sábado, 31 de dezembro de 2011

New yeah!


 O balanço do ano novo é feito por todos. Assim como as novas listas de desejos, de possíveis feitos e dos "nunca mais farei". As grandes expectativas que são depositadas em novos rumores, novos empregos, novas pessoas e novos lugares. Porém sempre nos lançamos em questões, questões estas tão infinitas.

 O que esperar de um novo ano?
 Como serão minhas aulas no próximo semestre?
 Como estarão meus familiares neste próximo ano?
 E o salário? Será que vai mesmo aumentar?

 Não são perguntas para serem feitas, mas sim respostas para serem dadas.

 Tudo deixará de importar, acredite.
 Tudo deixará de importar...

 Quando finalmente você deixar o impossível acontecer...
 Quando você encontrar a pessoa que faz o teu mundo parar...
 Quando apenas um sorriso no mundo fizer seu coração bater forte...
 Quando o tocar sem querer entre mãos arrepiar todo o teu lado direito...
 Quando tudo não mais importar.
 Quando a felicidade for sinônimo do teu nome...
 Quando as cinzas nuvens no céu ainda te fazerem sorrir...
 Quando os cantos dos pássaros ainda atrapalharem o teu silêncio...

 São tantas coisas que te fazem parar de se importar com as preocupações, anseios, culpas, dores... Tudo em envoltório de carinho, de simples atos pitorescos. 

 Quando tudo não mais importar.

 Embora tenham se passado tanto tempo este ano, este corrido ano. De tantas pessoas que conheci e fiz querer valer a pena, de nada adiantou, pois o acaso é que me fez perceber a grandiosidade do sistema randômico. Poderia fazer um balanço da minha vida este ano, mas de nada adiantaria. Quando penso neste ano, me pego vendo as cenas em câmera lenta, como sempre aconteceu.

 Lembro de ter nas mãos a espera terrível para ver um simples filme, e daí você surgiu, em listras. O que me atraia não era nada mais que o expresso volátil do singelo copo em mãos... O amostardar dos pinheiros que cresciam nos lençóis enquanto o sol radiava nos símbolos das paredes... No abraço caloroso que fazia o tempo caminhar bem devagar... Nas dancinhas de felicidade tão peculiar que fazem todos acharem graça...
 Nas fungadas caninas... Nos toques em ponto estratégicos que me fazem cócegas... Nos diálogos entre-tempos... Nos atos tempositivos...

 Minha retrospectiva tornou você como resumo principal, deixei as pessoas de lado, todos aqueles que me partiram peito em choro, todos aqueles que me deixaram, que eu deixei, que partiram pra nunca mais voltar. De todos os novos amigos, novos rostos e sorrisos, novas esperanças, brigas e encrencas. Novos lugares nunca antes pisados, novas trilhas, novos aspectos, espectros e bichanos. Tudo que seja antigo, conhecido, novo, espetáculo. Tudo que eu vivi este ano que se acaba hoje, daqui a poucos segundos, tudo se resume a primeira vez que eu te vi. Da primeira vez que eu realmente te vi.

Quando tudo não mais importar.









 Estarei aqui.

Trouxe-te


 Algumas lembrancinhas são incríveis de se colecionar, tipo chaveiros, ursinhos, camisetas, artesanato em geral, canecas, bugigangas e sourvenirs. São tantas coisinhas para nos recordar de viagens, lugares e fatos, adicionados as fotos e narrações fantásticas este total de coisas nos trás às lembranças.
 Lembranças de pensamentos e não físicas, são aquelas que mais nos recordam algo. Embora algumas não sejam de nosso todo afeto, mas em resumo são as que realmente constroem nossa história. Se fundamentando nisso, catei todos os meus niqueis e estou investindo naquilo que é o mais prazeroso a se fazer em minha vida, descrever camaleonísticamente todos os ambientes que serão vividos por mim, sem roteiro, sem reservas, sem medo.  
 Percorrerei vários espaços físicos e virtuais, experimentando o impossível, tendo a bravura em peito e coragem em mãos. Pois nada hoje é tão real quanto o meu sucesso, meus ideias e objetivos que estão sincronizados com o meu futuro, pois nada vai me fazer parar de sonhar, nada vai ser tão inesperado quanto a vontade intrísseca de estupefazer meu íntimo em desejo.

Ao Vento


 Lança-te aos quatro ventos
 Roga teu inesperado em tradição
 Cumpre o que nunca foi cobrado
 mas não se esquece da emoção.

 O vento sopra em todas as direções. Querendo apenas um impulso para te pousar em qualquer situação. Apegue-se ao improvável, quem sabe um misto de inquietação e desordem, mas nunca perca o juízo, este pouco que vos resta. Não se importe se são campos castanhos ou vales sombrios que estás a atravessar, lembra-te "Estás a atravessar".

 Flutua ao teu encontro em total devoção
 Como nunca feito antes com tanta motivação
 Não esquece teu caminho, aquele em perseguição
 Ame o desconhecido com potencial paixão

 Não sejas leviano em contestação ao hoje, almejai o futuro, o amanhã. Pois é lá que chegaremos, seja de barco ou avião, o meio já não importa e sim a condição. Condição de como estaremos daqui a pouco, como pensaremos, como sentiremos, esta condição fundamental de toda interação universalística.

[Montando]

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

820


 Não espere o ano acabar para fazer reflexões, faça isto todos os dias. Faça ao acordar para um novo dia de lutas e conquistas, faça isto ao deitar, após um longo dia de trabalho ou diversão. 

Temos todo o potencial do mundo para dar desculpas ou evasivos fundamentos para conseguir o propósito de escapar da verdade. Fazemos jogos de palavras e situações, mas não precisamos de cerquilhas para saber o quanto já foi passado. Mas fácil olhar para frente e encararmos o mundo de olhos abertos e cabeça erguida.
 Quando quiser ter a certeza de algo, apenas pára e pensa. Não é ação tortuosa para se fazer se fizer o caminho certo, o caminho que te leva ao lar. Aquele caminho que te faz querer ir mais rápido, o caminho que você ama estar, aquele lugar que fazemos de tudo para não sair, para não voltar. O lar que temos é um quarto, um espaço, um sentimento, um alguém. Ter em mente o lar para caminhar o pensamento é o objetivo da reflexão perfeita.
 Pela ultima vez, observa suas ideias e conflitos e percebe o que faz em troca. Maior parte do que reclamamos é reflexo direto do que fazemos, ou fazemos o mesmo ou em pior intensidade, por não se dar conta disto, reclamamos sem proveito de gratificação avulsa, sem respeito das pessoas em repreensão.
 Seja sempre sincero com as pessoas que ama, a proporção da verdade virá com o ciclo interno de conhecimento característico de cada um, em fronte as situações expostas em cardume mental ainda não pescado. Não cobre das pessoas certezas das dúvidas que você cultiva, não seja soberbo da comunhão de pensamentos pueris. 
 Assim como o líquido que se acomoda em todos os recipientes, moldando suas partículas plasmódulas para o envolto de superficiário duvidoso. Gere o pensamento em conjuntura ao aspecto real da filosofia que se entende superior. Sem aventuranças em testes físicos de conquistas de campos intelectuais e hierarquia. Entenda seu papel no espetáculo vivido, não queira ser a estrela do show.



 Ela adentrou com sua viscosidade e translúcida permaneceu.
 Acreditou que estava ameaçada pela sede que a perseguia por vidas, achou que era seu fim só por estar encurralada mais uma vez. Tentou agir hostilmente, tentou agregar odor para se proteger melhor, mas de nada adiantou.
 A pureza chorava em desespero, por achar que era seu fim.
 Sem forma, sem cor, sem cheiro.
 Sua vida era apenas água, sem vida, sem nada.
 Encapsulada por seus medos ficou ali por um bom tempo. Eras se passaram e seu sono apenas acomodou sua mente.
 Temendo se perder em mar aberto de estranhos pensamentos, preferiu se esgueirar por estradas já corridas. Sempre pela noite, furtiva e temerosa continuou seu caminho.
 Aos poucos começou a perder tamanho, as areias da vida começou a sugar suas esperanças. Elas corria em medo. Corre, depressa, corre!
 O que eram litros de esperança, agora era apenas uma esguicho de emoção.
 A maltratada serpente úmida alimentava-se de suas próprias lágrimas... Era o fim.
 O dia começou a nascer, aos poucos a vida acordava em piados, grunhidos e passos.
 E o sol sempre a clarear de alegria, em plenitude de seus calorosos fios de sol das 6 da manhã, observava a terra com todo o seu amor. Ao ouvir o choro da listra molhada na raiz do poste da praça, logo queimou em afeto, e enquanto queimava em amplitude roubou palavras de sua estranha.
 -Por que choras? Perguntou ele em seu esplendor.
 -Não sei mais o que fazer. Soluçava a pequena.
 -Me conta os teus tormentos... Estou aqui só para você. Disse o sol acalmando-a.
 -Sempre fui perseguida, sempre corri com medo, eu era grande, mas hoje sou quase nada...
 -Calma. Eu sei como ajudar. Disse o sol em castanho sorriso.  Mas você tem que confiar em mim... 
 A pobre poça de lágrimas já não sabia o que fazer, mas confiou no estranho que se aproximara sem cobranças. Ficou olhando a grandeza daquela estrela e receosa ficou apenas a observar. O sol queimou como nunca, como toda a sua força e em um turbilhão de vários graus celsius aquecia a miúda e transparente, que começara a evaporar.
 -Eu estou morrendo! Gritava ela.
 -Confie em mim, urrava o Sol, eu nunca faria nada para te machucar.
 -Meus machucados bracinhos de carinho... Minhas cansadas perninhas de paixão... Meu maltratado coração de amor... Tudo está sumindo!
 Enquanto todo o seu corpo virava fumaça, o Sol radiava em amor pleno e mesmo vendo-a sofrer em confusão, ele continuou acreditando, e fez aquilo que nunca esperou fazer por ninguém. Se sacrificou por um estranho. Estendeu seus longos tentáculos multifacetados de sentimento verdadeiro para a insegura lágrima de tristeza.
 -Confia... Sussurrou ele.
 A gotícula fechou os olhinhos turvos de solidão, tocou o laminar de ternura e sumiu.
 Com medo do desconhecido ficou apertando os olhos, não queria saber onde estava, como estava, ou qualquer outra coisa. Aos poucos sentiu-se grande, volumosa, como nunca se sentiu antes.
 -Ei. Falou o Sol em sorriso.
 Os raios volumosos de certeza tocou os olhos daquela que hoje já não se reconhecia, e ao abrir os olhos tornou a não acreditar.
 -Me sinto tão grande, tão poderosa, tão... tão...
 -Agora você está no céu da felicidade. Explicou o Sol.
 - Mas aonde está meu corpo?
 - Seu corpo é tudo aquilo que conseguir tocar. És volumosa, és volátil, és nuvem de desejo.
 A grande e pomposa nuvem sorriu.
 - És grande hoje, mas pode ser pequena amanhã. Assim como hoje estás clara, amanhã poderá está carregada de cinza, estás aqui comigo, mas amanhã poderá estar lá na terra da incerteza, correndo novamente dos seus medos.
 A sábia conversa entre o Sol e a Nuvem logo entristeceu-a, mas ele a fez entender:
 -Não importa o formato que você esteja, não importa a forma, eu sempre estarei aqui, do mesmo jeito alegre e confiante de sempre. Embora que algumas outras nuvens me cubram, embora em alguns lugares eu demore para chegar ou ir embora, eu sempre estarei aqui.
 -Mas e quando chegar as trevas? Quando a noite cair e seu calor se for? Perguntou ela.
 -Mesmo que eu não esteja aqui, você vai sentir o calor do meu corpo quando você for dormir ou sair por aí. Saberá que mandei alguém te proteger enquanto não estiver por aqui, Minha amiga Lua pode ter proteger, ou então nossas amigas estrelas. Não tenha medo. O que importa é que eu te encontrei, te mostrei uma nova forma, assim como você irá me mostrar todos os dias, pois eu nunca conheci um sorriso tão meigo como o teu, tão simples olhar de carinho... Teus sonhos e medos me fazer criar mais calor, um calor que não consigo segurar apenas para si, tenho a obrigação de compartilhá-lo com alguém e apenas você tem esse meu calor, pois você é o alimento dele, pois é você quem eu amo incondicionalmente.
 Após este inesquecível dia, a pequena lágrima que antes era penas água, uma fórmula simples resumida em H20, tornou-se amada e projetada em outras formas e assim começou uma nova estória, um novo conto de amor.

 Moral da História: TE AMO




P.S.: Não tem moral da história. Brinquei (hi hi hi).


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

+/-


A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. 

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. 

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos... 

TUDO BEM!

O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum... 
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. 

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
- Chico Xavier.

Onde Vivem?


Os monstros, onde vivem? Sim, isso mesmo, nossos monstros, onde eles vivem?
Não é que não queremos vê-los, apenas falta-nos motivos. Claro que sabemos onde eles vivem, tanto é que temos medo em mostrá-los ou mesmo deixá-los por aí.

 Mentiroso aquele que se julga sem monstruosidade interior. O melhor a se fazer é entendê-los, criar laços de intimidade que, por vezes, nos auxiliam no convívio entre o íntimo e o externo. Monstros não são criaturas bizarras, cruéis e sem amor próprio, o nome disso é gentinha
 Todos temos monstros no nosso universo particular. Alguns deles nos ajudam de uma forma muito relevante, como a covardia, a sensatez, a ingenuidade, a ignorância... Não são apenas adjetivos, não há aqui apenas qualidades e defeitos. Assim como seres vivos, eles convivem, se alimentam, dormem, e se você não souber guiá-los por nosso mundo frente ao mundo real, eles podem danificar nosso espelho interior ou pior, a película da realidade.
 Uma das boas formas de conhecê-los ou pelo menos percebê-los é tendo a grande aptidão de encará-los de frente, seja em tristeza, em fúrias, em euforia ou indiferença. Não consegue entendê-los? É simples: Você não está em linguagem semelhante à deles. Não avance, como um caçador. Estenda a mão e espera, com o passar do tempo será digno de sua confiança e aproximação.
 Outra forma bem peculiar de ter uma boa conversar com seus próprios monstros é colocá-los em volta de uma fogueira, tocar uma leve e suave canção estilo lullaby e quando todos relaxarem, o abraço conjunto de afeto e carinho, abrigará todos em conforto e será uma ótima hora de conversar.
 Não se contente com seus monstrinhos de sempre, lembre-se sempre que eles procriam. Isso mesmo! Assim como nós humanoides, eles conseguem perpetuar a espécie e nem sempre é uma coisa. Super população de monstros no nosso celeiro personalístico pode ser uma grande confusão de espaço e atenção entre eles. E isso nunca é bom, nem no mundo "real", imagina nossos ideais em conflito?! É crise na certa!

[construindo]

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Tomar Coca Cola Com Você



Tomar coca-cola com você (Ricardo Domeneck)


é ainda mais divertido que ir a São Francisco, La Jolla, Tijuana, Tecate, Ensenada

ou ter o estômago revirado de enjôo na Madison Avenue em Nova Iorque

em parte porque nesta camisa laranja você me parece um São Francisco melhor mais feliz

em parte por causa do meu amor por você, em parte por causa do seu amor por vodca

em parte por causa das margaridas laranjas fluorescentes cercando os ipês

em parte por causa do mistério que nossos sorrisos vestem diante de gente e estatuaria

é difícil de acreditar quando estou com você que pode haver algo tão imóvel

tão solene tão desagradavelmente definitivo quanto estatuaria quando bem em frente

no ar quente das quatro da tarde em São Paulo nós vagamos em círculos um entre o outro

sem parar como uma árvore respirando por suas oftálmicas

e a exposição de retratos parece não ter qualquer rosto, só tinta

você de repente pergunta-se por que diabos alguém deu-se ao trabalho de fazê-los

olho você e preferiria olhar você a todos os retratos do planeta com exceção

talvez do Auto-Retrato com corrente de ouro de vez em quando que está no MASP

a que graças aos céus você ainda não foi então podemos ir juntos pela primeira vez

e o fato de que você se move tão lindo resolve mais ou menos o Futurismo

assim como em casa eu nunca penso no Nu Descendo uma Escada ou

num ensaio um único desenho de Da Vinci ou Michelangelo que antes me boquiabria

e de que adianta aos Impressionistas toda a sua pesquisa

quando eles nunca conseguiam a pessoa certa para encostar-se à árvore ao pôr-do-sol

ou a propósito Marino Marini se ele não escolheu o cavaleiro com o mesmo cuidado

o cavalo é como se eles tivessem sido fraudados em alguma experiência maravilhosa

que eu não pretendo desperdiçar o motivo pelo qual estou aqui falando tudo isso para você.

Retrospectiva 2011


 Já que na ultima semana do ano sempre há famosas retrospectivas, decidi fazer uma do tipo musical. Segue os meses e o clip ou só música que mais corresponde ao resumo do mês, seja em pessoas, lugares ou situações:

Janeiro - O início de tudo ou apenas continuação?


Fevereiro - Uma festa aqui, um encontro alí... muita gente que conheci.


Março - Parem a Terra... Eu quero descer!

Abril - Looping


Maio - Despedaçado por uma promessa.


Junho - Nem tudo, nem nada.


Julho - Férias? Ou sérias?


Agosto - Mês do tudo pode acontecer.


Setembro - Ahh.. setembro...


Outubro - Mês tenso, de informações, pessoas, lugares, sustos e surtos.. buuuhhh


Novembro - Me achei em perdição ao encontrar o que se foi.


Dezembro - Só dezembro.


Não esqueci de outras boas trilhas sonoras da minha vida, como A BANDA MAIS BONITA DA CIDADE, LADY GAGA, USHER, GETTA, LMFEO, LUAN SANTANA...
São vários momentos, mas poucos se traduzem tão facilmente quanto estes vídeos a cima. Pra quem curtiu, um beijo, pra quem não curtiu, um beijo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Presentes


Presentes que não custam dinheiro, mas custa nosso amor.

O presente do escutar
Mas você realmente deve escutar.
Nada de interromper, nada de sonhar acordado, nada de planejar sua resposta.
Apenas escute com interesse, afeto e atenção!

O presente do afeto
Seja generoso,  com abraços e beijos, tapinhas nas costas e aperto de mãos na hora certa.
Deixe estas pequenas atitudes demonstrarem o amor que você tem por seu presenteado.

O presente da risada
Recorte desenhos. Compartilhe artigos e histórias engraçadas.
Seu presente vai dizer “Eu adoro rir com você.”

O presente de um bilhete
Pode ser simples “Obrigado pela ajuda” ou um soneto inteiro.
Um bilhete, mesmo que pequeno, manuscrito, pode ser lembrado por toda a vida, e pode até mudar uma vida. Diga do seu amor ou gratidão por algo específico.

O presente de um elogio
Um simples e sincero “Você fica muito bem de vermelho”, “Você fez um excelente trabalho” ou “A comida estava maravilhosa” pode tornar o dia de alguém melhor.
Imagina o impacto de ouvir isso de alguém próximo!

O presente de um favor
Todo dia, saia da rotina e faça alguma coisa gentil.
Telefone para perguntar como vai, passe por lá para deixar um lanche ou ajudar em alguns afazeres.
Ajude-o a entender aquela carta ou conserte aquela torneira que pinga sem parar.

O presente da solidão
Há momentos quando não queremos nada além de ficar sozinhos.
Seja sensível a esses momentos e dê o presente da solidão, respeitando o presenteado sem, entretanto deixar dúvidas quanto ao seu apoio incondicional.

O presente da disposição alegre
O caminho mais fácil para nos sentirmos bem é dizer uma palavra gentil a alguém. De fato não é tão difícil assim dizer “Olá”, “Muito Obrigado.”

Surto


 Quando a realidade se mistura com a imaginação cria-se o universo surreal. Chamado por psicanalistas de Surto ou metaforicamente de imersão reflexiva. Na verdade você só percebe que era um surto quando você acorda deste. A imaginação flui de uma forma imprevisível e às vezes hostil.
 De qualquer modo pode-se controlar isso com terapias, medicações e bloqueios criativos. É necessário dosar tudo o que te leva a ter esses ataques psicóticos, pois em grave escala pode ser danoso a si e à outrem.
 No meu caso comum, a imersão acontece de forma sutil. Muitas vezes tenho noção do acontecido por detalhes do tempo, músicas que começo a ouvir na faixa 01 e do nada etá na 16, quando estou assistindo um filme e quando dou por mim está passando outro nada a ver, ou quando é noite e já vejo o dia ameaçando chegar. 
 Isso tudo acontece de forma que tenho pensamentos dentro de pensamentos. Acontece que quando este é resultado de reações públicas ou em conjunto é perigoso. Me vejo flutuando por aí sem rumo, e observo o meu envolto e me deparo com olhares de surpresa e inquietude. 
 De uns tempos para cá, mais ou menos um mês, está acontecendo com mais frequência. Não só os estalos criativos, mas também os psicóticos. No ultimo domingo tive contáveis 06 surtos, derivados de situações nada agradáveis. Me pego conversando consigo e as ações continuam, continua a conversa, as piadas, os comes e bebes e POW, escuto alguém me chamando ao longe e quando caio em mim... constrangimento certeiro. Todos olhando para mim com cara de "Esse cara é maluco!"
 Nesses tais surtos é que me deparo com pensamentos nada legais, quando me jogam as comparações, erros e acertos. Os fantasmas da alma aparecem para desgrenhar os conólitos.
 Todos os meus problemas oblíquos surgem quando eu me calo, logo tenha certeza, o meu maior inimigo sou eu mesmo. O silêncio que perdura em realidade, na verdade são grandes gritos e urros em um universo milesimal. Como no filme do Horton onde existia um universo inteiro dentro de um grão de pólen, só que na minha mente existem safras inteiras, com alguns grão não tão bons e outros não tão ruins.
 De cantarolar com móveis e animais até estrangular pessoas em pensamento, os delírios da mente que perdoa, pode ser algo interessante de se estudar, mas não tão interessante de se conviver, a não ser que você queira compartilhar desta loucura.



 

Como Se Fosse...


 Acordar todos os dias dizendo "Bom Dia" para alguém que dormiu ao teu lado não é algo que me parece real. Por mais que eu tente, por mais que eu acredite, luto todos os dias por isto que se renova a cada noite que se vai. Acordo com a certeza de lutar mais um dia pela batalha do risco. Não é questão de não sentir ou duvidar, mas por temer ser apenas mais um, como sempre foi. A cada "Te Amo" dito em um escuro vazio de colorido e lotado espaço aqui dentro. Em tensão por não se mostrar leviano ou impuro ao sentimento ofertado com tanta gratidão, imagino como é difícil alguém me amar por tentar ser tão complexo em tudo...

 Mas por favor não desista!

 Me cativas como ninguém, como nunca alguém me convenceu a continuar tentando, como se não houvesse um ontem ou um hoje, como se sempre o amanhã fosse construído de esperanças que depositamos a cada sorriso, a cada discussão, a cada ida e vinda. Como num filme qualquer onde há tramas e intrigas, reviravoltas e os óbvios clichês, como se eu tivesse superpoderes ou até mesmo se quissemos dominar o mundo... 

 Só espero não ser um fardo, algo que canses em fazer, ninguém é perfeito e estou tentando, mas todo sentimento que surge aqui dentro mesmo que seja reflexo de antigas cicatrizes, é tudo muito novo. Como um desafio que temos que enfrentar, eu consigo e tu comigo. Sei que não é fácil lidar com senhas e dizeres, mas a cada passo que damos a isto que me forças a acreditar, são menos quebra-cabeças, menos complicações e evasões de pensamentos. Por mais que eu me prenda no meu refúgio, me sinto mais confortável ao teu lado, por mais que você se pareça hostil algumas vezes.

 Minha guarda vai baixando a cada esclarecimento que você se propõe, a cada elogio que não sei receber, a cada verdade dita em argumentos fundamentados em sentimentos. Em algumas coisas ditas no silêncio do teu olhar... 
           o teu olhar...

 Ninguém disse que seria fácil, se doar de tal forma...

 Ninguém disse que seria fácil, te ter em realidade...

 Ninguém disse que seria fácil, se eu nunca tentasse...

 Ninguém disse que seria fácil, enfrentar o mundo...

 Ninguém disse que seria fácil, ao teu lado...

 Alguém me disse que seria fácil, se eu acreditasse...

 E foi isso que eu fiz.

 Acreditar e tentar ser aquilo que sempre quis. Aquilo que vejo em você, no castanhar dos teus olhos tentando me fazer feliz.

 ...a primeira vez.

Pegadas


 Pode-se dizer que me encontro novamente nesta encruzilhada de uma única via. Problema menor de todos é o caminho encontrado, para quem não sabe onde ir, qualquer atalho vale. Seria possível uma não interferência da razão neste caso, mas não seria eu se eu mesmo deixasse de fazê-lo.

 Sem muita preocupação andei por aí, sem querer ir ou voltar, apenas andei. Sem questionar ou sobrepor, continuei sem pensar, agora que tudo se fez calmo me pergunto o que fazer. Não por ficar sem saber o que fazer, mas por visualizar opções múltiplas em uma distância pouca. Observando as pegadas que deixei e as promessas que ouvi por esse curto trajeto.

 Sei que isso não é nada além de coisas que vão passar com o tempo, assim como tudo nesta vida, mas não teria como deixar de alimentar a sensação que me consumiu por duas vezes em uma mesma semana. Sensação que você me trouxe do desconhecido e me fez cantarolar em imersão. Ainda não sei se és verdade ou ilusão, por enquanto deixo isso por depois, para o agora apenas o agasalhar da inquietude que macetou cabeça em insônia.

 Me vejo hoje como ele ontem, com tanta felicidade em fotos e achando que tudo seria para sempre. Triste saber que desde aquele tempo os flertes avançavam até um propósito consumado. Minhocas cômodas se entranham em questões respondidas com desdém. O apreço da certeza não evapora do ar em réplica, apenas o titubiar do entre olhar ou até mesmo a fuga da íris em cenário é o que me dou em respondido. 

 Posso estar engando, posso até ter razão. Uma questão não responde outra questão enquanto as ações se contradizem. Não se deixe iludir por meias palavras, às vezes quem se cala é quem mais fala. E mesmo em temperamento insano, prefiro minhas verdades que sua dúvida, pois por mais que doam ou não faça sentido, ainda assim é verdadeiro.

 Antes de perguntar se você é bom para alguém, descubra o que é bom para você mesmo. Aí você vai ter o começo da certeza que procuras para saber se é hábil em continuar seguindo em frente. Não se importe se estás sozinho por enquanto, sei que às vezes é bom saber que há outras pessoas indo na mesma direção que você.

 Se tens a oportunidade de continuar caminhando aos braços dados com alguém, faça-o de forma especial. Não machuca, não maltrata, não se faz por omisso. O eterno é o mais simples e não o mais espalhafatoso, é nisso que se constrói a humildade e carinho. Se errou ou se está errando, mude. Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O invisível



 Quando somos pequeninos, imaginamos de todas as formas possíveis usar ou ter poderes super super. Seja membros elásticos, coisas de aranha, ser um cara super foda que se torna fraco ao ver uma pedrinha verde brilhante... que tal quando ficar com raiva ficar gigante e verde? São vários poderes que o mundo dos quadrinhos (HQ's), desenhos animados (Cartoons), filmes diversos e outros modos que nossa própria imaginação nos remete.

 Um dos poderes mais comuns no mundo real é o da Invisibilidade

 Tirando a parte de ficar nu para poder usufruir de todo potencial invisível, quando eu era menino, eu queria ter esse poder de ficar invisível. Não só para pregar peças, mas para ajudar pessoas, tipo um policial, ninja, maluco, seja lá o que for... eu poderia fazer quase tudo sem ser visto. Porque eu queria não ser visto.

 Hoje sou invisível.

 E olha só, não é tão legal assim.

 Me pego em situações constrangedoras e por mais que eu seja invisível, eu estou alí. Me faço todo presente. A opção de invisível não é minha, são deles. E o que torna pior é não poder fazer nada a não ser sorrir ou calar. Aceitar esse método de conforto alheio apagando personagens numa tarde agradável ou uma noite em festa é, assim de um todo, cruel.

 Quem dera fosse apenas uma vez ou outra. Quem dera fosse ser não marcado por um estranho. Quem dera fosse realmente invisível e pudesse sair daquele lugar junto com a humilhação que me desabara em solidão.

 Não ser chamado para as festas, não ser convidado para conversas, não se ver nas fotos de passeios com seus amigos, não ser tópico de atenção em uma roda de debate, não ser mencionado como companhia para outros ao telefone... São tantas formas que eles nos dão como alimento a esse poder forçado chamado invisibilidade passiva. De passivo apenas a forma, pois ela é muito ativa no dia a dia.

 Me entristece tanto essa forma desamigável de nos mostrar o quanto não somos importantes que hoje não tenho nenhum sentimento a não ser pena. Cansei de chamar a atenção quando ignorado, quando não mencionado, quando retirado de qualquer conversa. Fico em pleno silêncio e me afasto de qualquer ato que alimente tal forma de manifestação para o não-visível.

 E pouco a pouco vou-me dissipando a forma e cor que me deram outrora, visibilidade hoje que não é importante ou querida. Afastando o real e tomando esse poder para si.

[construindo]

sábado, 10 de dezembro de 2011

Silêncio



Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.


Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.


Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.


Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.


Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.


É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.


Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.


Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
“Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!”


É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.


É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.


Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.


O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.


E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Destaque



 Ou eu sou muito ingênuo, ou realmente o povo não tem o que fazer a não ser fazer fofocas e intrigas da vida alheia. Tanta roupa pra lavar, tantos pratos pra secar, tantos paus pra enfiar no teu cú.

 Peguei ar e acho digno de um desabafo. Pelo quê?! Simples fatos de comentários e postagens nas redes sociais. Pra ser mais específico, postagens e a atualizações no Facebook. Já passei por isso umas outras 5 vezes só de uns 3 meses para cá e eu vou acabar ficando fora do mundo virtual por essas coisinhas.

 Ninguém pode mais comentar fotos, curtir publicações ou citar pessoas que já rola uns comentários maldosos. Se você adiciona alguém já está de esquema, se começa a curtir as publicações então... tá pegando na certa. Oi, você já tomou no cu hoje?

 Falta de decoro é o caralho! O povo que se diz meus amigos são os primeiros a invertar coisas sobre mim, depois reclamam que eu não ligo, não apareço... Você que sente a falta da minha presença já se perguntou qual é a merda que você fez ou anda fazendo para que eu não tenha a mínima vontade de falar ou estar com você? Ah, não... eu esqueci que você só lembra de mim quando não há mais outra opção de amizade ou saidinhas, ai, desculpa por isso.

 Queria ser assim como você. Uma pessoa puta, digo culta, com todos os seus valores que são estampados no seu cartão de crédito da C&A. Desculpa mas eu não uso crédito, eu uso dinheiro vivo. Podemos marcar sim para sair, mas por favor não venha querendo passar a noite inteira com o mesmo copo de whisky com redbull, ou querer dividir uma garrafa de um whisky genérico com outras sete pessoas. SE VOCÊ É RYCA PAGA TUDO PORRA! OU PAGA SÓ PELO TEU!

 "Ahhh você conhece fulaninha? Desde quando hein?!
  Desde que você começou a se prostituir de graça, vadia!

 Não sabia que havia essa história de amigos exclusivos. Ninguém nunca me avisou dessa brincadeira que você não pode socializar nas festas e eventos. E que fique claro que eu não quero roubar amigos, amigas, primos, primas, namorados, namoradas, maridos, esposas, nem animais de estimação. Já me chamaram de tudo nessa vida, inclusive de ladrão de amores, seja ele pessoa física, jurídica e animais.

 Quase todos que conheço me dizem que tenho cara de e caráter de pessoa honesta e boazinha, mas é interessante quando há aproximação de terceiros e tudo muda, é quando eu era amigo legal, o cara mais foda da festa e me trasformo em "Pacifista Armado", o cara que pode roubar os sentimentos e atenção de qualquer pessoa assim, num piscar de olhos.

 Enquanto o povo, mundo externo e insignificante, continua a inventar coisas sobre minha pessoa. Continuarei no meu cantinho de sempre, fazendo minhas coisas de sempre, sem alarde ou paêtes, sem gritarias ou bandas de rock. Tendo agora expressão singular aos olhos do virtual. Onde deletarei 90% da minha agenda telefônica, e outros percentuais do povo que me adicionou nas outras dezenas de redes sociais e que nem jogam nada comigo e nem se quer me deram um Oi até hoje.


Nota: Pessoas bizarras me cutucam diariamente!

Puzzle


 É típico as desventuras no mundo emocional. Começamos acreditando em tudo e em todos, nos jogamos no abismo desconhecido.
 Eu nunca entendi muito bem quando as pessoas falam em se completarem. Sei que sinto um vazio indeterminado dentro de mim e que possivelmente não é fome. Tampouco será qualquer coisa material que se possa comprar na loja de departamentos mais próxima.
 Não consigo sentir isso que eles chamam de Perfeição Amorosa, Alma Gêmea, e outros bla-bla-blás novelísticos que usamos como metáforas ou analogias de situaçõs do cotidiano material. Seria eu, o coração gelado da história? Ou será que as pessoas querem viver na utopia?
 Ter alegria em plenitude pode até ser considerado um dos critérios para ter uma vida tranquila ao lado de alguém que você ama, mas dizer que aquela pessoa te completa... acho muito forte. Se se parar para analisar quantas pessoas realmente se completam e vivem juntas por bastante tempo, acho que encontraremos apenas nossos pais, pois estes sabiam contornar e enfrentar situações por longos anos, e quando realmente não dava... não dava mesmo. Cada um pro seu lado, às vezes continuava a amizade, às vezes matavam todas as memórias possíveis.
 Ainda assim, não é como hoje. Onde as pessoas buscam uns perfis meio fakes para se decidirem, geralmente a análise vem a patir de coisas que você possa oferecer como estabilidade, um bom emprego, uma boa família, uma boa casa, um bom carro... tudo vem acompanhado de um adjetivo plástico que não significa que seja possuidora de uma boa pessoa.
 Embora seja um complexo quebra-cabeças, me vejo como um inexplicável enigma que não tem nada a oferecer, sem bons pra lá e nem bons pra cá. Quando eu encontrar o Auto-completar talvez tenha certeza que poderia completar alguém, mas ouvir que completo aqui e alí, ou em algumas situações só me choca cada vez mais, não por deixar de acreditar, mas por não conseguir sentir o mesmo. Fazendo aquele bicho chamado insegurança crescer imensamente. Alimentado pelas comparações de tu e mim, de nós e eles, de eu e eu mesmo.
 Sempre achei que vim com defeito. Defeito de fábrica. Defeito em partes do corpo, defeitos em sistemas biológicos, defeitos de personalidades e psiqué, defeitos de atitudes e combinações, defeitos em gostos de vestir... Vir faltando um pedaço principal desse puzzle que se chama Kristianno Fireman, não seria um defeito inesperado. Afinal de contas defeito é tradução livre para meu nome. Defeito é algo que me torna especial.

Dizem que melhor é sempre seguir o seu coração, mas quando seu coração está partido, qual metade devemos seguir?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Romeu


 Vivemos procurando algo que nos complete, que nos sobressaia em atitudes e pensamentos.
 Errado caminho que fazemos para encontrar o conforto da felicidade.
 Errado também é dar crédito aquilo que é mais favorecedor a nossa proteção.
 Errado é sentir que tudo está bem só porque estamos bem.

 A credibilidade dos sentimentos é verdadeiramente percebida entre o mundo inteiro quando esta se faz presente em todo o seu potencial. "Há duas coisas no mundo que é impossível fingir: A primeira é quando estamos bêbados e a segunda é quando estamos apaixonados." De fato as expressões são claras, porém cabe a você decidir se continua com isso ou se pretende fingir.

 No meu caso, busco a melhor forma de pependicularisar os pensamentos de ontem no contato de hoje, pois sei que se eu não fizer isso agora, amanhã terei convicção plena do que eu não quero... de que eu não quero isso para mim. Não ter a base fundamental do relacionamento é como construir um barco sem proa. Um carro sem capô. Uma casa sem telhado. Tudo é muito seguro até que algo o abale.

 "Coração não é panfleto de rua, para entregar ao primeiro que passe." Tema todos aqueles que te prometem o mundo, o céu e a terra. Tema tudo e todos. Apenas Tema! Confiança é um voto que se firma a cada dia, pois é algo volátil o suficiente para ir e nunca mais voltar. Tipo, é muita gente apaixonada, pra pouca gente que vale a pena se apaixonar. O povo acaba quebrando a cara por querer, por não ter opção.

 Não se torne áspero em acreditar no impossível. Torne ávido o instinto de continuar a perseverar em todo o complexo emocional que nos toma de uma vez só, a paixão e o amor pode sim ser algo que se desfrute de forma real. "O amor é puro e belo, é mais intenso que uma amizade, nele um simples abraço se torna uma proteção, e uma única ação é capaz de te mudar."

[construindo]

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

You Came


 Encontrei-me conversando com os mesmos botões, aos poucos o silêncio ensurdecedor fora tomado aos berros de alguém que me chamava lá do outro lado. Eram gritos e socos na madeira maciça. 

 Me aproximei daquilo que se chamava porta, aquilo que me conectava com o mundo externo ao meu coração. Ouvi alguém batendo e temendo que fosse realmente alguém, me aproximei aos poucos. Quando coloquei a mão na maçaneta da porta comida pelo tempo, o bater do outro lado parara. Rolei maçaneta ao horário e aos poucos abri a única coisa que me separava do real. A luz do mundo exterior invadia o vazio do meu recinto cultivado com desdém.

 A claridade queimava os olhos daquele que se abrigava na escuridão do amor próprio. Mesmo ouvindo os pássaros de onde vinha a brisa que arrepiava a pele, temia por ser mais um truque da vida. Um alarme falso de uma grande oportunidade.

 Você trazia confiança no rosto, um sorriso que não se escondia em outra coisa senão a própria alegria. Você deu um passo adentrando meu mundo e sem pedir licença foi forçando a porta. Fiquei estático e ainda tremendo em choque, você tomou a maçaneta ao qual eu apertava em tensão do desconhecido. Pediu para que eu confiasse, piscou o olhar faceiro e logo eu soltei aquilo que eu conhecia.

 Meio dentro, meio fora, ao sopé da solidão você tomou fôlego. Fingiu que estava tudo bem só para me dar um pouco de conforto. Me deu bom dia, tomou minha mão para si, encontrando as quatro mãos ao nosso peito, enconstando corpo a corpo em sincronia, me fez a pergunta mais incrível do mundo:

Cheguei,
Você está pronto?

 Me puxou para fora em súbito. Os raios de alegria tocou a pele seca de paixão pela primeira vez. Olhei em volta e tudo era ávido e coloridamente teatral. Um turbilhão de emoções tomou parte de mim e ainda segurando a tua mão quis voltar em medo. Apertou-a em segurança, me lembro como hoje, lembro que você não quis soltá-la... mas não foi por querer forçar, mas para demonstrar que eu estava seguro.


 Mesmo assim eu retornei. Estava onde eu sempre estive, na minha zona de conforto. Você entrou e junto, toda a vida que florecia lá fora. A cada passo que você dá em minha direção, me mostrando que tudo é possível assim como tal eu acredito que seja, a cada móvel que você cria em conjuntura ao meu pensamento, mobiliando minha mente vazia e criadora de caos comum. Eu confio cada vez mais que tudo isso não seja mentira, que não seja ilusão de uma criação metódica do subterfúgio da solidão que me acompanhara por décadas.

 Não me vejo hoje sem poder acreditar nesse universo que você me cria a cada dia, no mundo em que você deposita esperança e amor. Acredito em nós dois.
 Acredite, Eu estou pronto!

Pequenas Grandes Conquistas

A pergunta era simples: Qual a grande conquista que você só conseguiu quando adulto? As pessoas respondiam coisas diferentes umas das o...