sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Teorema

A conversa adentrou um caminho já percorrido, aquele das justificativas sobre o objetivo, logo ficamos ali, batucando as estribeiras e dedilhando guardanapos. (Qual a metáfora afinal? Para quem seria a mensagem subliminar? Onde foi o que você teorizou tudo?) São sempre as mesmas perguntas para aquilo já sabido. Não há motivação, alvo ou circunstância para fazer um pensamento fluir, ou para haver uma ramificação de um favoritismo ou similaridade sentimental. Surge o nexo, as possibilidades, assim, do nada. Como algo pré-fabricado. Uma corrente invisível vai juntando, somando, agregando, interagindo, conceituando, criando um nexo, e pronto. Feito. Surge então uma tese, uma proposta, um teorema. Algo que corroborará de logo.

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