quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ternura



Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Quem é você?


 Eu tinha visto esse curta, mas não tinha percebido o quanto era chocante a combinação com minha vida. Se você não tivesse me passado o link por email com o título "Um breve resumo", eu nunca teria percebido. Poderia perceber posteriormente, mas não hoje, não esses dias. Vi esse ad de forma sutil e apenas só.
 Interessante como gravamos músicas à pessoas e situações, não sou o unico que lembra de pessoas com determinadas músicas, e isso às vezes é bom e às vezes não. De qualquer modo o senso nostálgico é latente.
 Só para fechar o tópico "Dudu e Mô", fora um rumo que não tomei, mas acho que até a metade foi muito igual a minha vida. De fato que nunca gostei de Legião Urbana, embora andasse no P7 e fosse do RPG e ROCK. Mas nunca a voz meio sei-lá do Renato Russo me agradou... acho que foi mas viral que gosto, pois todo mundo que andava no P7 tinha que dizer que curtia legião. Desculpa, mais minhas raízes do Rock são provindas do Iron Maiden e bandas Heavy, de gosto brasileiro só comecei a desfrutar de alguns da velha gurada tipo Paralamas do Sucesso muito depois.


 Não importa onde você esteja, a música estará lá. Pode ser em leves batuques no guichê do banco, pode ser durante alguns segundos no atravessar de andares dentro do elevador, no ônibus, metrô, carro, avião, na rua, na Tv, no óbvio rádio... SEMPRE haverá música. Quando optamos por carregá-la conosco, seja em players ou escrita, ou até na cabeça (Tem músicas que ouvimos apenas alguns segundos e ela gruda no cérebro até Deus sabe lá quando, exemplo: J. Andrade é J. Andrade), tomamos como objeto de personalidade a playlist que carregamos. Todos nós temos nossos preferenciais de música e estilos, variando de situações e épocas, mas algumas ficam lá durante um bom tempo. Eu mesmo curto British Music, Radio Music and Eletrônica (desde Drag Music até Minimal), algumas dessas que carrego comigo, quando tocam eu fico estático lembrando de momentos e pessoas, que ser surpreendido como eu? Coloca teu i-pod no Random e vai pra algum lugar que demora no mínimo uns 30 minutos, acho que logo nos primeiros 2 minutos de qualquer música você já vai estar viajando a milhares de pensamentos-luz.


 Mas cuidado! Algumas músicas podem trazer péssimas recordações e isso faz o coração doer, seja dor de perda, saudade, mágoa, raiva, rancor... não importa o sentimento de erro que você sinta, só vá com calma, pois há quem diga que é bom curtir o som com um sentimento ruim para deixar fluir (Uso muito isso para explorar meus sentimentos difíceis e indescritíveis de emoções ruins), mas também tem pessoas que não sabem apenas sentir as memórias e acabam revivendo toda a dor e caindo em looping e introspecto decadente. Sempre que for curtir uma fossa, vá com alguém ou vá sabendo voltar, entretanto se souber curtir um clima down sozinho e de boa, apenas aconselho um bom vinho.


 Se minha vida tivesse uma trilha sonora, poucas faixas seriam de MPB, pera lá, não é que eu não goste, mas meu nervo lésbico só é um pouco aflorado para tendencias mais alternativas e/ou muito famosas. Não sou de curtir tudo que se toca no violão, mas sou fã de versões acústicas. Não é MPB eu sei, mas vamos dizer que compensa minha falta de brasilidade sonora em sentido "unpluged". Sou tendente a boas e grandes obras antigas desde a Bossa-Nova e o Indie, mas de fato MPB é raro em meu sonoro paladar. Vamos ver se eu consigo aprimorar esse aspecto até eu ir embora para a Europa.


 O que vale é você se sentir bem com a músicas a sua volta, aquela que faz teu coração bater mais rápido ou mais devagar, aquela que você sente correndo nas veias, sobe para a cabeça e o corpo entra em modo automático. A música que nos marca faz nosso corpo se tornar mais leve, mais desprotegido de todo o mal sonoro que se passa lá fora. Por isso que prefiro as que tem batidas legais, sejam rápidas ou devagar, mas que funcionem como um anestésico para o mundo cinza que vejo todos os dias. O mundo monocromático do habitual é tingido pelas cores da música (concordo isso foi muito Cindy Lauper), enfim você entendeu ¬¬'

[em construção]

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eu Não Quero Voltar Sozinho




Vamos do começo: o curta-metragem "Eu Não Quero Voltar Sozinho", dirigido pelo cineasta paulistano Daniel Ribeiro, é um filme de rara delicadeza, extremamente sensível, realizado com competência técnica e cuidado artístico inquestionáveis.

Desde 2010, o filme vem sendo exibido e fartamente premiado em festivais e mostras de cinema no Brasil e no exterior. O curta conta a história de Léo, um menino de 15 anos, cego, que se apaixona por um colega de classe.Como prova de sua qualidade e de seu cuidado ao lidar com dois temas ainda tabu - homossexualidade na adolescência e deficiência visual -, o filme foi incluído no programa Cine Educação, em parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos.

Eu, sinceramente, achei fantástico! O curta se desenvolve num clima tranquilo, parecendo mesmo um longa. É simples e objetivo. Lembra uns filmes nacionais lançados recentemente com essa temática simplista estudantil e conflitos reais, não tem palavrões nem tiroteios... Creio que só o povo alternativo/Cult é que pode, eu disse PODE, admirar esse tipo de filmagem.

Leia-me


Ontem, hoje e amanhã você usou e usará a palavra por que;
Porque, porquê, por que e por quê;
Talvez seja por esse motivo que existam tantas formas de se dizer porque;
Mais uma vez eu queria muito poder te ajudar e te dizer o porquê. Mas também não sei.
Na verdade eu sei, só que não é apenas um, dois ou três motivos. São muitos.
Talvez seja porque me sinto bem em lebrar que você sorriu pra mim;
Talvez seja pelo motivo que mesmo que tudo seja complexo, a simplicidade acontece em lembrar de você;
Talvez seja porque não vejo maldade em querer bem a uma pessoa;
Talvez seja porque sentir carinho por alguém ainda não inseriram na lista de crimes;
Talvez seja porque sinto em você uma pessoa forte por fora e frágil por dentro, uma pessoa que se sente segura para dar conselhos e sozinha quando o momento é de receber esses mesmos conselhos;
Talvez seja pela forma carinhosa que meus olhos me obrigam a olhar para vc;
Talez seja porque sou um descocupado, então preencho meu dia pensando em você;
Talvez seja porque por mais que eu já tenha tudo que preciso para ter inspiração no trabalho, pensar em você aumenta ainda mais minha cota inspiração;
Talez seja porque momentos assim é que nos mantém no equilíbrio entre o certo e o errado;
Talvez seja porque sinto que mesmo que você não diga ou negue, isso também te faz bem;
Não estou exigindo ou ao menos pedindo que você saia correndo e venha ao meu encontro para passarmos o dia todo sorrindo juntos, não estou pedindo que você me beije, não estou pedindo que você deixe eu tocar o seu rosto, não estou pedindo que você deixe eu sentir o seu cheiro de mulher, não estou pedindo que você faça nenhuma loucura, não estou pedindo que você deixe de comer ou dormir por isso. Só te peço que aprenda a conviver com alguem sentindo carinho por você.
E se mesmo assim você ainda achar que deve perguntar o porquê, teremos que marcar um dia e sair batendo de porta em porta e perguntando, talvez alguém nos ajude a responder essas e outras perguntas que fazemos todos os dias e passamos a vida sem termos as respostas.
Fica bem.

I hate when...


 Olá pessoas que me seguem na surdina. Hoje tenho algo interessante para compartilhar, sim isso mesmo, hoje vou falar-te diretamente o que eu quero: Eu odeio coisas não resolvidas!
 É digno de uma postagem as milhares de noites que passei acordado ou rodando no próprio eixo em cima da cama, não só na hora que era para meu descanso, mas em adição às horas que deveriam ser tidas como sagradas. Algo fica martelando infinitamente em minha mente e isso não me faz bem, não só por não conseguir me concentrar em nada, ao contrário isso toma toda a minha diversa e plural atenção. Os pontos sem nós não são poucos, e quanto mais se perduram no tempo, mais eles se tornam incalculavelmente não passíveis de solução. 
 Mas por quê cargas d'água eu falo sobre isso? Fato! Há alguns meses me dei conta que minha insônia voltara e com ela minha total desafetação (se é que essa palavra existe) com todos os meus singelos interesses. A pergunta se responde com várias outras questões, e tal questões não dependem de mim para solvê-las. No meu calendário de questionamentos possíveis, acredito que tudo tenha começado antes do Carnaval, porém não pelo o que estava a acontecer, mas o que não aconteceu antes. Sem enrolar muito e tentando resumir, não apareceram outras dúvidas perante as situações apresentadas, mas sim possibilidades e com essas possibilidades é que vieram outras íntimas discussões. 
 Não sei se você, caro leitor problemático que me acompanha, consegue entender mais ou menos algo que fora supra citado, mas peço um pouco de reflexão a essas questões e perdão ao stress matinal,  só quem tem uma noite não dormida é que sabe como é uma batalha dar um sorriso ao longo do dia.

 Quando se está em parceria ou em algum relacionamento e o outro não consegue identificar o que fez de errado, ou se ela/ela já digeriu os fatos e argumentos, mas mesmo assim você não consegue deixar passar, aqui vai uma dica: NÃO HÁ DICA!
 Não sou um manual, nem um guia. Mas se liga na questão de cima e responde essa agora: Quem melhor que você sabe o que é realmente importante para se preocupar agora? Acho que não tem não, visto isso é que consigo de vezes em raramente, deixar algumas coisas de lado devido a outras coisas mais importante, que fique claro que isso não quer dizer que eu não me importo, mas, porém, todavia, de certo modo aparecem situações muito mais emergenciais.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Bichos... quantos?


 Não importa! Ter um bicho de estimação, um animal doméstico ou um ente familiar abicharado é sempre bom. Companheiro de todas as horas, esses são nossos parceiros de sentimentos que não falam a nossa língua, isso se não for um Meowth.
 Pois bem, ter um animal em casa é muito mais do que uma planta, pois é como se você tivesse um filho, e por ter tantos cuidados e carinho, é que eles acabam tomando posse de um cantinho na nossa família, como se fosse um parente bem próximo. Ah! pode ser qualquer tipo de bicho, de preferência os cães (na minha simples opinião), há quem prefira só os gatos, só os peixes, só aves, ou todos juntos. O que significa que cada um pode escolher o animal para amá-lo.
 Não sou ativista nem nada do tipo, mas também não sou cruel ao ponto de chutar um cão na rua, acho digno o trabalho de associações e ocip's que tem como interesse as reabilitações e cuidados as animais domesticáveis. E como todo bom cidadão, sou a favor também das adoções. Adotar um focinho é tão legal quanto ganhar um bichano, creio que adotar seja muito melhor que ganhar, mas na hora de adotar algum animal, seja sensato e não seja inescrupuloso. 
 As pessoas vão adotar como se fossem comprar um filho. Como na adoção humana, é fato os casais procurarem recém nascidos ou crianças de pouca idade para guiá-los como filhos naturais sem ter outras preocupações. Do mesmo ocorre com os animais, as pessoas procuram os mais naturais ou filhotes, poucos são aqueles que buscam, de coração, um animal doente ou deficiente.
 Bom, há quem diga que não se deve tratar um animal doméstico como gente, nem gente como animais. Creio que nesta primeira proposta, há de se pensar nos exageros e nos toleráveis:

Seria exagero comprar para meu cão uma coleira de 1 bilhão de dólares, mas seria tolerável comprar uma coleira de até 20 reais, por exemplo.

Mas como cada um é cada um... prefiro não comentar.

Tem bichanos que convivem conosco por tanto tempo, tendo tanta atenção, que às vezes me pergunto como seria nossas vidas sem eles. Vários são os casos de incorporação animal à entidade familiar, e desta podemos sentir o carinho mútuo entre pessoas e bichos. Quem não sabe se é capaz de ter um bebê e cuidá-lo, faz o teste da samambaia e se ela sobreviver por 60 dias, faz o teste do bebê animal... criando um cão ou gato e vê no que dá. (Só espero que todos eles sobrevivam (yn))

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tatoo-scarz

 Ainda busco uma maneira para demonstrar algo implícito na minha alma, minha vontade de transparência com o mundo reflete em algo de cunho permanente. Não tendo sentido ou sensação do fato a ser transmitido, tudo se remete a estagnação da criatividade... O que isso quer dizer? 
 Não vou me marcar com coisas poucas ou sem sentido, não esperarei um fato gravíssimo ou leviano, espero apenas uma ponta de intuição ou querer, para marcar meu corpo com algo assim... marcante! Não sendo redundante, mas enfático, pois uma tatuagem não é algo como roupa, que hoje você colocou porque estava querendo sair de amarelo (nota: Ninguém devia vestir amarelo, nunca combina com nada), pois não se troca tatuagem, apenas as completa ou as cobrem, mas ela sempre estará lá.
 Pensei em coisas legais como tribais, personagens, situações, caricaturas, dark mood, fun mood, mas nada disso me dá uma lógica de querer me tatuar. Eu quero muito me tatuar, pois acho muito legal, mas não me vejo com uma tatuagem simples/vulgar, nem uma daquelas que cobrem as costas toda. Como dizem os russos, em sua reversão, a tatuagem tem que me escolher e é isto que eu espero faz uns 6 anos. Achar uma tatuagem que me identifique, que me faça ter orgulho dessa arte e que transpareça alguém ou algo para o universo, carregando consigo todos os dias.
 Se tiver algum desenho ou arte que você acha que seja a minha cara, ou explique alguma situação, me envie pois estou aberto a todas as propostas... menos casamento.

O mesmo time

Imagem de AmalasRosa Converso com um controverso. É difícil no começo, depois se torna divertido, mas agora é só um monte de repetição. Repe...