é, e espero sinceramente que será.
Você consegue imaginar o que foi o que ela me deu? 
Não?
Algo mais caro que tudo aquilo que possa imaginar. Não foi um abraço, um aperto de mão, uma jóia, um cartão, um carro ou uma viagem para o Egito antigo com direito a trilha de camelo no desértico abandoando ou margeando civilização antiga, não não. O que ela me deu não veio de palavras, símbolos, nada disso.

O meu presente foi inspiração.
Foi no brilho jabuticabal de seus olhos em que senti renovado. Me senti fortalecido por tudo aquilo que acredito, por tudo aquilo que rogo em maldição benéfica para todos os seres da Terra. 

E, você só vai conseguir entender o que eu senti, só vai tentar sentir os paradigmas marejando os olhos quando você souber o que você quer. Qual a sua aspiração na vida? E, foi aquela professora de ensino fundamental, isso mesmo, uma simples pro-fes-so-ra, que me deu algo de mais raro e intrigante em que ouso tentar assimilar. 
Conversamos por pouco. Conseguia perpetuar a minha vida em cada balbuciar dela, seus lábios delineados diziam apenas verdades, suas mãos gesticulavam entre força e fé, seus olhos fincaram os meus, estes que não ousaram correr em desconforto, meu olhar não fintou a ponte entre os olhos dela, meus olhos mergulharam no mesmo sonho, uma fusão maciça do que seja felicidade.
"Eu sempre quis ser professora", disse ela com os dedos em diapasão, "venci tudo o que havia contra mim, inclusive, e principalmente a mim. Minha pior inimiga." 
Não há como descrever o brilho do olhar de alguém que se faz completude. Você apenas sente, não sei, é como... é como... é tipo... você se arrepia. Quando alguém é puramente satisfeito no sonho da sua vida, não importa o que aconteça, você sempre, eu disse sempre, vai sentir a felicidade latente em ser aquilo que conquistou.

Embarga minha voz quando falo sobre a conversa de dois minutos e meio ao perceber o quanto eu sou pequeno em relação aquilo que creio, daquilo que percorro em busca da satisfação plena em ter o conhecimento necessário para transmiti-lo e, mais estritamente voraz, trespassar as minhas incapacidades como aspie.
Guardo toda aquele bombardeio de inspiração aqui dentro. Injetado e pronto para fluir luminosamente, quando eu extremar minhas próprias razões. E me pergunto se um dia eu conseguirei inspirar alguém de uma forma tão devastadoramente funcional ao ponto de levantar a estima, a fé, a vontade, a razão e a vida de alguém, como ela fez naquele dia. No dia do meu aniversário, quando eu apenas disse "Eu também quero ser professor, ou melhor, inspirador."



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Extraordinário


August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

A) Opinião sobre a história?

Histórias sobre superação podemos encontrar todos dias, principalmente nos auto-ajudas, porém ver isso em uma perspectiva de um garoto que enfrenta o ensino médio americano é de fato muito curioso. Não só o que ele passa, mas como a ele e sua família vê tudo isso.

B) Opinião sobre os personagens?

É difícil não se importar com o Auggie, não digo por sua aparência e sim por seu comportamento. Acredito que seja assim quando temos uma dificuldade perpétua ou algum problema sem reparação, aprendemos a lidar com ele e seguimos a vida.

C) Qual o ponto entre a posição atual e a sinopse?

De acordo com a sinopse, ele descobriu que as crianças podem ser más. Não sei se ele se importará em mostrar que é normal, mas torço que as pessoas o vejam como a família o vê, uma pessoa normal.

D) Frase mais interessante até agora?

(XXX)

E) Qual a ultima frase da página 100?

E ela não só parecia diferente: também estava agindo de um modo estranho.

F) Pretende continuar a ler?

Óbvio! 

G) O que esperar do restante do livro?

Sinceramente eu não sei, mas tenho certeza que Auggie aprenderá que o dar de ombros ajuda muito a não se machucar.

H) Indicaria esse livro?

Sempre que possível.

A história é tranquila, rápida, sem rodeios, e você fica com o pensamento sobre como você olha o mundo. Se realmente suas atitudes estão de acordo com o que você fala, onde está sua ética e moral.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A estrada da noite


Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta.
"Vou ´vender´ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto..."
Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.
Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.
O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.
Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite - e nada é exatamente o que parece.
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estréia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.

A) Opinião sobre a história?

O que esperar de um livro que fala sobre fantasmas? Bom, eu não espero nada.
Isso mesmo, porque quando eles tentam passar uma imagem assustadora, geralmente sai uma comédia sem limites.
A história fala sobre um roqueiro que adquire um suposto fantasma, até então tudo bem. Depois esse tal fantasma realmente se apresenta e começa a saga de Jude em lidar com isso.
Sentiu a linha de filme B de suspense sem graça? Pois é.


B) Opinião sobre os personagens?

Sobre Jude, nada a declarar. O egocentrismo e seu esteriótipo de "Foda-se" não me conforta ao ponto de me importar com ele ou sobre o fantasma que está assombrando. Repito, é um suspense até agora bem Super Cine.
Eles apenas seguem, não desenvolvem, não cativam, não entoam qualquer sentimento no leitor. Até a minha curiosidade passou a ser tédio perante o passar de páginas.

C) Qual o ponto entre a posição atual e a sinopse?

Se a sinopse estiver correta, Jude irá para a estrada (por isso o título, creio eu), mas até a página 100 ele não está dando a mínima sobre o fantasma nem nada o que acontece ao redor. O fantasma é do padrasto de uma garota que ele namorou e não fez nada de aterrorizante ou assustador além de apenasmente aparecer.

D) Frase mais interessante até agora?

(xxx)

E) Qual a ultima frase da página 100?

-Então ela era Flórida e eu sou Geórgia.  Quantos outros estados foram visitados por sua pica?

F) Pretende continuar a ler?

Por que não, né? Nada melhor pra fazer...

G) O que esperar do restante do livro?

Espero que tenha alguma ação, nem que seja psicológica porque tá chato.

H) Indicaria esse livro?

Pelas 100 páginas? Não arriscaria.
Quem sabe quando eu terminá-lo e tirar algo válido dele, porque filmes B ou livros massantes são apenas para passar o tempo.


Private





Jack Morgan é dono da Private, a melhor agência de investigações que existe, com escritórios em vários cantos do planeta. É a ele que os homens e as mulheres mais influentes do mundo recorrem quando precisam de total eficiência e máxima discrição. A agência é o único recurso quando a polícia não pode fazer mais nada. 
Enquanto Jack e sua equipe investigam o assassinato de 13 garotas, surgem dois outros casos, bem mais pessoais. Fred, tio de Jack, procura-o pedindo ajuda com um escândalo financeiro que pode destruir a liga profissional de futebol americano. E a esposa do melhor amigo de Jack, Andy Cushman, é encontrada morta. 
Com a Private, nenhum caso fica sem solução. Os três mistérios parecem insolúveis, mas Jack conta com os melhores investigadores e com o que há de mais avançado em tecnologia – recursos que, muitas vezes, não estão à disposição da polícia. Além disso, a agência não responde a instituições oficiais, portanto, nem sempre precisa jogar de acordo com as regras.

A) Opinião sobre a história?

Histórias sobre espionagens, conspirações e jogos de mentiras são sempre interessantes. Neste universo não é diferente, tudo se desenvolve parecendo um episódio de Criminal Minds. Não é lá um conto espetacular, entretanto dá pra passar um bom tempo de leitura.

B) Opinião sobre os personagens?

A Private possui um corpo de grandes profissionais, o tal protagonista é basicamente um personagem de seriado policial americano, sem muito conflito e só estrelismo. O restante da equipe são dignos de participações singelas, coadjuvantes descarados e sem muito alarde, bem como o vilão. 

C) Qual o ponto entre a posição atual e a sinopse?

A sinopse já se foi desde as primeiras páginas, o que resta então resolver o mistério e juntar os pontos de investigações. O que por acaso soa bem previsível.

D) Frase mais interessante até agora?

(xxx)

E) Qual a ultima frase da página 100?

Colou o distintivo no vidro escuro do para-brisa e o carro parou imediatamente.

F) Pretende continuar a ler?

Sim, pois o livro é curto e não aparenta complexidade. Uma boa companhia durante trajetos viários.

G) O que esperar do restante do livro?

Que não seja um final previsível onde os três casos da Private se interliguem. Porque se for...

H) Indicaria esse livro?

Pra quem gosta de filmes e séries policiais sim. Ou melhor: Até agora sim, porque sabemos que eles não trazem nada de Ó MEU DEUS em pouco mais de 180 páginas. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Deixa alguém gostar de você, caralho.



Você pode ser a pessoa mais forte do mundo.
Você pode ser a pessoa que melhor sabe se virar sem ninguém, mais independente, mais cheia de experiência, mas você nunca, nunca será alguém que ninguém possa te ajudar a ser melhor.
Às vezes a gente cria uma casca de certeza e com isso nos blindamos do resto do mundo. Há quem faça isso pelo trauma de alguma decepção, há quem faça isso por medo de recomeçar e há quem faça simplesmente por pensar que não precisa de ninguém.

Uma coisa é depender de alguém, outra é precisar.

Você não deve pensar que a sua felicidade depende de outra. Não deve pensar que só vai conseguir ser feliz se tiver alguém pra te acompanhar. Você sempre será sua melhor companhia, você dorme e acorda com a cabeça no próprio travesseiro, você nasceu e vai morar num caixão sem ninguém. Você é o único representante das suas vontades nesse mundo. Mas você não é alguém que outro alguém não possa melhorar.

E você não precisa se obrigar a aceitar que alguém entre na sua vida.
Mas bem que você pode se ajudar para que isso aconteça.

Se você parar pra pensar, vai lembrar de alguém que já tentou se aproximar de você, mas que instantaneamente você tratou de assustar. Você não deixa alguém te fazer bem. E daí que o mundo parece estar uma bosta com tanta gente mal caráter e de valores que não pareçam em nada com os seus? É neste mundo que está quem você precisa. E daí que já teve gente que passou pela sua vida deixando mais feridas do que sorrisos? Isso não te faz uma pessoa perdedora. Essas pessoas existem e sempre vão existir! Um dia foi com você, neste segundo em que lê isto é com outra pessoa em algum lugar deste mundo, talvez até mesmo na sua rua.



Talvez seja uma questão de você começar a olhar a vida com o coração.

Quando a gente só enxerga as coisas com olhos acabamos tendo uma única visão sobre o mesmo lado da vida, agora, quando a gente vê as coisas com o coração, conseguimos fazer o cálculo entre tudo que nos faz bem, o que nos faz mal, tudo o que queremos e tudo o que estamos fazendo por merecer.

Você tem razão, as pessoas não tem se esforçado em ser interessantes mesmo.
Mas você já viu com o coração o que é alguém interessante pra você?

Talvez não seja uma homem de novela pra você postar fotos juntos e ver as amigas elogiando de lindos e casal perfeito. Talvez não seja uma garota de capa de revista pra você se orgulhar em andar de mãos dadas no shopping.

Talvez seja alguém como você nunca imaginou.
Talvez seja só alguém que já te provou o quanto pode te fazer bem.
Talvez seja quem separa um minuto do próprio dia pra te dar um oi pelo chat.
Talvez seja alguém que assiste um vídeo engraçado e te manda o link pra rir também.

Eu preciso de alguém que me faça bem. Você precisa de alguém que te faça bem. Todos nós precisamos de alguém que nos faça bem. Isso não é exclusividade pra ricos ou para as pessoas indubitavelmente lindas, isso é uma importância para qualquer ser humano deste planeta.

Vai ver você não mereça o jeito com que tem lidado com a própria vida. Vai saber, talvez aquele próximo beijo sem-nome que vai dar numa noite qualquer nem precisa de fato acontecer. Talvez você só precise responder “quando?” quando alguém te chamar pra sair, quando esse alguém que te veio à cabeça te chamar pra sair. Vai saber, não tem como garantir, mas talvez você esteja curtindo as fotos de quem não curte você, enquanto tem alguém que curtiria pelo menos conversar mais com você e saber como foi o seu dia.

Tenta ver a sua vida com o coração.
Seus olhos podem estar escondendo o que o seu coração precisa ver.

É naquela fração de segundo que você julga alguém como interessante pra você que está quem você deve respeitar: ele mesmo, novamente, o seu coração.
É claro que você não precisa se obrigar a nada. Você não precisa sair com todo mundo só pra ver no que vai dar, só pra tentar ver se gosta. Mas se você conseguir identificar quem se esforça por você, bem que poderia valorizar um pouco mais.



Deixa alguém tentar cuidar de você.
Deixa alguém provar que você é importante. Presta atenção em quem se preocupa e para de julgar como alguém que tenta te controlar, mas sim, como alguém que se coloca no seu lugar pra te ajudar. Deixa alguém se aproximar antes de você afastar. Vale repetir que você não tem a obrigação de aceitar, mas tem o valioso direito de tentar.

Você pode se considerar a pessoa mais independente desse mundo, mais cheia da porra toda, mas sempre será alguém que outro alguém pode te ajudar.

-Márcio Rodrigues.

Por onde andam as pessoas interessantes?



Depois que terminei meu namoro, senti que as coisas deram a devida reviravolta que eu tanto proclamava. De 4 a 6 semanas foi o suficiente pra poeira baixar e chegar ao limbo. O limbo é aquele lugar calmo, não muito raro, que todo mundo tem dentro de si. Um sótão que não é escuro, não abriga histórias de terror, não tem nada a ver com os filmes. Passei um bom tempo lá e confesso que tava até feliz por não ter que me distrair com ninguém a não ser eu. Depois de todo fim a gente precisa de um tempo pra cuidar da gente, botar a cabeça no lugar, sair por aí pegando uma infinidade de gente – papo chato de autoafirmação, aposto que você me entende. E depois de tudo isso, a gente para lá no limbo pra tomar uma cerveja.
De uns meses pra cá eu senti nada. Sentia nada, nadinha. Nem por uma, nem por dez das pessoas que jantaram comigo – e não é exagero, foram dez mesmo. Mexicano, japonês, italiano, comida no parque, jantar na casa dela, McDonald’s no shopping, rodízio de pizza, crepe na Voluntários, cachorro-quente num aniversário, sobremesa aqui em casa. A cada pessoa nascia aquele interesse curioso que era rapidamente sucedido pela preguiça de se dispor, de ter que contar toda a minha história, de ter que voltar pro grande jogo das conquistas.
Não me entenda mal. Eu sempre gostei de conhecer gente. Sempre gostei de ter um coração meio vagabundo que se encantava fácil, que era só achar quem tratasse bem ou batesse um pouco que ficava grudado no celular esperando resposta. E agora nada. Nadica. A maior demonstração disso foi quando superei o medo irrefreável de tirar o last seen do Whatsapp. Não tenho esperado mais resposta de ninguém e tenho tido pavor de responder alguém que não sejam os meus amigos. Ontem, por exemplo, eu peguei um ônibus lotado e um senhorzinho puxou assunto. Contou da vida, perguntou da minha. Monossilábica, meu senhor, é assim que ela anda. Nem escondi a intolerância e tratei logo de botar dois fones no ouvido pra me esconder do desconhecido. Reparei que a gente sempre faz isso na vida. A gente sempre abafa o que tenta incomodar a apatia com algum som familiar, com alguma memória preenchida ou com a desculpa de que a gente tá sempre ocupado e não pode prestar atenção. Eu, assim como um monte de gente, não quero sair da inércia, não quero sair daquele limbo sentimental a menos que alguém me puxe.
E isso me leva à outra questão: por onde andam essas pessoas que costumavam puxar a gente? Já falei sobre timing e sobre um monte de ingredientes pra equação, mas nem exijo amor, não. Uma história à toa, por menor que seja, só pra não lidar com o egoísmo da solidão. E nada de aparecer alguém que dê match na vida real como a gente dá no Tinder, ninguém que faça a gente ter vontade de continuar um papo tranquilo sem cobrança, mas com vontade de continuar. Quando falo em gente interessante, me refiro única e exclusivamente a quem se conecte com a gente de verdade, para além do mundo virtual e dos telefones da vida. Outro dia perguntei pra um amigo se ele sentia que as pessoas interessantes tinham sumido e ele disse que sim. Mais uma corja de amigos recém-separados e na mesma faixa de idade responderam o mesmo. E isso me faz pensar se a gente é que ficou desinteressante ou se o limbo emocional – nossa casa constante com o passar dos anos e dos relacionamentos – acabou tornando a gente mais exigente e maduro. Ou se realmente anda difícil encontrar conexão emocional numa época em que os aplicativos de pegação, a variedade de opções e a falta de tempo costumam transformar em instantâneos os relacionamentos que já estavam se tornando efêmeros.
Daqui do limbo as coisas vão de mal a monótonas. Cada novo encontro mostra que a barra de compatibilidade do last.fm tá quebrada. E eu já não sei mais se é a gente que deixou a coisa da conexão emocional se apagar por conta do momento, da apatia, da vontade interna de manter as coisas caladas ou se o mundo não tem proporcionado bons encontros com gente interessante – que deve andar escondida. Ou nós mesmos nos tornamos desinteressantes pela apatia. A única coisa que sei mesmo é que o Arnaldo Antunes nunca fez tanto sentido como hoje. Enquanto eu escrevia esse texto, um trecho dele martelava na minha cabeça, no meu limbo, na minha falta de interesse: “Socorro, alguém me dê um coração, que esse já não bate, nem apanha”.

-Daniel Bovolento

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Por Graciliano Ramos:


"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.
Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Isso é para você.


Para você ganhar belíssimo Ano Novo...
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependimento
pelas besteiras consumadas nem
parvamente acreditar que por decreto
da esperança a partir de Janeiro
as coisas mudem e seja claridade,
recompensa, justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e
gosto de pão matinal, direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo que mereça
este nome, você, meu caro, tem de
merecê-lo, tem de fazê-lo novo,
Eu sei que não é fácil mas tente,
experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
dorme e espera desde sempre.

Autor Desconhecido

E como fonte de inspiração: <Isso é para você>

Nesta vida temos duas obrigações: aprender e ser feliz.



 E você, já sorriu hoje?
 Ainda não?
 Vem ser feliz também!
 É tão fácil ser feliz.
 Calma, ser feliz não é ser rico, ter status ou aquilo que você sempre desejou.
 Isso se chama metas da vida.
 Ser feliz é outra coisa.
 Você pode ser feliz e nem saber.
 Tem gente que chama felicidade de amor, de aventura, de jogar tudo para o alto e seguir em frente.
 Feliz é aquela pessoa que sorri porque está bem.
 Consigo, contigo, com todos.
 Com lágrimas, com raiva, com afeto.
 Com todo os sentimentos que o ser humano pode ter.
 Ser feliz é estar feliz em qualquer hora ou lugar.
 Porque quando a alegria atinge o peito...
 Aahh.... quando ela atinge o peito, ela fica.
 Não vai embora tão facilmente.
 A felicidade aluga o coração e deixa as contas para a razão.
 A felicidade é algo que criamos para dar nome as situações.
 E você, já sorriu hoje?
 Ainda não?
 Vou te dar umas dicas, ou melhor, vão te mostrar como fazer isso.
 Porque a felicidade sempre é compartilhada.
 É automático. É genial.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A carta.


Para ler ao som da faixa 13. 

Apressado. 
 O ônibus das doze e trinta e cinco já estava vindo, já conhecia, consegui vê-lo no ponto seguinte. Eu já estava atrasado.
 O carteiro ao virar a esquina cumprimenta-me com um sorriso. Cartas. Agradeço apressadamente e aquele monte de envelopes são abraçados pelos cadernos e anotações da minha mochila.
 Atravesso a rua em correria, não posso perder este. Ao subir, ônibus lotado, mal dá para se segurar sem ouvir lamentações alheias. 
 É mais um dia de luta para conseguir chegar lá. Acordo. De tão cansado e não acostumado mais a perder noites pelo próprio pensamento, dou conta que cochilei. Verifico o ambiente, e não há nada para ler. Os passageiros são ligeiramente os mesmos, são estudantes e trabalhadores que vão para a parte alta da cidade, longe da praia, do movimento, do comum.
 Me esgueirando consigo saltar no meu ponto sem perder a sincronia. O ônibus segue, eu fico. 
 Corro diretamente para o meu bloco, atravesso o pátio sem admirar as árvores, as flores, as pessoas. Apenas sigo. Chego na sala do mesmo jeito que sai, apressado.
 Pego minhas anotações, tento ter atenção na aula. Cochilo uma ou duas vezes. As pessoas não se falam, o professor se repete, no quadro tudo tipo grego. Não entendo nada, anoto tudo. Estudo depois. 
 O alarme não soa, as pessoas comentam. Fim da aula.
 Continuo nela até esta se esvaziar. Pego meu monte de cartas e vejo as quais devo abrir por agora.
 Conta, propaganda, conta, conta, convite, outra conta, uma carta de longe.
 Eram tantas coisas que contei novamente. Sim, tinha uma carta de longe. O carimbo era de três meses atrás, os selos eram de linguagem diferente, euro. 
 Tremi.
 Não espero nunca uma correspondência pessoal, quem diabos ainda manda cartas?
 Jogo as outras na mochila. Titubeio com a carta na mão. Abro ou não abro?
 Eu suo, eu tremo, nauseante vou até a janela.
 Por que agora? Depois de tanta coisa... Por que agora?
 Penso em jogar fora. Rasgar aquela porcaria. Me vem raiva no peito, me vem aquelas lembranças de um amor tranquilo, me vem vontade de bater em tudo, apagar da memória.
 Maldita carta que vem do passado para me torturar. Que droga!
 Me acalmo. Não consigo saber o que fazer. Também seria desonesto alguém ler, e se tiver algo de íntimo ali? E se for alguma coisa que eu deva saber, tipo estou infectado por alguma doença, ou um filho, ou sei lá. O que será que tenho nas mãos? Nenhuma notícia é tão forte que não pode ser dita pessoalmente, por telefone, hoje não por favor. Agora que consigo sair de casa sem me sentir vazio, já sendo visto como mais saudável, ganhei peso, voltei a fazer umas coisas que gosto... Por quê?
 Minha curiosidade é mais forte que o medo. Tenho que saber o que tem aqui. Será um pedido de desculpas? Mas ninguém some do nada, não dizendo nada, sempre há alguém na jogada... O que deve ser?
 Rasgo a ponta do envelope vagarosamente, rezo para que não seja nada, um engano talvez, qualquer coisa. Há algo dentro, apenas um papel. Um dizer.
 Trêmulo, pego com a ponta dos dedos e escoro o corpo na parede.
 Leio.
 Choro.
 Aperto a carta contra o peito.
 Ainda existe amor.




As leituras da lista

Arte: Comfort Zone by Chantal Horeis ou @chantal_horeis A lista de leituras deste ano foi composta, quase que exclusivamente, da...