sexta-feira, 29 de abril de 2011

...Quando ela me queimou, bem, eu chorei.


- Você quer me dizer mais alguma coisa?
- Que faça você mudar de ideia? Não!

Sei que pode parecer muito objetivo, e até mesmo rude, mas não tinha mais argumentos para contestar. É complicado atingir uma ideia. Nenhuma ideia é simples quando precisa inseri-la em outra mente. É como se você visse o céu laranja e tivesse de convencer outra pessoa do mesmo. Então desistir de lutar e encarei a situação que já estava predestinado outrora. E como não criei nenhuma expectativa, logo não tive frustração. Mas sabe o que é mais estranho? Como eu posso sentir falta de algo que ainda não aconteceu?

Determinar se daríamos certo ou não por diferenças, não é algo que deva levar em conta. Quando duas pessoas se gostam, elas não se dominam, não se submetem, apenas se completam. Não é aceitar tudo. Aliás,  onde tudo é aceito, eu desconfio que não há amor. Mas não estamos falando em amor (sentimento profundo), falo no sentido de gostar em qualquer relacionamento, e um relacionamento feliz é uma conversa longa que parece curta demais.

Após a garoa terminar de cair, fomos embora e nesse pouco tempo de despedida, e um sorriso disfarçado no rosto, dei um breve tchau e observei suas costas me dando adeus, com aquele andar exclusivo e um mundo totalmente novo que poderia ser compartilhado. Ela se foi, levando consigo muitas incertezas, mas tinha em mente que tudo estava bem.

Por mais que não esperasse uma coisa oficial, nem um título qualquer, queria ter apenas a oportunidade de continuar saindo e descobrindo e conhecendo ela. Parecia que tudo estava tranquilo, parecia. Mas não sei como vai ser daqui pra frente, vou continuar deixando a vida seguir, e fazendo tudo dar certo. "Nasceu de um sorriso, cresceu de um beijo, alimentou-se de carinho...e depois morreu?"

Ateei fogo à chuva...


 O medo de tentar é algo insubjugável (que não se deixa subjugar), e quando se conhece alguns sentimentos, ou quando se faz passar por algumas situações, é possível criar um perfil de possibilidades no qual nós vamos enfrentar.
 Quando iniciamos, pela segunda vez, a conversa definitiva, eu já sabia que não poderia mudar sua decisão, mas ainda assim, queria mostrar a você meus sentimentos e pensamentos olho-no-olho. E mesmo após uma manhã cinzenta, onde desde cedo o céu tinha borrado a cor, fiz de tudo para continuar tranqüilo, com a mente livre para qualquer situação.

 Após saber de uma notícia que me deixou abalado, mas que de início não podia fazer nada por falta de informação, desloquei esse pensamento de preocupação da minha amiga e desliguei-me do mundo. Dei atenção apenas à ela, a quem eu esperaria uma conversa branda e de fortes informações.
 Fomos à um lugar pacato e de movimentação jovem, após conversas do cotidiano num fila sem contorno, sentamos ao ar livre, onde não havia ninguém lá, pois ameaça chover. Começamos a comer e conversar.

 Entre novidades e planos de viagens, mordidas e goles, toquei no assunto já esperado. Nosso término. Expliquei que não estava com raiva, só um pouco chateado por não entender o real motivo, mas eu mentia, eu sei qual o real motivo e este motivo é o que realmente eu tinha medo de enfrentar, pois não é simples mas também não é o fim do mundo. É onde se encontra esse problema que me dá mais medo, o íntimo do ser humano e este é um ambiente deveras hostil, e quando se fala em desconhecido é quando há mais tensão.

 Ela me deu várias explicações, com fundamentos basicamente na insegurança, mas essa insegurança que ela passou eu posso conter, pois é a segurança externa. Não digo que eu sou o super-homem ou o príncipe encantado, mas com todos os meus defeitos e qualidades, a de dar segurança é o que mais se expande no momento. Poderia ser teu porto seguro, não por um momento de dúvida, mas por todos os bons e maus momentos, de dia ou de madrugada, meu instinto de dever é surpreendente.

 Saber lidar com o social, separar família, amigos e relacionamento é algo bem simples para mim. Sou uma pessoa bem situada e compreensível, sei como choque de agendas e afazeres podem dificultar o encontro de duas pessoas, assim como algumas saídas são optáveis entre sua turma e seu amor. Acho que a realidade nos mostra isso de forma bem expressa, temos vidas distintas, assim como todas as outras pessoas. Os estudos, trabalhos, experiências, contas no banco... tudo é bem diferente, mas acho que todos tem um propósito comum, não importando esses abismos que nós colocamos. Digo nós, pois eu também tenho vários motivos pra dizer que isso não irá funcionar, mas por mais contras que eu tenha os prós são ainda maiores.

 Entre uma palavra e outra que você falava de forma decorada, enquanto maltratava uma batata frita em um copinho de katchup, eu pedia para você olhar para mim, mas sempre que fazia isso eu via muita confusão em seu olhar, como se mais nada fizesse sentido, e por breves momentos que avistei seu profundo olhar naquela conversa, eu ainda conseguia ver o meu eu que você ficou a martelar se valia a pena.

 Quando chegou minha vez de falar, quando ela perguntou se eu tinha mais alguma coisa pra falar, eu congelei aqueles 3 segundos e mentalmente me levantei dali: Olhei em volta e tudo permanecia estático. A chuva já não mais caía, os carros estavam parados naquele mesmo engarrafamento, passei pelas pessoas que haviam ali, mas não olhei para ninguém, atravessei aquele lugar como se nada existisse, atravessei a rua com ternura, tirei meus tenis na calçada, pisei na areia da praia. Caminhei lentamente até o mar e ali permaneci sentado.

Chorei.

 Havia perdido uma guerra que nem tinha começado. Eu deixei cair, meu coração e enquanto ele caía, você surgiu para reivindicá-lo. Disse que era possível acreditar no simples. Mas eu sempre fui sozinho e confuso, estava escuro e eu estava todo queimado de outras lutas que combati sem propósito. Não tinha inspiração.
Até que você beijou meus lábios e me salvou, e sob a mesma chuva daquela madrugada, hoje permaneço aqui num pensamento dentro de outro pensamento. Eu já tinha dito que minhas mãos são fortes, mas meus joelhos eram muito fracos, para ficar em seus braços sem cair aos seus pés. Me apego ao que é bom, posso até me enganar no futuro, mas sempre persevero no que me faz bem e tento, por isso, fazer tudo dar certo, mesmo que não seja ao meu lado.
 Sempre que estou ao teu lado, mesmo que seja em momentos distintos, eu fico extremamente confiante, me sinto como se pudesse dominar o mundo e dá-lo de presente a quem eu mais gosto neste momento, a minha bravura e extensão da compreensão do real é algo assim muito 
característico, algo impossível de se descrever.
Mas há um lado, em você, que eu nunca conheci, nunca soube. Todas as coisas que você disse nunca foram verdade, nunca foram verdade, há confusão demais para se tomar uma decisão como se tudo tivesse em jogo. E os jogos que você jogaria, você sempre ganharia, sempre ganharia. 
 Parei de chorar por uns picosegundos, e comecei a ver o mar que estava parado, mas continuava a vibrar, pois tudo o que é real tem sua energia movimentada o tempo todo. Comecei a lembrar de todas as nossas conversas que tivemos pela internet, pessoalmente e por telefone, todas as nossas piadas e situações cômicas, todas as nossas viagens que não tivemos, nossas possíveis brigas infinitas de diferenças e todas as vezes que fizemos as pazes, e vamos combinar como somos bons na intimidade imaginada (:$), todas as nossas aventuras sexuais dariam um bom livro (6).
 Me levantei em conformismo por mim mesmo e olhei pro céu, odiei aquele momento por toda minha alma. Voltei  onde tinha deixado toda a realidade paralisada. Mas antes de tudo eu ateei fogo à chuva, e fiquei vendo ela cair enquanto eu tocava seu rosto. Quando ela me queimou, bem, eu chorei, porque eu a ouvi gritando seu nome, seu nome! Me senti perdido em meio às chamas e quando ela caiu, algo morreu.
Porque eu sabia que era a última vez, a última vez!
Volto a realidade.
[continua]

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Erotic Desires


 Conheci a série de álbuns Erotic Desires, por um simples acaso. Estava eu baixando uns álbuns de electro lounge, daí me deparei com o volume 02 desta série fantástica. Baixei imaginando que seria outro lounge. Me enganei de fato, não por ser um sexy dance, mas se for usar pra lounge, use com moderação e com a pessoa certa.

 Literalmente o Erotic Desires (desejos eróticos), transcende a habilidade humana de se segurar, ainda vou fazer o teste de ouvir esse novo album (12)  num clima bem sexy, pra ver o que acontece... Não sei se poderei postar aqui, mas o que eu puder falar que não caia na censura, com certeza vou contar! 

Experimentem esse desejo, é algo surreal. Não só pelo toque, letras e afins, mas por sintonizar bem o "querer".




Aqui vai um pedacinho só pra vocês sentirem a vibe.


http://www.fileserve.com/file/Ewu3bNj

Paixão Frívola

 A paixão frívola é aquela que acontece como qualquer paixão, mas por algum motivo o catalisador da alegria é difundido em questionamentos, grosserias e apatia. É neste momento em que vemos muitos dos sub sentidos da amargura, tais como rudez, a inquietação e a insegurança.

 Os picos de alegria e devaneios são intermináveis, principalmente quando não há segurança nas relações ou pontos sem nós. É incrível como uma tarde maravilhosa pode se transformar no pior dia da sua vida [exagerando ao máximo aqui].

 É fato que todo sentimento que agasalha a frivolidade esconde algo de muito precioso, essa armadura que distancia a realidade do íntimo atua de forma bem concreta. Só quem está disposto a enfrentar essa capa com cara de poucos amigos, é quem realmente sabe do que estou falando. A acidez de palavras e pensamentos é algo inimaginável, como se estivesse de ressaca ou stress latente, tudo é um ponto para explodir.

 O que eu acho mais engraçado é que tipo, quando me deparo que eu sou o agente ativo dessa situação, o meu amor frívolo é algo totalmente apático, tão frio e insensível que é considerado um chefão de nível 100. Se eu não me conhecesse tão bem, poderia realmente achar que nunca veria meus sentimentos tão abertamente como vejo hoje. Saber até onde é a linha da realidade, razão e emoção, conta muito nesses momentos, e talvez só assim é que nós mesmos possamos deixar a frivolidade de lado e seguir com o sentimento real.

 É complexo, complicado, difuso e incostante... mas tudo é um jogo de ação e reação, onde a cada bola lançada é um novo lance, cabe a você saber se vai chutar, cabecear ou deixar bater na trave.

A paixão frívola não é ruim, ruim é você não ter controle sobre esta. Ruim é não se dar a oportunidade de se conhecer e saber o que realmente é frívolo e mágoa, e tentar trabalhar os dois separadamente. Sou um apaixonado frívolo, não nego, mas sei até onde eu posso ir com isso sem magoar as pessoas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

(L)


 Me mandaram um hotmail ontem, perguntando se eu estava apaixonado, pois há muita "emoção" em umas postagens anteriores. Só pra esclarecer, decidi postar sobre minha parte congelada [amor e romantismo] pois tive uma grande, mas grande mesmo, inspiração e apoio. Ahhh, então quer dizer que é verdade?!
Então Bial, não posso dizer nem que sim, nem que não. Não por querer esconder alguma coisa, mas por não saber exatamente onde eu estou. (Ótimo, não entendi nada, Fireman sempre é complexo  u.u')
 Na trama dessa história escondem vários personagem íntimos, mas o foco central não são os personagens mas sim a verdadeira matrona de tudo. A romanticidade. Que como eu gosto de chamar de romanticídio (romantismo melancólico).

De certo modo, meu Eu poeta que é ligado extremamente aos fatos e obstáculos do coração, se vê cada vez mais ativo, de todas as formas possíveis. Espero apenas ter a oportunidade de re-acender este meu mínimo prazer e ele continuar vigorando.
É interessante quantas pessoas se pegam com o olhar de bobo só porque está apaixonado, são pessoas comuns, pessoas com instinto literário vêem poemas e poesias a cada passo que dá, não precisando morrer de amor para sentir esse detalhe romântico. O interessante também, é o quão as pessoas se identificam com algumas citações e situações a qual recorro para contar uns fatos da minha simples vida. Parece que vivemos um novela que é particularmente igual, mas com pontos e personagens diferentes, mas no fim tudo dá na mesma.

O amor ou a paixão são causas irracionais. Quem diz que faz as coisas pela razão é mentira. Quando os sintomas desses dois parasitas começam a atacar, é quase avassalador. Todo o universo se torna possível, e cada centímetro longe da pessoa amada se torna quilômetros de saudades. Ainda bem que a tecnologia ajuda na boa parte da saudade, temos então o celular ou telefone convencional, a internet (msn/orkut/facebook/twitter) e as velhas cartas de amor (que eu #dousupervalor).

Não se compara conversar olho no olho com uma vídeo chamada do msn, mas em tempos malucos onde não se tem tempo pra nada, é uma boa saída. Tal como ligar pra outra pessoa só pra ouvir a voz dela dizendo "Boa Noite" não se compara a ouvi-la sussurrando ao pé do ouvido. 

O físico pode não ter comparação, mas nem sempre é opção. Contentar com o que temos é o sacrifício maior para um relacionamento de agendas diferentes ou de vontades intrigantes. O que vale no fim é o quanto você se permite fazer, ou se permite sentir, para ficar com o seu amado. A máxima de "Dois só fazem quando os dois querem" se encaixa em todas as situações, e nesta, apenas o fato dos dois quererem se encontrar, tenho certeza que farão de um tudo para isso, criarão planos mirabolantes, sacrificarão noite com amigos, ou estes serão cúmplices, só para ter novamente um breve ou longo beijo de quem se ama.

Rush Rush

 A audição é algo fantástico, mas nem sempre é o que queremos num diálogo. Cala a boca e escuta!

 O diálogo é algo imprecindível em qualquer relação, mas nem sempre é algo trabalhado para que funcione. Tenho como comparação meus métodos falíveis de conversa, eu tenho tanto trabalho pra falar algo que minha prática se torna obsoleta, rodo... rodo... rodo... e no fim acabo dizendo poucas coisas, simplicidade nas palavras é algo que pesa em mim. Sou tão complexo nas minhas conversações que prefiro apenas deixar ouvir.

Torno-me um excelente auditor de problemas, um amigo ouvinte, um carinha bacana para conversar. As pessoas estão acostumadas a falar e falar, e eu a ouvir e ouvir, peço apenas paciência quando for minha vez de falar. Sabendo que tenho alguns problemas na comunicação, aprendi um jeito bem simples das pessoas entenderem o que digo, os exemplos e tópicos.

Quando alguém não entende o que digo, eu vou perguntando pausadamente o que exatamente ela não entendeu, para que eu possa explicar só aquilo sem ter que conversar tudo novamente.
Quando eu vejo que alguém já não está entendendo e eu nem cheguei onde queria, faço da conversa uma parábola e jogo mil exemplos do que eu quero dizer, pra ver se através dos exemplos logro êxito.

Mas quando o problema não é só falar, aí complica. Tem pessoas que gostam tanto de falar que não dão espaços para as outras, e isso acaba interferindo muito numa conversação séria. Outras não gostam de falar ou não conseguem dizer o que pensam e acabam aceitando tudo de forma seca. Na comunicação, cada pessoa tem o seu problema, difícil ou raro é encontrar alguém que sabe ouvir e falar de forma moderada, numa situação qualquer ou séria e que esteja disposta a enfrentar os problemas dos outros.

Há quem só fale besteira, há quem seja sério demais, louco demais, grosso demais, simples demais, complexo demais, doce demais, fresca demais, ignorante demais, ausente demais, presente demais...... Tudo demais e demais.

Como qualquer interação entre pessoas, a sensatez deve se fazer presente. Só assim é que teremos a oportunidade de trabalhar a linguagem de uma forma sadia e assim aumentar o nível de amizade ou afeto.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Perspectivas


 Entendo como perspectiva, o modo de ser ver alguma coisa, podendo esta ser material ou não. A cada lugar ou ângulo diferente, se dá uma nova perspectiva.
 Muitas vezes temos um problema numa mão e a solução na outra, e não conseguimos visualizar como fazer tudo funcionar, verdade o provérbio que diz "Quem está de fora, ver melhor."... Não é que se veja melhor, mas sim de outra perspectiva. Esse modo de ver algo é diferente para cada pessoa, pois se trata não só de observar o fato, mas de contribuir com nossas idéias. Assim, não se torna mais simples, mas sim torna-se optável.

Como assim? Quando temos a opinião de outra pessoa, tudo flui melhor geralmente, pois temos uma nova imagem do nosso "problema", e podemos ver as outras possibilidades, ou então, podemos não ter uma nova possibilidade, mas temos a certeza de como tudo acontecerá.

Nem sempre o que esperamos é o que realmente vai acontecer. Amplie suas perspectivas, sinta o possível. Acredite na realidade do inimaginável. Viva!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Amores (Im)Perfeitos

 Amor é uma causa sem razão. O melhor é que a maioria das pessoas buscam a pessoal que elas acham ideal. Sabe qual é a lógica do meu ideal? Simples! Nem sempre o que você quer é o que você precisa, e vice-versa. Príncipe Encantado, só para Disney, bote os pés no chão Michele, veja que nem sempre temos aquilo que queremos, mas sim o que precisamos no momento. A imaginação do nosso ser pode traçar um perfil de pessoa que achamos ser a que mais combina conosco, embora creia que isso seja o melhor, não acho que sejam mais saudável. 

Já conheci casais que vivem anos casados e nenhum deles se combinam, só acharam uma forma de se auto completarem, o que em tese é o mais lógico de se fazer. Usar a racionalidade para unir forças e afeto, num sistema maluco que vivemos é, de certa forma, desafiador. Mas vamos abrir uma mega aspas aqui:

"Se não somos iguais fisicamente, mentalmente e espiritualmente... então qual o sentido de buscarmos alguém que nos propicie tudo o que queremos, como uma alma gêmea?"

Não é o quão seu par é igual à você que importa, mas quais as diferenças entre vocês se fazem completar. A diferença é o tempero do relacionamento, é o que nos torna único. Há de se observar que procurar uma pessoa totalmente nada haver não está neste texto, o que falo aqui é que temos semelhanças e diferenças. Pode ser que a diferença não funcione com você, pode ser que funcione comigo, mas como vivemos num mundo de possibilidades e que no coração não se manda, abro aqui a hipótese dos Antônimos Emocionais.

Cicatrizes


 Após tantas paixões e ilusões, ações e reações, afeto e desapego, nos deparamos com o grande potencial que nosso coração tem em se reconstituir. Óbvio que ele não fica 100% restaurado, mas aos poucos, com o passar do tempo, ele vai se reconstituindo e ficando mais vivo. 
 Vale salientar que por mais tempo que temos, ou amor pra compensar frustrações passadas, é possível ver as cicatrizes que nosso corpo carrega. Algumas dessas cicatrizes são bem notáveis, outras são tão mínimas que não passam de escoriações, que com um pouco de atenção e carinho, na medida certa, vai curando esses leves dissabores.

 Tendo em vista as novas possibilidades de amar, nosso coração pode reagir de forma diversa do esperado, por mais que ele esteja machucado, abatido, dilacerado ou até congelado, ele se mostra de forma verdadeira e intensa. Sério, por mais traumas que alguém possua, sempre a paixão aguda se manifesta, nem que seja por poucos segundos, e isso faz com que o maltrapilho coração pareça vestir uma roupagem de coragem totalmente nova.
 Sendo assim, quando encontrar alguém interessante que possa curar alguns feridas do coração, não o entregue de bandeja, lembre-se sempre: remédios demais causam outras doenças. 

domingo, 24 de abril de 2011

Trilhas



Tenho os pés que pisam nuvens mais que chãos
E um olhar que vê além do que enxerga
Tenho um corpo que aos estorvos não se verga
E uma mente obediente ao coração.
Sigo a trilha que o destino reservou
Entre pedras, entre plumas, bombas, flores,
Caminhando por um chão de ódios e amores
Sem saber por certo quando e aonde vou.
Tento abrir caminho e fazer meu destino
Entretanto sobrepõe-se um dom divino
Empurrando-me ao final que estava escrito.
Não desisto ante o caminhar sofrido
Pois se a senda é um caminho árduo e dorido
O trilhar cumprido é galardão bendito!

Feliz Páscoa


 Ora ora, quem diz que não gosta de chocolate é mentira! E o paraíso é na PÁSCOA.
Em sentido capitalista, páscoa é gastar todo o seu dinheiro em chocolate, puro chocolate, ou ao leite, ou meio amargo, ou com castanhas, ou com... há tanta combinação que fico até com água na boca.

Fora as tentações de chocolate, há toda uma interação quando se dá um ovo da páscoa, seja ele pequeno ou nº50, a reação de felicidade é impagável. Pena que, como todo ano, não dei um ovo se quer pra alguém que eu quisesse de todo afeto, vamos dizer que o destino e a vontade particular não são suficientes ou compatíveis com as minhas vontades e expectativas, bola pra frente e vamos mudar de assunto.

Semana Santa só me lembra que como muito, como se o mundo fosse acabar, tenho que cozinhar para um batalhão, pois tem que ter sempre muita comida, não importando se eu como ou não... Como cozinhar peixes, camarões, e qualquer outro tipo de fruto do mar. Lembra também que até de madrugada passa filme, seriado, desenho ou documentário sobre a vida de Jesus ou algum coadjuvante, e o melhor é o falso moralismo que todos fazem que nessa época ninguém peca ou é pecador, tudo se abstrai, tipo a maldade do natal que também não existe.

Aí você pergunta "Mas então você não curte a Páscoa?" e eu prontamente respondo "#AMOMUITOTUDOISSO". Só que não sou do tipo que explora a máscara, curto do meu jeito singular, sem falso moralismo, sem capitalismo decorrente de amostragem, sem comida feita a base de leite de coco... sem muito de santidade, algo bem mais simples e fervoroso, algo mais cético e contraditório.

Gosto também dessa época que é ótimo joga na cara das pessoas de como é fácil por culpa nos outros e não perdoar jamais. De quem eu falo? de JUDAS, é claro!

Pra mim não há traição maior do que eu vejo todos os dias, gente pisando em gente, amigos que traem amigos, família que roubam emoções por egoísmo... são tantos exemplos que eu vejo a passagem de Judas, no qual o cara lá já sabia que ia ser "vendido" e não traído, explicando (Traição, como uma forma de decepção ou repúdio da prévia suposição, é o rompimento ou violação da presunção do contrato social [verdade ou da confiança] que produz conflitos morais e psicológicos entre os relacionamentos individuais, entre organizações ou entre indivíduos e organizações. Geralmente a traição é o ato de suportar o grupo rival, ou, é uma ruptura completa da decisão anteriormente tomada ou das normas presumidas pelas outros.) Disso eu tiro uma hipótese, umas das milhares que eu tenho sobre fundamentações bíblicas, que é o seguinte:

Se Jésus, sabia que ia acontecer aquilo, que haveria uma traição entre eles e não para com ele, ele permitiu que acontecesse (pois assim estava escrito para acontecer), não houve traição, houve sim, uma venda de informação. Ah! Mas depois da traição, o carinha se matou por não aguentar a culpa. Minha gente, se ele não se matasse todo mundo ia matá-lo, é como um sequestrador que atira em todo mundo numa escola, você acha que se ele não se matar, alguém vai deixá-lo vivo?


Então, vou deixar de falar besteiras e vou só desejar uma FELIZ PÁSCOA!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Superação todos temos, de um jeito ou de outro.




Inspirado nos depoimentos dos funcionários da Pixar para a campanha norte-americana "It Gets Better", contra o bullying homofóbico, o publicitário André Matarazzo (foto), 36, dono da agência digital Gringo, resolveu produzir o curta "Não Gosto dos Meninos", com histórias nacionais sobre preconceito. O filme, que tem estreia prevista para maio, reúne depoimentos de 40 pessoas, entre gays e lésbicas, que contam suas histórias de discriminação e superação. 





terça-feira, 19 de abril de 2011

Avareza


Dinheiro não muda você, ele muda as pessoas ao seu redor.

A concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.
Avareza, no cristianismo, é sinônimo de ganância, ou seja, é a vontade exagerada de possuir qualquer coisa. Mais caracteristicamente é um desejo descontrolado, uma cobiça de bens materiais e dinheiro, ganância. Mas existe também avareza por informação ou por indíviduos, por exemplo.
Para o avaro, os bens materiais deixam de ser um meio para aquisição de bens e serviços e para a satisfação das necessidades, mas um fim em si.
Engana-se aquele que pensa que avarento é o mão-de-vaca, o mão-fechada e/ou similar, também considera-se mas é por outro modo. O egoísmo presente nesse pecado é tão fortemente notado, que nada que ele não compre, use, ou mostre de material, é tido como insignificante, o verbo aqui é o "eu quero", não importa como.
Ter rios de dinheiro não é tão importante se você não tem pra quem mostrar, não é mesmo?
[em construção/ aguardando resultados de testes]

segunda-feira, 18 de abril de 2011

S&M


Eita, falou em fetiche todo mundo lembra logo de fantasias sensuais, lugares exóticos e brinquedos sexuais, fora que tem aqueles que só pensam em partes de corpo ou pessoas a mais. Mas eu penso logo em perversão, em Sado-Masoquismo.
Não, não sou dessa corrente de fetiche, só puxo o assunto por ter algumas pessoas próximas que me perguntaram algumas regras desse jogo. Então vamos primeiro a teoria:


Sadomasoquismo refere-se a relações entre tendências diferentes entre pessoas buscando prazer sexual. O termo sadomasoquismo seria a relação entre tendências opostas, o sadismo e masoquismo.
O sadismo é a tendência em uma pessoa que busca sentir prazer em impor o sofrimento físico e moral a outra pessoa.
O masoquismo é a tendência oposta ao sadismo, é a tendência em uma pessoa que busca sentir prazer em receber o sofrimento físico e moral de outra pessoa.
A relação destas duas tendências não representa que a mesma pessoa possui as duas tendências e sim um contato entre pessoas com tendências opostas, sadomasoquismo não é uma tendência e sim relações entre tendências.
As fantasias ou atos sádicos podem envolver atividades que indicam o domínio do indivíduo sobre a vítima (por ex., forçar a vítima a rastejar ou mantê-la em uma jaula). Os indivíduos podem também atar, vendar, dar palmadas, espancar, chicotear, beliscar, bater, queimar, administrar choques eléctricos, estuprar, cortar, esfaquear, estrangular, torturar e mutilar.

Dentro do grupo adepto das práticas resumidas nos termos SM (Sadismo e Masoquismo) e BDSM (Bondage, Dominação, Sadismo e Masoquismo), o sadismo se encontra como uma prática segura, sendo sua realização de comum acordo entre as partes envolvidas no ato. A comunidade BDSM usa o lema SSC, que significa "são, seguro e consensual".
É relativamente recente a atual separação didática entre o sadismo e o masoquismo pela psicanálise. No entanto, já há um consenso entre os estudiosos de que se trata de ocorrências distintas. Numa relação sadista, apenas um dos envolvidos é sádico (a relação pode envolver duas, três ou mais pessoas), e não há necessariamente um masoquista em questão. Nessa relação, as práticas adotadas visam à satisfação do sádico. Numa relação de masoquismo, analogamente, à do masoquista.
Uma imagem clássica do sadismo é a da dominatrix de máscara e espartilho de couro ou borracha, empunhando um chicote e gritando impropérios. Essa é, na verdade, uma imagem mais ligada ao fetichismo do que ao sadismo ou ao masoquismo. Sadismo é uma prática, não uma fantasia. Embora se confundam, o que os diferencia é a intenção. Ao fetichista, a indumentária. Ao sadista, a sensação de domínio e/ou de causar sofrimento ao parceiro/parceira. A dominação psicológica, onde raramente existem práticas disciplinares (palmadas, spanking, etc...) também é uma forma muito comum e nela existe, ou pode existir, a tortura psicológica.

Isso tudo foi o resumo que achei perambulando na internet, agora vamos ao ato:

Já vi uns filmes diversos (não sexuais) que abordavam um pouco do tema, assim como algumas séries americanas. Pelo o que eu entendi, no S&M SSC, os participantes tem que, antes de tudo, pactuar uma palavra de ordem, que seja uma coisa ou absurda ou de cunho diverso a situação, e que entre eles tenham o respeito ao momento de 'pausar' ou 'parar' o jogo. Chamo de jogo, pois é como se fosse, um jogo teatral, um live action.
Não sou a favor de sofrimento alheio, nem nada que doa muito ou sangre. Mas dizer que nunca ouvi conversas de pessoas que gostam de "apanhar/bater" ou falar/ouvir "safadezas" das mais baixas, eu estaria mentindo. Do mesmo jeito que há pessoas que sentem prazer infinito com pés, há pessoas que gostam de algo mais hardcore.

Feliz, finalmente!


 felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem ainda o significado de bem-estar ou paz interna. O oposto da felicidade é a tristeza.

Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade e das suas causas, abordagens estas que têm sido usadas pela filosofia, pelas religiões e pela psicologia. O homem sempre procurou a felicidade. Os filósofos e os religiosos sempre se dedicaram a encontrar as suas causas e em definir que tipo de comportamento ou estilo de vida aumentaria o nosso nível de felicidade. Os filósofos veem a felicidade como bem-estar ou qualidade de vida e não simplesmente como uma emoção. Neste sentido, a felicidade é o que os gregos antigos chamavam de eudaimonia, um termo ainda usado em ética. Para as emoções associadas à felicidade, os filósofos preferem utilizar a palavra prazer. O dalai-lama Tenzin Gyatso diz que a felicidade é, para ele, uma questão de treinamento mental.

Mas o que sabemos é que cada um trás um tipo de felicidade diferente, há a felicidade econômica (olha! achei 20 reais no chão), a felicidade amorosa (Mô te amo! S2), a felicidade gastronômica (Ai, tô tão cheio dessa lasanha de mamãe, se eu conseguisse eu comia mais), a felicidade virtual (Se fode aê com meu hadouken!), a simples felicidade (chuvaaaa) e milhares de outros tipos de momentos felizes.

Felicidade duradoura ou infinita, não se enganem, só é possível encontrar isso em The Sims. Na vida real você tem mais problemas e momentos diversos que bons e continuos momentos felizes, acho que é por isso que damos tanto valor à esses momentos.

A minha felicidade hoje se resume a se sentir amado/desejado, e isso faz um bom tempo que eu não sinto. Não só por ter alguém do meu lado, mas por ter uma pessoa que me entenda (ou pelo menos tenta). Minha criatividade está 100% operante e flui de um jeito incrível. Tudo é mais fácil e tranquilo, queria poder sentir isso sempre, mas vamos com calma que ainda temos muito pela frente.

sábado, 16 de abril de 2011

Móveis Coloniais de Acaju




Móveis Coloniais de Acaju é uma banda brasileira que não tem um gênero definido. Tudo é bastante original de forma que existem várias dúvidas quanto ao estilo dela. Tem até uma música que fala sobre isso, Sem Palavras, onde diz o seguinte: "Dá raiva da vida, Nada existe sem classificar". Surgida em 1998 em Brasília, a banda possui um álbum lançado: Idem (2005). Em 2009 elaboraram o álbum virtual e gratuito C_mpl_te.
O nome da banda é baseado em um evento histórico fictício: um suposto conflito unindo índios e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal.
Em termos gastronômicos, o som de Móveis Coloniais de Acaju já foi denominado pelos próprios membros de "feijoada búlgara". É possível perceber o rock e ska com a influência de ritmos do leste europeu e música brasileira.
Sem Palavras, o single lançado em 2007 pela banda, ficou em 21ª posição na lista das 50 melhores músicas do ano na revista Rolling Stone. Em 2009 a banda lançou o singleFalso Retrato (U-HU) e prepara novas músicas em parcerias com os poetas brasileiros, formando o álbum C_mpl_te.

I miss you




  Dedico este post a todo tipo de saudade, seja ele mental ou física, todas as formas possíveis de afeto. Homenageando infinitamente um amigo que partiu a pouco tempo, mas até agora deixou uma saudade infinita. Não é data de seu falecimento, é data de nosso primeiro contato, e isso pra mim foi o marco da minha amizade. Sei que entre as estrelas ele nos observa e deseja o melhor para todos nós; rezo para ele todos os dias.


When You're Gone

I always needed time on my own
I never thought I'd, need you there when I cried
And the days feel like years when I'm alone
And the bed where you lie is made up on your side

When you walk away I count the steps that you take
Do you see how much I need you right now

When you're gone the pieces of my heart are missing you
When you're gone the face I came to know is missing too
When you're gone the words I need to hear
to always get me through the day
And make it ok
I miss you

I've never felt this way before
Everything that I do, reminds me of you
And the clothes you left, they lie on the floor
And they smell just like you, I love the things that you do

When you walk away I count the steps that you take
Do you see how much I need you right now

When you're gone the pieces of my heart are missing you
When you're gone the face I came to know is missing too
When you're gone the words I need to hear
to always get me through the day
And make it ok
I miss you

we were made for each other
out here forever
I know we were
Yeah yeah

All I ever wanted was for you to know
Everything I do I give my heart and soul
I can hardly breathe I need to feel you here with me

When you're gone the pieces of my heart are missing you
When you're gone the face I came to know is missing too
When you're gone the the words I need to hear
will always get me through the day
And make it ok
I miss you

Quando Você Parte

Eu sempre precisei de um tempo a mim mesma
Eu nunca imaginei que precisaria de você quando eu choro
E os dias viram anos quando eu estou sozinha
E a cama onde você deitava, está arrumada ao seu lado

Quando você se vai, eu conto seus passos
Entende agora o quanto preciso de você?

Quando você vai embora, os pedaços de meu coração sentem saudades de você
Quando você parte, o rosto que eu cheguei a conhecer se perde também
Quando você parte, as palavras que preciso ouvir
Para sempre me fazer superar o dia
E fazê-lo ficar bom
Eu sinto saudades

Eu nunca tinha me sentido assim antes
Tudo que eu faço me lembra você
E as roupas que você largou estão espalhadas pelo chão
E elas cheiram igual a você, eu amo as coisas que você faz

Quando você se vai, eu conto seus passos
Entende agora o quanto preciso de você?

Quando você parte, os pedaços de meu coração sentem saudades de você
Quando você parte, o rosto que eu cheguei a conhecer se perde também
Quando você parte, as palavras que preciso ouvir
Pra sempre me fazer superar o dia
E fazê-lo ficar bom
Eu sinto saudades

Fomos feitos um para o outro
aqui e para sempre
Estou certa de que fomos
Yeah yeah

Tudo que eu sempre quis foi que você soubesse
Que tudo que faço me entrego de corpo e alma
Eu mal consigo respirar, eu preciso te sentir ao meu lado

Quando você parte, os pedaços do meu coração sentem saudades de você
Quando você parte, o rosto que eu cheguei a conhecer se perde também
Quando você parte, as palavras que preciso ouvir
Pra sempre me fazer superar o dia
E fazê-lo ficar bom
Eu sinto saudades

Campanha #EUSOUGAY


Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

'I am. I'm afraid.


Tenho medo do amor...
Tento fugir, ele se aproxima,
Nem se dá conta, nem se lastima
Da proporção do estrago que é causador.
Vem de mansinho, qual brisa leve...
Para não alertar, fácil de enganar...
Tentando se adentrar
Pelas janelas sem fechar...
Depois que se acomoda
E os espaços invade,
Se faz furacão, desconhece razão,
Destrói tudo o que existe...
Corpo, alma...coração!
Deixando a dor, que persiste...
Tenho medo do amor...
Tento fugir... Ele é tão rápido!
Consegue me alcançar, me cercar,
Está sempre a me esperar
No lugar que menos espero!

Me perco fácil pensando em ti, um sorriso, uma palavra, um toque, um gesto, uma reclamação;
Ando tão confuso que não tenho onde me agarrar, minha inspiração vibra por acontecer o melhor, onde deixarei meus sonhos e medos? Ter razão nessas horas é tão difícil, como ouvir meus receios se eu ouço teu instinto me querendo tão bem? Se você pudesse me provar que nessas minhas horas de ilusão, tudo que penso não passa de um nada... ah como isso seria bom. Trago nas palavras um amor marcado, arranhado e cicatrizado, vejo no mundo o impossível e em ti meu possível.
Queria ser mais burro, menos racional, não ter medo de quebrar a cara, aproveitar o dia. É tão difícil criar um nexo de sentidos e sentimentos. Tentei de tudo, só não queria lembrar do meu passado, medo de reviver tudo novamente.
Respirar um momento para mim e deixar a vida acontecer...

Bote os pés no chão Michele!


 Meu complexo de planejamento futuro se entrelaça e me segura para todo e qualquer risco. Risco este que me conforta neste momento sem dar valor ao tempo, sem ter medo de sorrir à toa. Do que adianta ter tais momentos se o relógio da euforia é decrescente e logo chegará ao marco 0? Do que adianta se sentir desejado, ou porque não amado, se aquilo é só para conseguir uns minutos de momentos íntimos? Te beijar para saber de onde você veio e pra onde você vai, pois não há nada depois disso?
Choque de realidade, presença de chão, projeção do futuro, medo de tentar... Como você classificaria esses meus pensamentos deprimidos de nossa quase relação, digo quase, pois neste momento já nem sei se existe uma ou se só é fantasia da minha cabeça, não sei ao certo o que pensar.
 Quando me coloco a pensar sobre minha vida e quem me rodeia, muitas vezes me pego triste por fazer coisas que no fim não adiantará de nada ter tentado. Acho que a palavra não nem tentar, arriscar, medo de ser feliz, não encontro uma palavra no meu vernáculo que defino esse meu receio. 
 Tantas coisas que me fazem não querer nada, coisas que eu esqueço quando estou contigo. Medo de tudo vir à tona e eu não saber se gostarás de mim o suficiente para continuar do meu lado. São coisas tão mínimas e eu sempre engrandeço tudo, mania de querer sempre o fim do mundo para o mundo fim. Looping.

Fantasia

Arte de @raytongart V oltei a ver alguns animes. E, desde que voltei, percebo o quanto o machismo e erotização é exagerada e comum. Todos os...