quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Lexicon an Integrum.


     "Errar é humano."

     Sim, errar é humano. Insistir no erro, desculpar-se, fingir que não errou, colocar a culpar noutro, rir dos erros do passado, prometer não errar mais, também... Tudo isso é humano.

     No foco genérico da língua, comunicar-se é transmitir uma mensagem e o agente receptor conseguir entender tal mensagem. Até então tudo bem, porém exite um fator que priorizamos cada vez mais, a língua culta. Não necessariamente a extravagante como "explicar-vos-ei", mas de uma forma polidamente informal.
     Não sou nenhum Aurélio, entretanto considero um ponto positivo quem usa o léxico de boa forma, ou que sonoriza muito bem. Uma boa expressão linguística enfatiza ou acalma qualquer dizer, dando assim uma firmeza ao vernáculo utilizado. 
     Quanto mais objetivo, mais simples e contundente você é na vida informal, mais bem-quisto será dentre o círculo social. Existe o momento da linguagem técnica e dos outros o coloquialismo, por isso não se precisa falar pomposamente, tampouco com variações de sintaxe. Uma coisa é você usar uma ou outra palavra em vício de profissão outra é falar aos quatro-ventos apenas de forma específica. Imagina um padre que só fala em latim ou português arcaico, na missa tudo bem, mas e quando ele vai na feira? "Em verdade vos digo, tais frutos estão apreciados em demasia!" Do mesmo modo que um marginalizado qualquer vai à feira e também comenta: Véi, maçã cara da porra! É de ouro é?

     A comunicação serve para transmitir mensagens, mesmo em silêncio. 

     Tenho que confessar que acho "brochante" quem fala/escreve muito errado, ou usa de gritantes expressões. De certo que não sou nenhum sábio, nem mesmo um estudioso, mas quando vemos algo que não soa bem, algo que arranha a audição ou fura os olhos, temos o senso de que o que estamos presenciando é errado e no mínimo servirá de avaliação e no máximo de chacota.
  
  "...Tenho o corpo brindado." - Gritou a ex-bbb.

     Antes de qualquer apontar de dedos, devemos atentar as várias situações que permitem o uso das palavras tidas como erradas e suas expressões significativas. Elas surgem por regionalismos, piadas, imagens cômicas, estórias, publicidade, acontecimentos históricos, um mero erro de proporção jornalística, ou um pensamento conturbado. Por não termos alcance podemos rir de algo que é comum, é normal.

    "Todas vai." - Expressão que surgiu na internet e é usada das diversas formas de modo informal e com gracejos. 
    "Mangar" - Verbo nordestino de expressão cultural que significa "Rir de algo ou alguém".
    "Aqui, você vai?" - O "aqui" é expressão sulista que significa "Ei, ou Olha, ou Então".
    "Presidenta" - Reforma/Inclusão gramatical para atender ao nível social. (Desculpe se peco, mas até o meu conhecimento, Presidente é comum de dois gêneros, bem como Estudante)

    Se o caso não enveredar nessas tais hipóteses poderá o erro gramatical ser gritante. Tem coisa pior do que você paquerar e no meio do texto a pessoa diz fasso, ou então ela numa conversa ou cantada diz probrema?
     Se na vida eu tenho os 3 strikes de aceitação, aqui não seria diferente. Engulo um, dois e até três erros de aceitação comum e tantos outros ignoro. Sério, finjo que nem ouvi. Quer um exemplo? A palavra descabriado ou menas. Ambas não existem, seria respectivamente escabreado (mantendo o mesmo significado da anterior) e menos (que não possui gênero feminino). São erros corriqueiros e que, às vezes, não temos como dar um toque de correção.
     Corrigir é ato tão intimo quanto abraçar. Exige técnica e momento certo para que não saia de forma grosseira ou rude. Ninguém vai te dar tapas se você confundir um verbo no futuro do subjuntivo com o infinitivo pessoal, mas alguém pode perceber e sabe como evitar tais situações ora sutis  ora estapafúrdias? Leia, escreva e converse.
     A comunicação é um músculo. E como tal, ele precisa ser estimulado, exercitado e bem empregado para que, assim, torne-se forte e preciso. Atinja os mais variados círculos sociais com veemência e consolide então a forma correta de pronúncia, senso e escrita.
     

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Desço


     Passo o ano inteiro lidando com mascarados e justo no carnaval as pessoas priorizam tais vestimentas. Talvez seja por isso que o povo se libera mais, em meros dias de popular folia, se permitem de diversas formas possíveis e inimagináveis. É o carnaval. Época no qual a maioria da população quer apenas curtir bons momentos de música, amigos, familiares e alegria.
     Já tive um carnaval em minha vida e aproveitei tudo que uma boa história de carnaval pode oferecer. Porém, isso não me atrai. Não é do meu feitio ignorar tudo e fingir que nada acontece, que a vida não é sofrida e o trabalho é árduo, não consigo ser como todos. Não consigo vestir uma máscara de aventurança e deixar a solidão de lado, como se ela não fosse minha melhor companhia, como se eu fosse a melhor pessoa do mundo para se ter ao lado.
     Ser cético tem os seus dilemas, suas próprias convicções que detêm o corpo. Para mim o sexo não é coisa popular, e justo o Carnaval que é consumo de 7 pecados capitais, cada um na sua medida e qualificação, deturpa o sentido de viver em alegria, de festejar ao ar livre, toda a festa torna-se um bacanal. São cinco dias de muita loucura e insensatez que darão fios de comentários até o próximo período carnavalesco.
     Não desvalorizo o carnaval, muito pelo contrário. Todas as comemorações servem para desfigurar a realidade onde o indivíduo sofre, e por um breve momento ele torna-se feliz, restaurando assim suas forças e crenças. As festas populares são marcos que indicam que a vida passa. São elas que nos fazem rir e chorar em encontros e trocas empíricas de situações entre pessoas. Nessas festas encontramos todo tipo de gente, boas e ruins, conhecidas e nunca vistas antes. E uma delas pode ser o amor da sua vida, tanto quanto a sua morte absoluta.
     Meus confetes são colagens, não tercem os céus como os dos outros, são pesados, sem cor, tristes como o pierrot. Acredito que não sejam apenas os confetes que sejam sem cor, minha vida é monocromática pelas cicatrizes alheias que saúdam meu peito. Mas, tudo é uma fase e sendo boa ou ruim, logo vai passar. E essas fases são momentos lá dentro de nós que ganham cores na altura da voz. Quem sabe um ano qualquer eu acorde para colorir um carnaval? Nem que seja fora de época, em julho ou novembro, dentro do quarto ou à beira da piscina, tipo com todos os queridos ou apenas eu e você?
     Enquanto a inspiração não vem, levanto a sobrancelha em observância e ouvirei com atento todas as histórias de carnaval, verei todos os casais que só se formam depois desse período, afinal é carnaval e só é válido se estiveres solteiro. Famílias não comemoram carnaval? A graça da festa é ser puto? Algumas coisas nunca compreenderei, bem como as dívidas colossais que surgem em apenas cinco dias de festa, todo ano é assim e nesta repetição eu continuarei a espalhar as coisas sobre um chão de giz.







domingo, 27 de janeiro de 2013

3 Strikes


     "É mágoa! E o que eu choro é água com sal."

      Dar-te-ei três tentativas. Caso não consolide a solução da lide, sinto dizer em desprazer o meu adeus.

Desculpar-se é muito mais do que uma cordialidade de arrependimento, é ato bilateral de compreensão, covardia e orgulho, vorazes momentos de angústias. Abaixar o ego em sacrifício de uma relação, às vezes, é o melhor a se fazer.
     São três strikes. O primeiro, e quase sempre mal sucedido, é no automatismo. Quando a gente quase nem sabe o que fez, mas de algum modo fez, vamos com calma e nos desculpamos. Mas o outro, ainda em prantos ou fúria, por simples egoísmo do ego ou cabeça-dura não aceita dar o perdão. Deve ser a dor que ainda lateja em alma, deve ser a confusão de situações e explicações que povoam sua mente combalida. Recebemos o não e tentamos outros "sim", insistimos, mas de nada adiantará e se sim, não será de total verdade. As tentativas seguidas em insistência são fuzilamentos que apenas complicam mais a situação, o certo é esperar o momento para conversar.
     O segundo momento, quando a coisa está mais amena, quando as emoções estão enfraquecidas, passando um pouco de tempo tentamos novamente nos desculpar. Não tem chance correta de um êxito, porém pode ser que surja um perdão daí. Continua, então, o silêncio que emudece o peito. Um presente ou outro, meio que distante, pode ajudar no solvimento do problema. Entretanto, aja defensivamente.
     O terceiro e já longe do início cronológico é o mais sensato. Passou-se o tempo, sendo verdade ou mentira, problema simples ou deveras complicado, o tempo decanta as emoções, o ódio se torna chateação, o copioso choro agora é alento, a traição tornou-se memória. Não há exata cronologia para o terceiro e último strike, podendo ser depois de semanas, meses ou anos. O que vale é a oportunidade de pedir desculpas, deixar tudo para trás, ter um novo começo, controverso recomeço de uma simples lembrança.
     Note que quanto mais o tempo passa, mas experiente ficamos, mais problemas e soluções surgem. Tomaremos como duas vias o terceiro strike, tornando-nos perspicazes ou insensíveis. De um lado um paciente que aguarda uma nova chance, do outro alguém que ignorou os sentimentos de um querido. Em rente o orgulho, que nos não nos deixa ajoelhado em demasia, a humilhação não é pedir perdão, o tentar resolver conflitos não é mendigar uma desculpa.
     São sempre três tentativas absolutas, depois disso. Adeus.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Lie


     Ainda não entendi o termo fofocar. Qual é a real motivação da dissimulação em informações sobre pessoas e coisas? Seria uma arte ou um mero prazer? Acho que nunca entenderei e continuarei suprimindo esse verbo da minha vida. Ele é destrutivo e maldoso.
     Não sou do tipo iconoclasta, por isso atento a indulgência, e nela me seguro com todas as forças para não ser hostil. E mesmo assim, de tempos em tempos, sou testado das piores maneias, mas isso não me dói, apenas sutilmente me corrói em busca do "porquê". Sim, a busca da motivação externa muito me encuca. Daí sobram-me duas opções: a primeira é a mais complicada, a da prova. Tendo que comprovar que o que falam é mentira, provar que não sou ou que sou aquilo do contrário. A segunda é a mas comum, a de não se importar e deixar ir, afinal pergunto por que a comprovação de fatos ou atos deve ser tão importante?
     Para os que me conhecem, sabem meu temperamento e possíveis feitos. Vivemos em um mundo de possibilidades e os humanos são tão passíveis do deterioramento dessas tais possibilidades. Por vezes, maquinam habitualmente a mesmice e generalidades, não sobrando muito para o surpreso ou austero, sempre é uma decepção pós outra, como se hoje tivesse algo novo, algo que a hipocrisia não corrompera, a alma não cantara ou a invenção qualquer de um paradiso tamborilante.
     Não cause espanto, naturalize sua performática mente ao infinito e atribua apenas a ti os valores e sentimentos ao qual busca no externo. Evite o regurgitar das próprias frustrações em pés descalços de informações. Isso é vil. É quase um extensionamento de vingança maldita e personalíssima. É como tomar veneno querendo que o outro morra.
     Não tem como saber se algo que é dito é verossímil. A não ser que você vá a fonte em questão e pergunte. Quem é de verdade sabe quem é de mentira, porém seja capaz de receber a resposta honesta, sem preconceitos junto à 7 pedras, seja imparcial, ouça um lado depois o outro e tantos quanto participem da história em questão. Foque no que conhece e no que ler aos olhos, o corpo fala, a personalidade grita e as palavras podem ser meros joguetes de interessados. O medo de ter a resposta pode nos fazer apenas acreditar, nos força a esquecer e passar por cima de razões que talvez nunca mais veremos, da íris que nunca verão o dia nascer outra vez.
     Fofocar é mal dizer. Quando tiver em frente à um dissimulado, estude-o, procure por motivos dessa denegridão. Antes de criar um conceito, avalie se se faz necessário, encare os fatos, dilua em perspicaz água com sal e tome de uma vez só. A verdade é engolida de uma só vez, arde, queima, mas seu efeito é permanente, é isso e pronto. A mentira é doce, esguia, dá mais sede, você sempre precisará de mais, é um gosto fraco quase ralo de ilusão, e seus efeitos são devastadores no organismo social.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Comumente É Assim


Cada um ao nascer 
traz sua dose de amor, 
mas os empregos, 
o dinheiro, 
tudo isso, 
nos resseca o solo do coração. 
Sobre o coração levamos o corpo, 
sobre o corpo a camisa, 
mas isto é pouco. 
Alguém 
imbecilmente 
inventou os punhos 
e sobre os peitos 
fez correr o amido de engomar. Quando velhos se arrependem. 
A mulher se pinta. 
O homem faz ginástica 
pelo sistema Muller. 
Mas é tarde. 
A pele enche-se de rugas. 
O amor floresce, 
floresce, 
e depois desfolha.

(Vladimir Maiakóvski)


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sem Poeira


     O tempo passa, a gente se diverte, cresce, esquece, adormece, acorda e vive. O dia acelera os passos que tocam o solo, ilumina o caminho almejado, brisa a vida, vento canta, alegria, sim alegria. De tempos em tempos assombro meu ego em advérbio de tempo, brinco com as palavras de forma meio assim, meio lá, inteiro faço por fazer, assim meio sem querer. Sentido? Não busco sentido, talvez rima, uma prosa, gargalhadas bem gostosas, como num canto no chuveiro, um belisco faceiro em que se gosta.
     Ler não é hobby, é pura paixão. Me traem, me amam, me odeiam, mas estão ali. Cada exemplar um universo diferente, pessoas que nunca conheci, personagens que são tão Eu. Auto-ajuda, ficção, crônica, receitas... Conjunto de palavras que lançam ideia, descrevem, vivem em minha mente. Contadas em páginas, capítulos, tomos, livros. Tantos livros.
     Abro uma sessão para não fechar o coração. Cada postagem uma indicação, um comentário, uma pesquisa. Sim, sobre livros. Não de estudos, não quero teorias, quero vivência. Sem preconceitos sobre autores, mas espero algo mais original, de praxe prefiro os clássicos, de novo a surpresa. Quem sabe assim possamos trocar mais que simples palavras, mas um conjunto delas? Não empreste livros, doe-lhes. Livros não são colecionáveis, são memoráveis! Se não está lendo um alguém poderia estar. Pense nisso.
     

domingo, 20 de janeiro de 2013

Prioridade



     Não importa o esforço, faça o que tiver que fazer para conseguir seu objetivo. A chamada lista de prioridades serve para um norte observado, um guia no qual, seguindo este, podemos adentrar as rodovias das opções, mas não nos perderemos do caminho principal. Para ser específico ao ponto do êxito, pontue em linhas de ideias, coisas, pessoas.
     Nesse raciocínio postamos ao topo nossos sonhos e atributos no qual vislumbramos por mais longe que o seja, seguindo das coisas materiais ou não, os bens propriamente ditos para nossa felicidade ou manutenção, e em terceiro e quase não importante, as pessoas em sentido genérico. Pai e Mãe ou família similar não entra na lista, a não ser que você tenha uma história bem impactante, fora isso eles ficam em setor especial.
     Tenta fazer isso em um plano de 1, 3 e 5 anos. E veja o que de máximo você consegue fazer para cada ponto, seguindo a ordem correta de feitos, burlar o sistema é fácil, mas é um sofrimento desnecessário. Bem como inverter a ordem dessa lista, é quase um suicídio interno.

Stethophyma grossum



     Você cria, esquematiza, testa, qualifica, testa outra vez, organiza os resultados e conclui seu método. Seu material está pronto. Você divulga, explica, cita, mas não o vive. Do que adianta a teoria se não houver prática? Por mera repetição de métodos não corroborará numa construção plausível e/ou específica dos fatos concretos.
     A dor advém da mente, escorre pelo corpo e lateja em diferentes formas. Mas não existe pior dor que aquela que nunca aconteceu, a saudade de algo que nunca existiu, a destruição maciça de simples vislumbre em expectativas. Expectativa gera frustração. A indiferença tomará conta da culpabilidade revestida de acaso, karma, destino e outras formas diversas de controle Maior. 
     Então como pregador de uma teoria, não seria mais que justo aplicá-la ao meu dia-a-dia, afinal é na observação própria, do empírico, que subtraio minhas conclusões após todos os métodos de análise. Visto isso, pergunto-te: Por que ficar triste com a indiferença de alguém que, descaradamente, não importa-se contigo?
     A dor, mágoa e todos os efeitos colaterais são opcionais. Escolhemos sofrer ou não. Isso não quer dizer que não doa, que não faça falta, mas que depois de um certo tempo e aceitação, apenas seguimos em frente. A ferida deixada pode sarar, pode cicatrizar, ou pode ficar ali, exposta a qualquer movimento brusco ou agente externo. Com todas as marcas que carregamos ao longo da vida, feito tatuagem, admiramos o novo e o que nos faz bem e isso muito miniminiza a dor, a falta.
     Invista no que te faz bem. Bem-estar é composto que deve ser vivido, é o objetivo central de nossa vivência. Essa é a teoria da Felicidade, mas prática nos joga em prova de fogo tudo que aprendemos. É na prática que temos a noção de realidade, de controle e resistência. Em teses e organogramas eu sou quase o melhor, mas na prática meu lírico decai, meu eu contrai e eu sucumbo. Falho.

     Se eu tivesse visto você chegar, talvez eu tivesse me preparado melhor, mas eu não te vi. Não senti a tua presença, pois não temos vínculo afetivo. Não adentrei nos teus sonhos porque não sou nem realidade. Olho para o céu e me pergunto se não continuo com gastos de tempo em demasia, se pensar em te esquecer já é pensar demais, me seguro para não metralhar avulsamente com tanto carinho e atenção querendo saber como vai, como foi, como será, um mero bom dia é algo que estudo com perspicácia. Os limites que separam amizade de algo além são tão tênues que, mesmo na abordagem indiferente, distante ou retórica, entre-linhas, nas entranhas do subliminar, continuo tendo alguma esperança.
     Você já foi feliz em um abraço? Já teve toda sua vida roubada em um olhar? Já chorou por não ter dito o que queria porque temeu julgamento? Você já teve que sorrir e encorajar mesmo com o coração gritando no engasgo de uma emoção? Você já sofreu porque insistiu em algo sem fundamento? Sem sentimento?

     Eu já.
     Dói. 
     
     Dói tanto que é inexplicável sensação. Tão destrutiva e monstruosa que quando vemos alguém beirando este quadro, nos aproximamos o mais rápido possível e estendemos a mão para que ele não caia na dor, não ajoelhe perante as tristezas e decepções. Entretanto, pensa bem: Quem consegue dominar um sentimento? Ninguém. Pode-se sufocá-lo, maltratá-lo, mas nunca enganá-lo. Quando nos importamos com alguém, das diversas maneiras existentes, importamos profundamente, isso não nos torna fracos, isso nos rotula humanos.
      E tais sentimentos é o que nos difere de tudo ao nosso redor, das coisas inanimadas, dos animais grandes como as baleias e elefantes, como os diminutos camundongos e gafanhotos, nos destaca perante minerais e vegetais. São os sentimentos que movem o mundo, colorem as coisas em nosso meio, nos levam a viver.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Lady and the Tramp


     Fico embasbacado com a quantidade de ensinamentos que podemos tirar de simples coisas. Em um outro momento triste de minha vida, catei um clássico bem antigo dos estúdios Disney. A dama e o vagabundo. De fato histórias com animais não me atraem, porém eu estava sem nenhuma motivação para ir em busca do meu Tarzan, daí sucumbi aos encantos caninos e viajei sozinho em introspecto.

     A busca por uma companhia vai diretamente aos nossos conceitos de tolerância e afinidade. Seja ele em termos sociais, laborais e/ou hobbies. Buscamos compartilhar nossos gostos e feitos com pessoas que nos fazem sentir-se acolhidos, e é nesta reciprocidade que o vínculo cresce e estendesse para algo mais sério, algo mais fiel e construtivo, mesmo que fixe em uma amizade. Os contra-pontos são moldados e correlacionamos às pessoas, nossos determinados domínios de interesses, como se selecionássemos as pessoas como Conhecidos, Colegas, Amigos e Melhores Amigos pelo grau de afetividade e divisão comum de interesses. Faz sentido tal classificação?
     Já percebeu que algumas, muitas vezes, há pessoas no nosso círculo que não tem nada em comum ou algo a ver com toda a situação e, mesmo assim ela continua lá por ser peça adjunta ou contrastante? Pois bem, se no campo amistoso isso ocorre em um momento ou outro de nossas vidas, do mesmo acontece no campo sentimental. E nessa busca pela outra metade de nossa laranja (muito embora eu prefira morangos), buscamos encontrar alguém que nos complete, que nos faça uma desmistificação de perfeição.
     Construímos nossa vida circulando valores pessoais e atribuindo qualidades e defeitos para juntar e separar pessoas. Isso aqui é bom, isso aqui é ruim. E aditando moral, ética e bons costumes vamos vivendo, a cada passo dado advém novas experiencias, novos valores e pretensões. Dos 7 aos 15 testamos o que é certo ou errado, dos 15 aos 24, o que é bom ou ruim, dos 24 aos 32, o que é melhor para o futuro e o que não é. Destacam-se as quedas e levantadas que a vida nos dá para a formação de caráter e assim diluímos nossa personalidade em hábitos e performance. Depois de toda essa conversa, vejamos o núcleo:

     A dama e o vagabundo.

     Uma história de amor idiota onde seres socialmente diferentes conseguem enxergar um amor além de suas diferenças. Certo, entendi e afirmo que possa existir tal feito no mundo real. É sério, eu acredito. Ou você acha mesmo que cada pessoa vai ter exatamente um ser aguardando por ela, do jeito que ela quer e precisa, para suprir todas as suas necessidades e engrandecer todos os seus feitos? Óbvio que não. 
     Espero que vocês entendam os motivos de ter ditado logo cedo todo aquele desenvolver, é para justamente aqui não sobrar dúvidas que somos diferentes e imperfeitos. O mundo de relações interpessoais é regado de micro situações que culminam em grandes projeções, e nos casos de contrastes de interesses, isso é optável. Eu escolho as pessoas no qual convivo socialmente pelo gosto musical, cinematográfico, vestimentas, conversas casuais, habilidades, status quo... Logo, os vínculos amistosos são optáveis. No trabalho podemos não ter tanta sorte, o que temos que ter jogo de cintura, desenvoltura, sorte e perspicácia, para assim poder todo dia desvincular as coisas ruins e apenas trazer coisas boas para casa. O vínculo laboral é tolerável. No amor, ah o amor, é um mix de tudo isso e mais um pouco.
     Não existe pessoa totalmente compatível com nosso querer, entretanto cabe a nós querermos encaixar e podar as diferenças que surgem. O que significa que podemos ter parceiros que são totalmente diferente de nós (Um burocrata e uma artista, um servidor público e uma varejista, um morador de periferia e uma herdeira de um complexo de hotéis), os interesses em comum podem juntar as pessoas tanto quanto apenas fundir interesses divergentes em algo bem proveitoso. Exemplo de uma jornalista de uma revista de grande circulação que namora um rapaz que trabalha numa cafeteria, aqui temos além de formações diferentes, trabalhos diferentes e ela uma ótima redatora, ele mal consegue escrever um email promocional. Contraste gritante que o amor não consegue empatar, sabe porquê? Pelo simples fato de modelagem de relação e aceitação mútua.

     Observação 1: Sempre buscamos aceitação em nosso nicho, isso vem desde a criação do homem ou sua evolução. Sempre os "iguais" permaneciam juntos, surgiram os grupos nômades, pequenas aldeias, população crescente nas cidadelas, famílias nobres e plebeias,  castas e nichos religiosos, regionalismo e patriotismo. Subdividindo em o que possamos chamar de atividade grupal - tribos. (Conjunto de pessoas que compartilham de mesmos interesses em diferentes aspectos, englobando também os visuais, textuais e morais.)
     Observação 2: A construção dos valores e caráter que vinculam desde cedo o potencial de aceitação socioeconomica. Os pais sempre tendem a indicar as amizades aos filhos seguidos de históricos familiares, aceitação para com os outros vizinhos e membros da mesma ordem social, temperamento em grupo e individual e por último o potencial que os amigos podem desenvolver ao passar do tempo. Ninguém quer ver uma pessoa que tem grande oportunidade em crescimento, visto com pessoas de baixo nível social, baixo conhecimento ou capacidade laborativa. A seleção de melhor ou pior aqui é algo descaradamente preconceituoso, o que raramente é enfrentado por ser desgastantemente complicado. (Se é certo ou não, não será objeto de análise por agora.)
     Observação 3: O comparativo. Sempre haverá uma hora que olharemos para nós e para o outro e nos perguntaremos se aquilo é realmente certo. E nesses momentos de fraqueza é onde a observação 1 e 2 entram esmagando os sentimentos e certezas do indivíduo. Principalmente naquele hiposuficiente da relação, onde todos apontam o dedo e olham com pena. Surgem milhares de dúvidas e conversas, conselhos absurdos e malinos, consequentemente resultam em variações de sentimentos e acabam por desfazer os laços dos parceiros. Isso se não houver muita garra dos dois, mesmo que um peque por uma briga, desentender ou simples cobrança de terceiros, se seu parceiro souber lidar com a situação, ele conseguirá mostrar outras formas onde os sentimentos se acoplam e se fundem em novos e maravilhosos momentos. Uma hora ou outra isso acontecerá, tanto de um lado quanto do outro. Outra forma massacrante na comparação é o auto cobrar, esse meticuloso sentimento de que nunca é o bastante, que o suficiente seria algo que ele não pode oferecer. O simples ou o luxo, o material ou o imaterial, algo que o indivíduo de alguma maneira se acha na obrigação de proporcionar por também pensar que se fosse com outro seria tudo diferente. Por um lado faz muito sentindo, seria sim tudo diferente, mas não quer dizer que seria melhor ou pior, ou se seu parceiro iria aceitar daquela forma.

     A dama e o vagabundo. Um conto infantil sobre amor e desigualdade, aceitação e desprendimento. Quem ganha é o amor, mas neste simples filme acontecem tantas coisas, transporta agora isso pra vida real, para o dia-a-dia, os conflitos e tudo mais. Será mesmo que o seu amor sobreviveria? Será que ele seria forte o bastante para sustentar uma dúvida? Será, até, que seu amor próprio permite você oportunizar diferentes encontros, provar de outros contos tantos pontos nos cantos onde nunca se viu estar?
     

Frontal


      Se é para ser objetivo com pitadas de recalque, então serei. Consideração é a palavra chave para qualquer embasamento comportamental em derivação genérica, sem proporção qualitativa do ser passivo. É a consideração que faz você ligar para alguém avisando que chegou bem, de responder uma mensagem de saudação, de ir até a casa da pessoa desejar-lhes melhoras, chamar para sair, ignorar comentários maldosos, protege-las de estranhos, empurrá-las para paqueras em potencial... É a consideração pela outra pessoa que atiça o Dolo (Vontade de agir do agente ativo).
     E entendendo assim, a consideração é imutável, ela não só existe para as pessoas que gostamos, ela é característica do sentido Humanidade. Bem como a piedade, a consideração nasce com a pessoa e desenvolve-se com as relações interpessoais. E é dela que brotam todos os outros sentimentos correlacionados como amizade, amor, gratidão, carinho, raiva, ódio, vontade infinita que a pessoa morra de formas variadas e dolorosas. Enfim, em sentido específico a consideração age de peso e contrapeso em diversas situações, e daí valoriza-se os humanos ao nosso envolto.
     Muito embora seja errado o depósito agregado de Expectativas junto a Consideração, normalmente isso é feito por ser mais prático. O que pode gerar mal-estar e desapontamento quando as coisas começas a desandar de forma violentamente descarada, o que também pode acontecer quando as expectativas são superiores as considerações iniciais, e então a frustração é avassaladora. Sendo ou não culpa conjunta da expectativa, considere sempre as pessoas em sentido amplo, pois indulgentemente a consideração age de forma refletiva.
     Que fique claro que consideração não é barganha! Considerar é ato unilateral e de boa vontade, barganhar é recíproco (em algum momento) e pode haver má-fé. Exemplos diversos já observei quando há frustração/decepção de frente, uma única ou várias vezes, e o ser transfere a raiva dele para os outros. Surgindo assim várias frases de efeito:

"Não trate como Rosbife quem te trata como arroz com bife."

"Não trate como Chanel quem te trata como Renner."
"Não trate como Harry Potter quem te trata como Crepúsculo."
"Não trate como Coca-Cola quem te trata como Dolly Citrus."
"Não trate como lazanha quem te trata como pão-com-ovo."
"Não trate com prioridade quem te trata como opção."
"Não trate como Absolut quem te trata como Natasha."

     Acho que já deu pra entender a lógica da coisa. Abrindo duas vertentes próprias, temos: A vontade do agente em se sentir bem ao ponto de fazer o que quer por simples dolo, podendo ter posteriormente um certo arrependimento, entretanto não subjuga-se inválido seu investimento consideratório já que ele teve suas tentativas e a partir do momento que não dependia mas dele a insatisfação foi superior às suas alegrias. E a mais comum que é a da decepção por vias de fato, quando alguém falha (in)diretamente com o agente, e o mesmo não usa de critérios avaliativos para entender a situação do agente considerado, riscando-o da lista vital e nunca mais olhando na cara dele.

It's Fireman, Bitch!


     Vai dizer que não sou bem-vindo? Mas é óbvio que sou!
     Sei bem que você sente a minha falta por mais psicotrópicos que tentam me deter, porém de um jeito ou de outro estarei sempre por aqui. Divagar, de vagar, vagar. Na espreita do momento certo para um entrada triunfal, mas não se engane, não sou tão orgulhoso quanto meu poderio demonstra. Só quero ver o bem de todos... e unicamente o meu.
     Fico feliz em saber que deixei de ser Id para ser um complexo próprio, uma outra pessoa na verdade. Isso me dá toda a liberdade de ser e fazer o que Eu quiser, tal como qualquer outro, isto é importante porque o mérito é meu. Não é uma desculpa, uma fuga, são ações muito bem planejadas e espontâneas que advém da minha personalidade, muito diferente do meu Receptáculo. 
     Outro lado bom é que fica mais fácil ter acesso ao externo, não preciso espreitar por entre a realidade para falar nada, fazer nada. Agora temos nossos espaços delimitados, tá bom eu tenho que concordar que aquele nosso trato foi bom para ambos, eu só não queria ser minimizado, isso não me faz uma pessoa diferente faz? Talvez receosa pela própria capacidade, afinal sabemos que eu sou todo o seu potencial registrado em cálidos (des)prazeres, sou ápice de tudo aquilo que você tenta ser. 


     Tenho planos traçados para nossa felicidade, e como bem sabemos é só aguardar o tempo passar e visualizar as variantes. Garanto que dessa vez não passaremos por provações designadas pelo determinismo como no ano passado, onde tudo não foi mais que uma retrospectiva de Déjà vus cíclicos e meus vários "Eu te disse". Acredito no fundo do meu brasal coração que as ondas energéticas que circulam nossos universos estão conspirando para um feito maior. Apoio aos amigos, suporte a família, trabalho, estudo e festas. Cada qual no seu pleno sistema temporal, sem alardes ou desajustes.
     Passo por aqui para dar boas e maravilhosas vindas ao ano de 2013, ano o qual tudo se reestruturará em ordem. E enquanto meu ócio não invalida suas tentativas, estarei por entre vós, aguardando a precisão do arquétipo, e nesse trabalho de Sorte ou Revés, quem sabe no futuro possamos ser apenas um? Uma fusão em disparate.
     Ainda espero que um dia você consiga olhar fixamente para as chamas sem medo de me ver, sem temer a invocação.


     



Hey Lady!


      Do mesmo modo que recebo bem a tristeza espontânea, recebo melhor ainda a alegria, e foi bem isso que me ocorreu hoje. Depois de uns dias tristes pelo andar da vida, me peguei sorrindo do nada, acredito que seja a resignação fazendo efeito. Não leia-me de forma errônea, quando falo em tristeza é aquele momento ao qual acontece algo que entristece seu olhar, podendo a situação ser bem simples ou bem complexa, mas de nenhum modo ela acaba com meu dia ou meus outros pensamentos, mas convivo e dou a valoração decente para ela, até ela passar.
      A alegria jorra do mesmo jeito. O que também não quer dizer que não possa ficar cabisbaixo com a vida. Em verdade suspeite sempre de quem é a todo tempo muito feliz ou muito triste, esse firmar de sentimento é mentiroso e pode advir de situações intrínsecas  causando desconforto para quem está ao redor. Aproveite todos os sentimentos e suas sensações, isso é viver e muitas vezes passa despercebido. 
     Você sabia que grandes artistas apenas produzem com determinados sentimentos? Isso mesmo, pintores, escultores, escritores, atores, amadores e profissionais. Eles chamam de Feeling. O desprezo pelos sentimentos é infantil e covarde. Aquele que entende, conhece e vive suas emoções é a pessoa mais sortuda do mundo, pois só ela consegue ultrapassar as barreiras da vida com as artimanhas e habilidades que só um Vivant sabe fazer. Eles sabem tirar de todas as situações ensinamentos que deixariam qualquer moral da história no chinelo.
     Estar triste não é ser triste, estar feliz não é ser feliz. Os pontos são tantos que resumir pelo meu ponto de vista seria muito estrito, digo-te apenas uma coisa: Viva!

Estilo ou Disfarce?


       Desde que adentramos no mundo da moda, queremos sempre o que tem de mais aceitável para a sociedade comum, para a tribo que participamos ou para dar alegria aos parentes próximos. Porém, nosso estilo apenas se consolida depois dos vinte e poucos anos, porque só depois da identidade laboral é que realmente fixamos nosso estilo de vestimentas.
      Fora os padrões qualificativos, onde subjugam nossos méritos e intitulam nossa leve personalidade, nossos costumes, aspirações e hobbies. As roupas servem, além de vestir bem, para representar nosso eu ao mundo. Por isso, é tão importante manter a tradição em determinados momentos, como casamentos, formaturas, festas havainas, ou pijamas.
      O que tem por cima do corpo, envoltório de panos e design não representa caráter ou situação moral. Muitos dos nossos anos é dedicado ao mundo da moda sem nossa percepção, e é justamente aí que começamos a valorar algumas coisas. Roupas de marca, roupas de ficar em casa, roupas de doação... Roupas em sentido genérico que engloba também acessórios e calçados. Essas tais que já vemos desde cedo qual a mais legal, qual a que o coleguinha da escola vai achar irado ou a coleguinha vai querer de presente de aniversário temático das princesas, depois na adolecencia aparecem as roupas casuais e clássicas, começando o ciclo do acasalamento chove mil teorias de qual melhor peça vestir, aí pode-se perder a personalidade vestual.
     Hoje, mas que nunca, vestir é demonstração de status. E vejo algumas pessoas que se pegam se disfarçando para ser aceito em determinadas castas, que fingem ser o que não são só para serem bem-quistas  para talvez terem uma acensão profissional ou pelo bel prazer de vestir-se igual as revistas ou anúncios de tv. Os bem modestos moralistas com colarinhos brancos e mente escurecida, os rebeldes de corpo e alma que usam D&G e Polo, os donos de Iate que usam chinelo de cinco reais. É um contraste tão gritante que por muitas vezes me pego observando e tentando encontrar uma boa razão para tais fatos.


sábado, 12 de janeiro de 2013

Top List


     Todo fim de ano é a mesma coisa, cheio de felicidade e falsos dizeres. Tão falso quanto as metas traçadas para o novo ano, quem lá realmente cumpre as metas que promete? Mal conseguem lembrar em Setembro o que queriam em Março! Enfim, estou naquele momento da vida que a inercia é forte e a vontade mais ainda, e no fim de tudo resta esperar o esforço acertar a roda da fortuna, ou apenas uma coisa melhor do que o agora.
     Minhas metas desde 2007 foram completar as metas feitas para 2007. Parece idiotice, mas seria tão prático e simples toda vez que virasse o ano eu simplesmente olhasse em volta e caso tenha feito algo significante ou não, apenas desse de ombros ao ano que passara. Ora, se quero mesmo pragmatizar um ciclo, de todo os aspectos terei que respeitar o ritual adjunto. E isso para mim não é abandonar os falidos planejamentos, muito pelo contrário.
    Por isso prefiro o Lustro, tempo suficientemente curto e longo de mesmo modo. Planeja-se cursos, viagens, trabalhos, mudanças de vida em sentido genérico e, pouco-a-pouco modelam-se aos ditos costumeiros anos que passam. E nesse contento, faltam-me apenas três metas de 2007 que pretendo concluir neste ano. E espero começar logo as metas de 2008, elas são bem divertidas e sagazes.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Borboletas


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. 

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. 

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

-Mario Quintana


Fatura


     É quando eu recebo as contas que percebo o quanto eu gasto. Ao ver todas as faturas de utilização da vida, pego-me em próprio descontento e dores de cabeça, tenho sempre que sentar e calcular tudo, todo mês, religiosamente, é assim. São números, ações, pessoas, sentimento e reações.
     São tantos pontos e traços que no fim sobram apenas borrões e promessas. E continuamente a atenção aos gasto desnecessários para o próximo mês é o que mais significa, pois se nos cálculos de agora já estou no vermelho, quiçá o vindouro?
     Esse processo de contas facilita nos cortes e investimentos. Por exemplo:

Esse mês eu gastei por duas vezes em presentes em datas diferentes, isso me somou 60 pontos positivos, 30 sendo um presente de aniversário para alguém que acabara de conhecer e mais 30 de um presente de natal. Porém, no mesmo quesito presentear eu tive um prejuízo bem alarmante, pois além de não receber nada em tempo algum o que já subtrai 30 pontos, não tive também o presente de natal (menos 30 pontos), fora que ainda tive o desprazer de não ter nenhuma ligação em tempos comemorativos ou qualquer outro, escanteando todo o interesse subestabelecido, adicionando o negativo de 50 pontos. Logo acabei no vermelho, vejamos:

Presente de Aniversário___(extra)__(+) 30 pts.
Presente de Natal____________ __(+) 30 pts.
Presentes Recebidos____________(-) 30 pts.

Presentes de Natal Recebidos_____(-) 30pts.
Qualquer Outra Forma de Prestígio__(-) 50 pts.


Total_________________________(-) 50 pts.


     Ah, então você quer dizer que você contabiliza os presentes e coisas que ganha? Isso não seria interesse?
     Não! Sabe porquê não é? Porque toda forma de carinho e consideração é contabilizada da mesma forma, logo presentar não torna a situação maior ou menor afetivamente, nem tampouco o valor do presente. O ato de presentear, neste exemplo, pode ser com com uma simples flor colhida na rua como um Rolex de ouro puro. O que conta é a intenção das pessoas. 

     Abre-se por necessidade: (O termo presentear como já falado outrora é ato unilateral e de essência para com a pessoa que presenteia) 
     Cada pessoa em minha vida possui um marcador, uma tabela, uma valoração que pode ser suprimida ou estendida de acordo com necessidade, circunstancia e motivos de força maior. E nessa fatura individual tem vários espaços de preenchimento, como histórico, relação com terceiros, atos de bondade, atos de maldade, indicações, ideais, pretensões, rivalidade, sonhos, angustias, frustrações, entre outros. Por isso o cálculo é complicado e meticuloso. Faz-se vital o atento para que um sinal, uma vírgula, ou um ponto não saia no lugar errado e faça o resultado diferente do natural.
     Se se tratando de especulações amorosas, a fatura transforma-se em um livro Balanço, tudo é um teste, um preencher de lacunas, onde a tabela Investimentos corresponde exatamente a tabela Sentir-se Bem. Caso não seja assim, meu eu pode entrar no cheque especial do Amor Próprio, e acabar desandando de vez.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Faça Amor, Não Faça A Barba!


     Podemos usar óculos, brincos, suspensórios, diversos cortes de cabelos, longos, curtos, sem cabelo, tatuagens, xadrez ou listras, de tantos instrumentos de aparência, nada se compara ao uso da barba. Vamos concordar que nem todos os homens do mundo combina com o uso da barba, pois esta é de exclusiva autenticidade. O que isso quer dizer? Significa que não é só deixar os pelos do rosto crescerem descontroladamente por suporte da preguiça, há em torno do "deixar a barba crescer" um certo ritual que culmina em desenvolver de personalidade característica.
     Em pesquisas casuais para o tema, percebi que o uso da barba advém de um fator primordial. Atitude. O homem que veste barba não ocasional, ele possui mais atitude que os outros, o que não corrobora com atos inconsequentes, mas sim com determinação. O barbudo pode até nunca utilizar de seu ímpeto, pode ser agente passivo de brigas e discussões, porém a todo momento ele possui um "Dom" de persuadir com firmeza e propriedade quando o fizer. Claro, tudo isso em termos genéricos e apropriados ao cultivadores de barbas.
     A barba é mais que um mero modelador facial. São folículos capilares que demoraram um certo tempo para encobrir uma vasta região que sucumbiu em confiança. Se existem mulheres que matam e morrem por suas madeixas, do mesmo acontece com os homens de barba, que perfeccionisticamente suavizam as linhas externas de expressão, aliam os conformes e podem até hidratá-las. Tudo dependerá do grau de empatia com a mesma.
    Desde o "Por Fazer" com esmero até as mais engenhosas, todas possuem charme e um potencial significado, mesmo que apenas virilidade. E devido a nova geração que despelam tudo, desde a barbar até o dedo do pé, faço um chamado ao estilo hipster, oldschool e machos supremos, que desde sempre tiveram suas barbas, cavanhaques, super costeletas e os bigodes. Faço um convite para você leitor masculino que por ventura queira experimentar a graça de ser barbado, mesmo que a sua barba seja falha há tantas maneiras de deixá-la legal, estilosa e até marcante. Pense nisso. Faça amor, mas não faça a barba.



domingo, 6 de janeiro de 2013

Tardio


     Bom dia.
     Não importa qual hora seja agora, desejo-te um Bom Dia. Isso mesmo, um vibrante e saudoso Bom Dia. Ter um ótimo dia independe se é claro ou escuro, se há sol ou lua no céu, um bom dia é aquele dia que você lembra na hora, exactamente na hora que alguém diz "Bom Dia" e sua memória escala todas as positividades, sua fé emana aura escarlate, um sorriso abre de troco e você responde sem hesitar. E é nesta cortesia que também desejo-te um Feliz Ano Novo.
     De tantos acontecimentos bons e ruins, bem ruins por sinal, acabei deixando na esquina das obrigações o meu espaço preferido, o único local onde sou verdadeiramente eu sem ninguém para colocar o dedo em riste. E como primeira postagem deste novo ano, que pra mim não significa nada demais, deixo apenas uma escrita muito bela e conterrânea. 

     "Deve-se escrever das mesmas maneiras como as lavadeiras lá de Alagoas fazem o seu ofício. Elas começam com a primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer, colocam anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois, enxáguam. Dão mais um molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra. Torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso, palavra foi feita para dizer."

- Graciliano Ramos.

     E é por mais este motivo que considero o aparato de escrever como forma de sobreviver, viver sem consequências. Torno oficial a nomenclatura de escritor. Agora faz-se mais que necessária a lapidação entrelinhas de todo método e suporte, quem sabe agora os frutos amadureçam, os rios transbordem e as palavras... ah, as palavras façam o meu sentimento marcar teu ser.




O mesmo time

Imagem de AmalasRosa Converso com um controverso. É difícil no começo, depois se torna divertido, mas agora é só um monte de repetição. Repe...