segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mural


     Embora não tivesse nenhuma alteração plausível, ainda assim, vi como todas as intensidades possíveis uma diferença variável ao ultimo piscar. Não só os contornos desenhados em espectração do bom humor, mas também as vívidas cores que salutavam a felicidade. De todo e qualquer modo, ver aquele mural não fez qualquer diferença.
     Depois de tantas lágrimas derramadas sob verdades lançadas aos quatro ventos, depois de tantos abraços e afagos, ver aquelas cores só me fazia perceber o que eu nunca tinha observado. O lado cru. Isso mesmo, o lado prático, comum, simples e cru. Sem nenhuma visualização psicológica ou exegese de fundamentais acontecimentos de contemplação ao infinito.
      E mesmo sabendo que a obra nunca será finalizada, tal como quase todos os outros projetos bons na vida cheia de esperanças, mesmo assim é uma grande obra de arte. Inacabada por motivos outros, tantos quanto os quais deixo de postar minhas próprias publicações. Tantas coisas acontecem na nossa vida que um mural é só uma fuga.

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