terça-feira, 9 de agosto de 2011

Flerte Fatal


Maceió,
Cinco e três da manhã e sinto a ferrugem
Telefone continua calado
Chego em casa e tomo meu whisky
E alimento mais minha solidão
O gosto amargo insiste em permanecer no meu corpo
Corpo
Corpo
Está nu
Gelado com o peito ardendo
Gritando por socorro
Prestes a cair do décimo quarto andar
A sacada é curta
O grito é inevitável
Eu vou acordar o vizinho
Eu vou riscar os corpos
Eu vou te telefonar
E dizer que eu só preciso dormir

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