sábado, 30 de julho de 2011

Marte


       Ontem gastei todo o meu dinheiro e comprei um lote em um condomínio em Marte. Eis a foto, cedida pela NASA, do meu pedaço de felicidade. Paguei caro para ter largura. Sem gente, sem bicho, sem planta, sem carro, sem computador. Eu e a imaginação poética vamos morar no sideral grandão. No ser tão demais.
       No aberto. Pretendo não manter mais contato com os tolos, nem com os que habitam a minha mente no estúpido convívio com o passado. O distanciamento objetivo é algo peculiar e mortal, apenas para aqueles que não sabem o que é dor.

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