domingo, 29 de julho de 2012

Efeito Microondas


       É sabido que a tecnologia high-tec, fundidos pelos ideológicos pós-industriais, tornou o sistema de capitação de valores muito mais requisitado do que os meios sociais e/ou monárquicos como era tido pela burguesia emergente. O capitalismo, como movimento popular atual, nos trás um tipo diferente de valoração, acreditando que a humanidade estaria preparada para tal conceito.
       Em meados do século passado, o complexo institucional chamado família sofrera várias mutações e transformações, sendo mastigado pelo conservacionismo e costurado retalhadamente pelo novo pensar da Geração X. Essa geração, que sucedeu da geração Coca-Cola, trouxe uma nova forma de confrontar o mundo e firmar-se neste. Algumas dessas operações  revolucionárias trouxeram grandes benefícios, outras nem tanto.
      Naquele momento não havia grande possibilidade de concorrência, os recursos ainda eram escassos e a procura era demasiado lenta. Quando se comprava algum móvel ou imóvel, dava-se a este todo o cuidado que poderia existir, para que ele permanecesse em boas condições o máximo de tempo possível. Durabilidade era a chave do atrativo, já que a fonte de renda quase sempre era provida pelo patriarca e a alimentação e transporte eram prioridades, porém os preços eram altíssimos.
       Quando algum utensílio ou aparelho familiar quebrava ou queimava, iam para o conserto. O apreço e apego ao material era convencionado as emoções e vivências que aquele objeto tinha ofertado. Desfazer-se de algum eletrônico ou comprar um novo, era como a morte e nascimento de um ser, respectivamente. Entretanto, com as facilidades do mundo globalizado, somado a livre concorrência e os investimentos em tecnologia impossível, tudo mudou.
   A tradição comercial ficou dinâmica e com isso o fluxo de capital aumentou monstruosamente, fazendo com que o investimento em novas tecnologias e pessoas capacitadas fossem primordiais. Criou-se o termo genérico para as coisas similares e o similar para as coisas quase genéricas, os importados ganharam força junto a brasilidade da compra e venda.
       Acostumamos a ter as coisas práticas e funcionais, tanto é que às vezes é mais cômodo comprar algo novo do que levar o antigo à assistência técnica e esperar por até 60 dias pela peça de reposição. Fato que o dia ficou curto e as responsabilidades (sejam elas quais forem) aumentaram, mas isso não nos pode lançar a perspectiva de que tudo é substituível.
     Encontrar alguém para um relacionamento sério, é tarefa quase desastrosa. Alguns simples conceitos fundamentais deságuam no Efeito Microondas, digo efeito por ser algo momentâneo, de fase, e sendo passageiro transforma-se em algo não tão leviano. O efeito microondas funciona da seguinte forma: 
          Antigamente, quando o microondas fora lançado, ele era tido como incrível máquina que mudaria a forma de cozinhar, abandonando o forno elétrico que custava muita energia e demorava muito para dar aos pratos o aquecimento necessário. Todo mundo queria ter um microondas, porém era um pouco caro para investir desnecessariamente. Quem podia comprar, o comprava e era feliz. Quem não podia comprar, aguardava uma promoção boa para tê-lo em mãos. De fato as coisas foram avançando, sendo lançado vários modelos e assim, houve de fato a concorrência que fez o preço do microondas cair drasticamente, mas o problema não estava aí mas sim quando o microondas apresentava defeito, quando ele quebrava. O conserto era tão penoso pro bolso que era muito mais fácil comprar um microondas novo, mais moderno e de melhor capacidade de aquecimento e volume cúbico.
       Do mesmo modo acontece hoje com as pessoas. Quando os problemas do casal começam a emergir ou a diferenças começam a incomodar, não há muita paciência para levar esse relacionamento para o nível de assistência, no qual é necessário muita conversa e compreensão para que as coisas voltem ao normal e se desfaça de vez, mas mesmo que se desfaça houve ali muita luta pelo sentimento naquele investimento. Como sabemos, antigamente era demorado para se ter o sentimento real e completude, por isso era salvo todo o investimento que seria aplicado ou que já estava sendo. Quando esse investimento não é mais compatível com o apreço de esperar ou se entender, é mais prático ir para algo novo, um novo modelo com melhor capacidade e volume, sejam eles físicos, financeiros ou psico-espirituais.

       Por fim, apenas um aviso: Não reclame da qualidade o que você comprou na "promoção".

Efeito


Indagação > 
Dúvida > 
Método > 
Materialidade > 
Sistema > 
Experiência  > 
Resultado > 
Anotações > 
Experiência > 
Resultado > 
Comparação > 
Empirismo > 
Forma > 
Avaliação > 
Aplicabilidade > 
Variação > 
Probabilidade > 
Efeito.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Limited Edition


       Quanto mais esfria o tempo no universo que espreita além da minha janela, mais a proteção de um abraço é necessária. A falta do calor humano acolhido pelo peito em brasa que restou de uma intensa paixão, esta falta que percorre o corpo em arrepio todas as noites, deixa tudo muito esperançoso e triste. 
       Não é preciso muito para acalmar o corpo em tempos assim, onde a carência é latente e a cama vazia. Um simples sorriso abranda o dia cinza, mas não seria contemplado de forma primordial se não fosse o paradigma dos perfis clássicos que também trás a gélida brisa. Uma companhia sazonal que serve apenas para não morrer ao frio.
       Não se aqueça com alguém que é diferente de você, que não te proteja nem em épocas assim, mantenha-se quente apenas para aqueles que também procuram abrigo em rupestres risadas e saudosos abraços.
       A diferença que peculiariza nossa personalidade não é motivo para evadir-se do mundo social, ao contrário. Lembra-te que mesmo nós, indivíduos do século passado, podemos usufruir do universo TouchScreen, isso mesmo, com cautela é possível abstrair parâmetros duvidosos e curtir o simples contato tet-a-tet.
       Entendo que não é necessário mudança negativa só para impressionar quem não nos importa, que não precisamos nos desesperar para ter um cafuné, pois tudo vem ao seu tempo. Drásticas mudanças não se fazem necessária para entrar nos padrões do senso comum.
       Nós somos uma versão limitada do que tem de melhor e pior, aceite. Não adianta tentar modificar a essência, ninguém consegue manter isso por muito tempo. Lapida-se o entorno mas nunca o núcleo, envaideça-o com muito esmero de coisas boas. Assim poderá ser alguém atrativo em todas as épocas, não só as de frio.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Embrace The Devil



       Uma vez no inferno, abrace o diabo. Caso você se veja na condição honesta de onde realmente você mereça estar. O que é bem difícil por esses dias, já que a construção de culpa alheia é maior do que a observação da própria consequência devastadora de nossas atitudes erradas.
       Às vezes, eu me vejo ouvindo pessoas que reclamam da vida e dos outros, por coisas que elas provocam, como se o que elas falam ou fazem não tem nenhuma ligação com aquilo que elas estão passando. Já falei aqui e falo novamente, quase todas as coisas que nos são passadas continuamente são reflexos de nossas ações, se a gente usa da indulgência e observação, fica mais que claro onde devemos mudar, mas para aceitar tal condição demora bastante e na maior parte dos casos é mais fácil ignorar e seguir em frente.
       Aceitar as consequências de nossos atos pode ser até difícil de assimilar e desgastante de fazer, mas para crescer como pessoa digna, devemos encarar tudo de frente e sem colocar a culpa onde não existe. A aceitação do resultado do Risco é o que constrói o caráter de uma pessoa, se ela evade-se do problema ela fomenta a covardia da responsabilidade, se ela tenta de todos os meios restaurar a condição de bem-estar após o caminho tomado, ela forja uma camada de capacidade adulta no molde personalístico.
       Saber decidir o que fazer e planejar futuro, seja ele para a semana que vem ou para daqui a 5 anos, é uma tarefa complexa. Embora tenha uma atitude um pouco visionária, não quer dizer que seja de menos leviana. O propósito é o que vai ditar seu nível de maturidade psicológica, somado aos pensamentos sérios de vida e objetivos de estabilidade sócio-financeira.
      Se estais no inferno, se a vida está um caos, se pensa que não há saída, procure alguém que você tenha convicção que vai te ouvir ou que pelo menos te dê um norte para seguir. Vivemos em um mundo de possibilidades e até um lugar ou momento ruim, pode ser inspiração ou ambientação de fonte de lucros e experiências, basta saber o que quer e daí observar ao redor para usar tudo como ferramentas de construção de futuro. Seja este indo ao Paraíso, ficando na Terra, ou ampliando o Inferno. Não importa o local ou quem esteja, o que importa é seu íntimo e suas intenções, isso define uma pessoa. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Nada disso!


       O umbigo é aquela cicatriz que só serviu para penas uma coisa e depois disso é totalmente desnecessário e impossível de remover. Tem gente que só olha para o próprio umbigo como se tivesse o rei na barriga, e esses ditados populares nada mais são que alusão ao egoísmo e auto-preservar. Todos somos egoístas em maior ou menor grau, isso está em nossa personalidade humana, é quase instintivo, e assim como o instinto natural, é controlável.
       Entretanto em alguns momentos é difícil perceber que estamos sendo egoístas. O que pondera essas situações é o conjunto do nosso comportamento, sendo aceitável um ou outro comportamento egoísta, e muito condenável ser aquela pessoa que só pensa em si. O egoísmo propriamente dito é socialmente inaceitável, pois se vivemos em sociedade dinâmica, como alguém comumente pode ter seu eu sempre no alto da cadeia social, sem usar de altruísmo ou indulgência? Atualmente é atípico esse ser em nosso círculo social, podendo ser tratado com amizades bondosas e familiares dispostos a ajudar tal ser. 
     Sim, os egoístas precisam de ajuda para pelo menos, pelo menos mesmo, em um momento ou outro ceder sua própria vontade ao bem comum. Isso não é fácil já que ele sempre teve a si como ponto de refúgio e ajuda multiforme, mas claro que não é impossível para os que circulam tal pessoa. Ser egoísta não é ser mau, ser sociopata ou explorador, é apenas uma característica da personalidade que provavelmente cresceu junto com o indivíduo, seja por mimo, seja por índole.
       Há também o egoísmo da culpa, que seria aquela forma de nunca considerar seu erro, remetendo-se sempre aos outros. Geralmente as frases dos egoístas esquivadores da culpa começam com "Mas se..." ou "Mas também...", sempre tem um "mas" que redireciona a culpa dele para outra pessoa ou coisa, transformando seu ato errôneo em consequência de efeito dominó para uma coisa que ele não teve culpa ou sua culpa é minima comparado ao que o antecedera.
       O umbigo é inútil quando depois de nascido, se você for parar e ficar olhando só pra ele e perder o mundo lá fora, você ficará para trás ou no mínimo deslocado. Sabemos quando somos bem-vindos e quando somos agradáveis, não precisamos ter o espírito de porco e pensar só no nosso ser, às vezes basta sorrir e aceitar as condições alheias para a sociedade continuar fluindo. Ninguém pede para você se abster da sua opinião ou negligenciar sua vida em prol dos outros, pede-se apenas bom senso e respeito.

Suicide-se, Faz Bem ao Bolso



       Muitas desculpas para a população que vê futuro na mesmice, nos cubículos escritoriais da vida, nas repartições públicas cheias de papel e com cheiro estranho de algo que não morreu, mas também não vive. Sinto muito pelos anos perdidos com os gloriosos trabalhos Estatais que dão estabilidade e bom dinheiro para as pessoas não fazerem quase nada. Pois é, que a verdade seja dita, quando se chega ao concurseiro de plantão e pergunta o motivo dele continuar estudando para tentar entrar no quadro público a resposta é automática: "Estabilidade". Mas não seja ingênuo em pensar que o carinha ou a mocinha planeja estabilizar a vida, nada disso, em sua maioria essa tal estabilidade é decodificada assim "Muito dinheiro para não fazer nada, trabalhar poucas horas e conseguir várias regalias trabalhistas, inclusive a greve."
       Nada contra as pessoas que seguem seus sonhos, como tenho amigos que fazem concurso para Promotoria em todas as cidades do país, e querem apenas esse cargo. Conheço outras não tão ousadas que apenas querem ser bancários e seguir carreira. Eu tenho o sonho de ser Diplomata, mas isso é possibilidade bem remota, até porque as provas são bem difíceis e os méritos curriculares contam bastante, entretanto não seria justo deixar de lado o concurso para uma cadeira universitária, afinal também é através de prova pública que se ingressa no quadro da universidade.
       De todo o modo, acredito que as pessoas deveriam fazer aquilo que gostam e não matar os sonhos que possuem por mera ilusão social e conforto familiar. Utilizar o setor público como meio de bem maior é até interessante, porém tenta fazer algo compatível com suas habilidades em vez de apenas vislumbrar um salário de cinco dígitos. Tanta coisa para se fazer no mundo e ainda existe aqueles infelizes em seus cargos e funções só para manterem o status ou confortabilidade. Não existe nada pior do que a frustração trabalhista.
       Destruir sonhos através de ideias capitalistas, ou de supostos meios de vida, é de fato um suicídio elemental. Vivemos para trabalhar e não o contrário, e por isso que a satisfação deve estar em primeiro lugar, principalmente hoje que ninguém é obrigado a nada e todos temos a oportunidade de sermos felizes. (Que fique claro os meios individuais e permissivos para cada oportunidade)
      

Die Menschenrechte



       Nessas escalas de estudos variados para um certo exame profissionalizante, me deixei levar pela curiosidade do assunto e assim sendo, fui lendo, lendo, lendo e parei no tempo de uma forma bem estranha. Não sabia ao certo se eu estudava direito constitucional, direitos sociais, direitos humanos, direito internacional ou história geopolítica. O que eu sabia é que tudo aquilo fazia sentido e de uma forma sobrenatural, parecei que tudo que eu estudei por anos resumiu-se em horas, houve nexo de um assunto ao outro, metodologia e prática, ponto-a-ponto. Finalmente onde eu cheguei?
       Certa vez alguém me disse que pare se escrever bem, devemos escrever sobre aquilo que gostamos. Isso faria a literatura própria fluir como projeção externa à nossa mente. De fato isso pode ser verdade, eu bem que sei disso, porém nessa nova área do conhecimento, a área acadêmica, como explicar tal proximidade amistosa com os assuntos globais? Não sei bem como lidar com isso, mas estou aproveitando cada vez mais e abraçando a pátria nossa de forma a engolir e compreender bem tudo o que se passa no mundo das letras e eventos cotidianos para que eu cresça intelectualmente.
       Visto isso, lembrei dos temas de blogs amigos e como cada qual aborda uma situação específica. Cada blogueiro tem uma maneira e tema que segue ritmo e proporção similar em se tratando de postagens e abordagem em geral. Olhei para o meu diário eletrônico e não vi sentido algum, parece aquelas lojas de departamento que você caminha por um corredor e vê vitrines e araras com jóias, seguidas de bolsas, logo vem celulares e alimentos, e isso nada faz sentido, tão como eu abordo as situações gerais aqui. De tudo um pouco, no fim o nada, mas como a internet é livre e por enquanto gratuita, aqui continuo eu com meu direito fundamental de ir e vir virtualmente. Rá!
       A incrível arte de ser chato tem suas vantagens, tal como gostar de assuntos que ninguém mais gosta como Metodologia Científica, Processos em suas vertentes, Constitucional e Eleitoral. Coisas bem teóricas que não deveriam ser decoradas e sim aprendidas, o que me chama a atenção é a dificuldade das pessoas em entender de forma lógica o que se passa na Carta Magna ou Constituição da República, sim da República. Não sei ao certo qual o ditado correto, mas nas grandes obras internacionais e, eu disse "E", nacionais de forma comparativa, os autores utilizam as palavras Constituição da República de 1988 e não o comum Constituição Federal de 88.
       Por fim e não tão importante, continuarei minha busca interdisciplinar sobre os assuntos que me abrem os olhos em curiosidade e seus fatos históricos, isso desde o Jusnaturalismo até hoje.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Popularidade



       Bom, de acordo com o velho Aurélio e suas ajudas ao blog, popularidade é: Caráter de uma pessoa que tem as simpatias do povo; estima pública. Qualidade do que é popular. Estima geral. Onde exatamente encaixa esse tema em uma pessoa? Dependendo do tipo de pessoa e seu caráter propriamente dito, essa tal popularidade pode ser boa, muito boa, desagradável e/ou detestável. Popularidade é adjetiva que vaga entre as qualidades e defeitos de uma pessoa, sem ao menos vincular ao seu objeto material, ela oscila sempre pendendo ao seu comportamento geral.
       Vale a distinção entre popularidade e indicação, onde uma é status quo e a outra é ação vinculadora. Uma pessoa pode não ser popular e ter contatos de indicação, ao mesmo tempo que uma pessoa pode ser muito popular e não ter indicação alguma. O mais comum é ter os dois de forma (quase) equivalente. Porque uma pessoa popular tem o poder natural de influenciar outras pessoas que a vê como pilar social de controle e manifestação cíclica de vontades, ou seja, aquela pessoa consegue formar pensamentos e tendências em seus círculo social, podendo massificar e disseminar suas ideais e vontades.
       A agradabilidade de uma pessoa não é causa de popularidade, se fosse assim muitos jantares ou reuniões só teriam pessoas fortemente queridas, mas saiba que sempre, eu disse SEMPRE, tem alguém insuportável em lugares diversos. E sim, qualquer pessoa pode ser tão popular quanto intragável, mas o respeito pondera as situações, já que ninguém é obrigado a conviver com ninguém que não gosta, mas caso o tenha que fazer, o respeito pode amenizar as situações difíceis. 
       Fama não é o mesmo que popularidade. Em sentido rotulatório, fama é subjugável: "Ela tem fama de piriguete/ Ele tem fama de galinha". Tal como "Ele é famoso por cozinhar bem/ Ela tem fama de ser boa condutora". Percebe-se aí, claramente, que a fama é como um resumo consensual que rotula, define, engloba determinados valores para uma tal pessoa, variando também o valor entre bom ou ruim.
       Ser popular, ter indicação ou ser famoso, todos são atributos de classificação social. Apenas as ações do indivíduo são consideradas, depois somadas com seus pensamentos, linhagem e por fim, o próprio comportamento. É uma tarefa um tanto complexa manter parâmetros aceitáveis de popularidade, dar atenção à todas as pessoas, polpar sentimentos, mudar atitudes e concluir em uma pessoa popular bem-quista por todos.
       



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pingos



       A temporada de chuva é sempre bem-vinda, esse nosso inverno nos torna mais calorosos. O aconchego do lar é desejado bem mais, assim como a briga entre lençóis e travesseiros para podermos começar o dia sem preguiça. O ar frio e a cor cinza que borra o céu fazem as pessoas se agasalharem e procurar atividades mais calmas.
       Certo que aqui na minha cidade não fica tão frio, mas para que está acostumado a fritar durante o dia, todos os dias, quando chega a frente fria temos um choque, literalmente um choque, seja térmico ou dramático. Por mais que estejamos preparados para enfrentar o inverno com nossos guarda-chuvas e casacos de fraco potencial, a chuva vem mostrar que esse paraíso turístico não está pronto para fortes eventos como o inverno. Chove, esfria, chove, alaga, gripa, chove, dorme, agarra, brinca, chove, chove.

domingo, 1 de julho de 2012

Glimmer



       Me divirto com nada, basta o olhar sereno para qualquer coisa e imagino mil coisas acontecendo. Seria como imaginar sete coisas impossíveis para cada hora do dia e quanto mais tédio, mais a imaginação flui. Às vezes em microcontos de uma gotícula d'água até o lançamento espacial, acontece sem sentido ou tema, mas acontece. E embora ocorra de forma variada e de duração com tempo incerto, tem início,meio e fim.
       Não há continuidade no deslumbre da realidade rompida, mas é possível criar um nexo de situações com ideais próximas, o que torna tudo um pouco mais divertido. Ruim é que não dá para relatar tudo o que acontece, mas sempre explico-me para os que me vêem rindo do nada. A imaginação é tão divertida e o melhor, é de graça!
       Se possuo essa tal habilidade aplicada diariamente, nada mais justo que deixá-la apenas na mente e, em raras ocasiões, compartilhar essas divagações do concreto em meio aos amigos. Nada de muito glorioso, apenas uma distração simples do cinza que banha a cidade dos adultos, mundo monocromático do corre-corre. 
       Vislumbrar com a mente aberta o universo que nos cerca é, de feliz modo, incrível. Feche os olhos e abra a mente.

Perspektive



       Capturar um momento único, por um acaso ou distração, salvar a imagem na mente para todo sempre e, assim que possível, revelar em palavras a imagem guardada em tela mental com tanto carinho. Não trata-se de um acaso insignificante, assim como o olhar nas estrelas do escuro céu, cintilantes e polvilhadas no espaço, não necessitam da grande lua para serem vistas, basta dar uma pausa na vida e apenas observar.
       O acaso ou a distração nos remete aos eventos mais estranhos do mundo, bons ou ruins, eles acontecem por simples fato de acontecer. Por isso não se pode dizer que fora planejado, arquitetado com esmero, motivo que consequência um espanto, um sorriso (mesmo que sem graça) e um breve susto. Dizem por aí que apenas nos apaixonamos quando nos distraímos, seria inverdade se a paixão não fosse randômica, essa aleatoriedade é o que titubeia os pensamentos, divaga nossas teorias e nos faz buscar ainda mais essa curiosa e fatídica situação.
       Desde a topada ao chão até mesmo encontrar dinheiro na rua, a perspectiva de sorte ou azar não deriva do acaso, mas pela condição do fato proposto. Quem valora as situações somos nós mesmos e deve ser por isso que quando algo dá certo depois de algo ruim, citamos os antigos dizendo apenas "Não há um mal que não venha para um bem", isso é conversa para quem não quer se remeter a falha ou azar que acontecera, pois se algo está bom e acaba seguem logo dizendo "Tudo que é bom dura pouco". 
       Com tantas coisas que as pessoas vão citando, prefiro apenas dizer que é na distração que tudo pode acontecer, afinal vivemos em um mundo de possibilidades e a minha perspectiva de acaso/distração possuem apenas bons argumentos e melhores visões. Aconteça o momento repentino que for, nunca estarei preparado, mas uma lição de tudo e um sorriso no rosto... ah, isso eu sempre posso dar ao mundo.

O mesmo time

Imagem de AmalasRosa Converso com um controverso. É difícil no começo, depois se torna divertido, mas agora é só um monte de repetição. Repe...