sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Adeus 2010

Faltando exatamente 30 minutos para 2011, começo a escrever meu ultimo post do ano.

Falando, após outras postagens, nada além da sensação de triste na no peito. Ouvir fogos na rua, ver shows, festas e mais fogos na Tv, internet e mensagens pelo celular.

Mesmo com uma agradável conversa com uma amiga de BH, continuo escrevendo no estilo emo. Sozinho, num quarto escuro com o Laptop no colo, ouvindo as 100 músicas mais deprê de todos os tempos.
Dispensei convites do Celebration e o Absolute [mega festas de virada], pois embora pensasse que iria trabalhar de 7 da manhã, mesmo não trabalhando não iria. Não ia conseguir vestir a máscara de encantador com pessoas que desprezo profundamente.
Não fui chamado para ir festejar na casa de nenhum amigo. Ninguém me ligou. Ninguém disse nada, fizeram nada, creio que nem pensaram em nada.
Achar que seria diferente seria, pensar em jogar na sena. Nunca fiz e provavelmente nunca farei. Não tenho rancor, nem se quer ligo para isso. Quando for diferente posso até ter motivo para pensar sobre. Só me sinto mal por Alguém que tenho apreço como Daisy Jorge, desejar profundamente um 'Feliz Ano Novo', e rebato como resposta um gélido 'Feliz?'

Tenho problemas.

Acredito que meus pensamentos não sejam vistos como uma coisa boa sobre mim, quem olha pra mim na rua diz: "Ou ele é louco ou um poeta depressivo." Acho que nenhum dos dois, acho que apenas não encontrei minha motivação, minha vontade de estar na multidão. Meu pedaço que completa o quebra-cabeça. Até então, em momentos outros e principalmente em um como este de agora, faltando poucos minutos para a grande virada onde todos festejam, até os que passam fome, nesses momentos continuo aqui. Sozinho.

Ouvindo Hallelujah de Jeff Buckley e saber que Daisy chorou ao ler "Lembranças" me entristece mais. Não escrevo para comover, escrevo para desabafar. Ninguém quer escutar o que tenho a dizer, meus problemas, minhas fraquezas... Só chegam a mim com problemas, com dúvidas e para eu resolver, dar uma luz... quem é minha Luz?
Ninguém responde minhas perguntas, ninguém comentar o meu errar... As lágrimas escorrem dos meus olhos e ao cair no papel transformam-se em palavras... singelas palavras, que as vezes fazem sentido, outras vezes são só palavras de alguém que grita por dentro pedindo... Socorro, me tirem daqui.

Para todos meus queridos íntimos leitores. Desejo um Ano novo melhor que o anterior e que seja assim como Daisy Jorge: Incrível, sincera e doce.

Obrigado.

Promessas

Fazemos promessas de ano novo, pois temos 365 dias de oportunidades de realização e 365 para dizer "Amanhã eu começo; Amanhã eu faço; Amanhã eu vou lá".

Não faço promessas, acredito que seja injusto comigo mesmo se soubesse no íntimo que não farei algo, mas direi a todos que farei para as pessoas acharem isso ou aquilo de mim. Pois, afinal ninguém vai te cobrar mesmo, não há cobrador diário de promessa de ano novo.

Serei eu mesmo sempre, não vou mudar meu caráter. Posso mutar meu jeito, meus ideais. Como mudamos de governo, de amores, de coisas que não dependam tão somente da gente.
Kurt do Glee, disse algo que tomo como verdade. Enquanto não encontramos o par ideal, temos que aprender a viver sozinho. Conheço pessoas que pulam de 'braços em braços' por não conseguirem viver sozinhas, por vezes se iludindo com amores fúteis ou irresponsáveis.

Se vejo que é válido arriscar é possível conseguir algo, como o carinho da minha tempestuosa família. Feliz Natal e Feliz Ano Novo, era algo tão particular entre minha mãe e eu, hoje estendeu-se entre meu sobrinho e meu pai.
Meu pai me disse em uma de nossas conversas secretas, que não sentia mais vontade de viver. Que sua motivação era apenas continuar com o trabalho enquanto estiver vivo e ver meu sobrinho crescer e minha mãe satisfeita com sua vida.
Existe algum tipo de promessa banal de ano novo que faça mudar isso? Não, não existe.
Algo que sobrará é a esperança de tê-lo novamente em cada novo dia, tentando re-ascender a chama da vida que se apagara deste meu ente querido.
Ouvir de outra pessoa um pensamento triste de sua autoria, é tão destrutivo... é tão massacrante... é tão... tão questionável. Pergunto-me todos os dias quais seriam seus motivos para dizer-me aquilo. Com tanto desafeto.
Prometo sempre, que no mundo de possibilidades que tenho em mãos, os meu motivos sempre serão meus, e o dos outros, sempre tentarei fazer deles, algo racional. Se eu não conseguir, fazê-lo-ei, de íntimo, memorável.

Onde estou. Estou.

Já imaginou quantos lugares incríveis existem no mundo?
Já imaginou as belezas naturais existentes e conhecidas no Brasil?
Já se viu querendo sumir?
O que isso tem haver?
Às vezes, não temos certeza se onde estamos neste exato momento, seria realmente o lugar em que deveríamos estar. Toda ação e escolha nos levar a uma situação completamente nova, nunca vivida, e uma reação totalmente oposta da original.

Logo quando estamos pensando em fugir, sumir ou só se esconder, pensamos no local mais agradável que conhecemos, ou desejamos. É fato que isso resolve, em algumas situações, mas e se você estive neste local onde se escondeu e ninguém consegue te achar? E se você não soubesse mais sair dele?

O que aconteceria com você? O que faria em meu lugar? Seria este o local mais desejado, também mais odiado?

Esqueço que mesmo o lugar mais bonito da terra, pode ser o mais feio também; Perspectiva deriva de circunstância e se se não for confortável, logo a perspectiva se dirá imperfeita.

Sorrisos

No ultimo dia do ano, nos deparamos com frases que são ligeiramente acompanhadas de "... ultimo do ano.", porém uma coisa que nós esquecemos, ou até mesmo não percebemos que é o dia mais feliz de todos.
Não temos medo, vergonha ou motivo algum para desejar um simples, singelo e sincero Feliz Ano Novo. Continuados com conversações sobre festividades, desejos de saúde, sucesso e paz... tudo isso num clima de filme, acho que se caísse neve seria totalmente filme.
Muitos sorrisos são descobertos nesse dia, como de um cliente daqui da loja que por mais rude, grosso e/ou seboso que fosse, de uma hora para outra era outra pessoa. Disse-me que sua mulher o deixara e com isso tudo ia mudar a partir dalí. Confessou-me também, que tudo que ele era, não passava aborrecimentos de alguém que massacrava-o dia após dia, e em 2011 ele finalmente ia ser feliz.
O clima de festa no ar não era o que motivava os transeuntes da minha rua, era algo maior. Era a esperança de dias melhores.
Apaixono todo dia por esta minha vida de experiências únicas e de poder ver todo dia transformações que deixariam o BIG BANG no chinelo. A transformação do taxista, meu cliente, só foi uma das mudanças que acompanhei hoje
Ao longo desse ano vi muitas coisas tristes e alegres acontecerem com as pessoas que depositam e mim, por poucos minutos, suas histórias de vida, suas dificuldades e suas conquistas. Poder compartilhar as lembranças delas e no fim dizer "Rezei por você. " - "Eu sabia que conseguiria." e as vezes receber frases como: "Obrigado, filho. Por ter acreditado em mim." ou então "Você é meu micro psicólogo." ou a coisa que até hoje não consigo esquecer de forma mais sincera de carinho, um toque tímido em minha mão, um aperto leve e um sorriso tênue desenhado por uma lágrima de felicidade de uma senhora que quase perdera sua fé.

Acredito que um balanço de coisas feitas e não-feitas esse ano hoje, no ultimo dia, não creio que sou capaz de fazer. Mas Obrigado, só obrigado.
O motivo do agradecimento é simples, obrigado por você existir.
Eu te amo do fundo do meu coração, você estranho que lê esse depoimento neste momento.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Look at the Sky

Umas das coisas que esquecemos quando estamos só, é olhar para o céu e observar as estrelas, a lua, ou até mesmo as nuvens e os raios do sol. Como sentar ao mar e observar o crepúsculo, ou então viajar ao alvorecer e sentir o dia acordando.
Fim de ano se aproxima, assim como o mais próximo Natal. Enquanto pessoas correm para comprar presentes, enfeites, pagar contas ou fazer provas finais, estou eu mais preocupado com meu futuro. Sei que enquanto tiver meus pais, meu objetivo será sempre o melhor, mas quando estou só não sei se conseguirei chegar na metade.
Aproveitando os Fireworks que ainda pulsam no meu pensamento, sinto hoje uma sorte enorme de crescer, moral e intelectualmente falando. Assuntos do coração deixo ao vento, assim como meu bolso, mas meus pensamentos estão fixos como concreto.
Uma boa chance de tudo mudar, é quando acreditamos que é possível, mas acontece que mesmo acreditando, falta o impulso para fazer acontecer, ou só tentar. A empolgação que habita em mim está tão reluzente quanto meu olhos vislumbrando essas estrelas de hoje. Não importa se não há estrela alguma, ou se aquele avião não era uma estrela cadente. Eu acredito e vejo o que eu quiser e hoje, eu vejo fogos no céu.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Firework's Feelings

O sentimento que senti no momento que a música me conduzia para o meu eu, era o mesmo que senti em 2006. Quando pela primeira vez, vi fogos de artifícios com amigos, num clima incrível. Acho que aquele ano foi um dos melhores da minha vida. Naquela noite de virada de ano, já no orla de Maceió, meus olhos brilhavam juntos com as explosões e luzes no céu, minha mão era segurada e apertada (quando confiamos em alguém e nada pode separar), todos se moviam de forma lenta e progressiva como numa câmera lenta. Me sentia leve e infinitamente feliz. Uma sensação única, guardada para sempre.

Fireworks com amigos, podem acontecer o tempo todo. Damos valor aos bons e maus momentos e todos eles vão ficar para sempre, seja em fotos, vídeos ou lembranças. Amigos vem e vão, mas sempre deixam algo conosco. Vamos ascender esses fogos e viver cada dia mais intensamente.

Fate's Fireworks


Ontem aconteceu algo interessante, vou contar 'o quê' e fazer as conexões:

Ontem eu trabalhei no turno da noite, logo quando eu tive uma pausa fui tomar banho e comer, daí bateu aquela solidão repentina. Fiquei um bom tempo observando o nada, imaginando mil coisas, inclusive perguntas pessoas no campo sentimental.

A tv estava ligada no canal multishow, e na programação do TVZ passava a música da Katy Parry chamada Fireworks. Ao ouvir as palavras de Katy, eu me arrepiei na hora! Aquela batida fazia lebrar os bons tempos que vivi com família e amigos, as frases tipo "Do you know that there's still a chance for you?" me fazia acreditar mais em mim. O clipe colorido e mostrando as possibilidades do mundo é incrível.

Não minto ao dizer que um lágrima de felicidade conseguiu escapar dos meus olhos, foi uma sensação incrível.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sinta!

Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá

Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
Do lado de cá

Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá

Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá

A vida é agora, vê se não demora.
Pra recomeçar é só ter vontade de felicidade pra pular

Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
Do lado de cá
Do lado de cá

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

No way!

Ouvindo a eterna música Umbrella by Lush Club, bateu uma saudade das jovens noites que passava curtindo com amigos e familiares. Lembro-me de certa feita que ficamos 72 horas seguidas na melhor rave da minha vida. Creio que 60% das pessoas que conheço hoje, do mundo social/festas, conheci lá. Quem diria não é mesmo?
Natal se aproxima e com ele vem a Second Overparty e a aclamada Substation. Faz uma cara que não dou minha presença na sub. Contudo, se houver companhia acredito que o Noel Filho aparecerá por aquelas bandas ou beats.
Não bastando o carnaval que marca a saga do Fireman lembra? Tudo agora é tenso e friamente calculado, pois não há erro no quesito diversão. Disponibilidade garantida, falta a famosa força de vontade, ou algo que afaste a preguiça. Pode ser você me convidando, pode ser uma grana sobrando, pode ser eu mesmo pirando. O que realmente vai decidir é o dia X.
Pegarei umas folgas no domingo, para liberar energia. Enquanto isso, só vai no esquenta.

Caves/Rocks/Me

Me perguntaram uma vez se eu existia, pois na net pareço FAKE e conversando pessoalmente não sou nada do que dizem sobre mim. Pergunto a vocês que lêem meu diário virtual, Sou alguém tão flexível ao ponto de ser vários em um só? Ou será que as pessoas rotulam e não são capazes de sobrepor a realidade?
Cito sempre em meus conselhos que: "Vivemos num mundo de possibilidades", então, claro que, serei o primeiro a demonstrar quão possível é este mundo. Não se enganem, estou falando no contexto geral e não emocional.
Sempre que queremos aprender algo, procuramos logo seu conceito, qual seria o conceito pra mim então? Será que eu teria um? Será que conceito é realmente o que define algo?
Olha, não é sempre que faço isso, mas por hoje vou me classificar:
Apesar de nunca ouvir um comentário sequer sobre mim, além (lógico) os da minha mãe, então vou falar o que me vem de real. Sei que sou especial. Isso basta.
Não adianta você estabelecer parâmetros sobre alguém e depois chegar a dizer "Nossa","Eu nunca que esperava isso","É ele tinha cara que ia fazer isso","Ninguém nunca suspeitaria"... Vejo tanto isso aparecer nos telejornais que me faz parar pra pensar e dizer: Todo mundo muda o tempo todo, pra melhor e pior, por quê as pessoas ainda se fazem de tolas e se deixam enganar. Uma criança fumando cigarro comum foi o fim do mundo por semanas, uma bebê viciado em crack foi notícia de um dia. Agora pergunto quem dá a importância devida somos nós ou eles?
Cada um tem o mundo que vislumbra todos os dias de realidades diferentes. Somos como exploradores de cavernas, que por mais que saibamos que é uma caverna, nos encantamos ou nos amedrontamos. O que não podemos é esquecer que é uma caverna, e tudo pode acontecer, só não podemos deixar de explorá-la por temer o desconhecido, ou se deixar titubear pelo óbvio.
Vamos até o fundo do conhecimento empírico, científico e espiritual, e assim, quem sabe um dia diremos juntos: Aconteceu, mas sabemos como agir!

Yes blood, no heart.


Definitivamente percebi algo que já imaginava e criava teorias. Não tenho coração.

Lógico que não no sentido fisiológico, mas sim no emocional. Possível que esteja adormecido, esquecido ou até endurecido, ou qualquer outro termo com sufixo "ecido".
Que a verdade seja dita, não procuro relacionamento pois não acredito neles, sou simpático aos apaixonados e amantes, não creio que tudo seja ilusão.
Defendo a tese que cada um tem o coração que merece, apesar de raríssimas vezes achar que falta algo em mim, um pedaço, uma parte, um coração.
A vida torna as pessoas capazes de fazer qualquer coisa, (ambiente+caráter+possibilidade) fórmula que define bem o que você é hoje, ou até mesmo porque hoje você gosta de azul se ontem era verde. Esta mesma fórmula as vezes é acelerada em alguns indivíduos, fazendo que eles sejam forçados a amadurecerem mais depressa que os demais.
O fluxo de responsabilidade que cai no sangue é mais poderoso que as enzimas da inocência, assim apenas com endorfina ou noradrenalina é possível rever conhecimentos, momentos e sentimentos bloqueados pelos agentes despolarizantes.
Porém há um catalisador conhecido como Destino. Este por sua vez faz tudo o que você conhecia virar de ponta a cabeça. Seja de forma direta ou indireta, a possibilidade de você se apaixonar está a todo momento sendo discutido por esta constante. Por isso não há como explicar cientificamente o porque que você só foi notar sua vizinha depois de 30 anos, ou então o porque que a garota mais linda do colégio namora o mais feio (e ele não é rico e possivelmente não será nada, além de um assalariado).
Após breves palavras sobre minha teoria, termino por aqui sem muitas chances em continuar este post noutro.

sábado, 25 de setembro de 2010

The XX

Islands

I don't have to leave anymore
What I have is right here
Spend my nights and days before
Searching the world for what's right here

Underneath and unexplored
Islands and cities I have looked
Here I saw
Something I couldn't over look

I am yours now
So now I don't ever have to leave
I've been found out
So now I'll never explore

See what I've done
That bridge is on fire
Going back to where I've been
I'm froze by desire
No need to leave

Where would I be
If this were to go under
It's a risk I'd take
I'm froze by desire
As if a choice I'd make

I am yours now
So now I don't ever have to leave
I've been found out
So now I'll never explore

So now I'll never explore

Ilhas

Eu não tenho de sair mais
O que eu tenho está aqui
Gastar minhas noites e dias antes
Buscando o mundo para o que é certo aqui

Por baixo e inexplorada
Ilhas e cidades Eu olhei
Aqui eu vi
Algo que eu não podia mais olhar

Eu sou seu agora
Então agora eu não nunca terei que deixar
Fui descoberto
Então agora eu nunca vou explorar

Veja o que eu fiz
Essa ponte está em chamas
Voltando para onde eu estive
Estou congelado pelo desejo
Não há necessidade de deixar

Onde eu estaria
Se isso viesse a falir
É um risco que eu tomaria
Estou congelado pelo desejo
Como se fosse uma escolha que eu faria

Eu sou seu agora
Então agora eu não nunca terei que deixar
Fui descoberto
Então agora eu nunca vou explorar

Então agora eu nunca vou explorar

Hold My Hand

Aproveitando a passagem por uma música, estou postando para todos aqueles que confiam em mim, que me contam medos e segredos, que compartilham de alegrias e bons momentos. Já vivi muitos bocados segurando as mãos de vocês. Já pulei em tantos buracos pra resgatá-los. Já corri quilômetros em busca de uma só resposta para te acalentar.
Não sei como é possível um ser miserável como eu ser um ponto forte na vida de tanta gente, creio que poderia criar uma comunidade para ver tantos membros com um mesmo ideal de resposta.
É Interessante que todos que pousam em mim acabam indo embora com um sorriso no rosto, e eu continuo sereno do mesmo jeito que senti o pouso. Está para nascer alguém que eu peça a mão para segurar, alguém que arrisque tudo para me tirar do buraco, que chegue no natal e deixe a família para desejar um "Feliz Natal Meu Amigo".
Entretanto, a vida é isso. É fazer sem pensar, doar sem esperar receber, sofrer sem ter quem te console às vezes.
Mas não tenhamos medo de pedir ajuda, de fortalecer os laços de amizades, mesmo com aquelas pessoas que temos receios. Seguir em frente e fazer o máximo que podemos, só assim algo mudará. Não é?

Através do Muro

Através do muro da minha casa vejo a lua lá longe, amarela como o sol e convidativa como o mar. Lua esta que me guia e me faz querer atravessar o muro da solidão. Um muro que construo todos os dias apesar de, às vezes, não querer construí-lo. Ele me dá proteção e conforto deste lado, a segurança que procuro e tantos outros recursos que ele oferece por conexão.
Mas quando subo nele para poder enxergar melhor a lua, percebo que deste lado de cá, a vida é em preto e branco, meio acinzentado como o próprio muro. A angústia toma conta do meu eu, não dá vontade de querer descer de lá, e sentado agraciando a rainha do céu me perco em pensamentos, minha imaginação e lembranças se chocam e todo o tempo perdura na ideia irracional de não está naquele lugar imaginário.
Atrás de mim existe um mundo seguro, frio e monocromático. A minha frente está o mundo, com os riscos e suas cores vibrantes. A unica segurança real é saber que você me observa, daí do alto, por trás das nuvens, ao lado das cintilantes estrelas que sorriem para mim.
Me levanto para gritar, e de braços abertos puxo o ar com todo meu fôlego, grito o mais alto que posso. O vento frio é o único a responder, os dois lados permanecem em silêncio. Com um pé por vez vou caminhando, equilibrando-me pelo muro, tentando decidir o que fazer. Esperando até algo acontecer. Nunca é dia, nunca chove, nunca tenho fome.
Continuarei aqui em cima, até quando eu suportar ou alguém aparecer.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Onde você se esconde?

Há pouco tempo você tivera a oportunidade de retomar algo que deixou para trás, como doutra vez deixou tudo e partiu. Sei que fiz tudo o que eu podia naquela época, assim como seu pai dissera "Este menino pensa como um ancião", e também agi como tal, sem arrependimentos.
Sei quando você tentou se aproximar de mim, eu fiquei com medo, admito. Não quero viver coisas ruins se puder evitar, sei que julgo errado em demasia, pois todos mudam uma hora ou outra. Assim como te disse um dia antes de seu aniversário de 23 anos, lembro que você olhou para mim em teu seio e me dissera tão doce quanto raro "Não acredito que você exista, e não acredito que um dia morrerá. Uma pessoa como você é um marco na vida de qualquer um que permita você entrar." e em troca apenas balbuciei e tu ouvira assim "Tudo tem um tempo certo e motivo apropriado para acontecer"
Embora eu tenha amadurecido por tua causa, outras coisas esculpiram meu caráter, inclusive o apoio dos teus pais, que hoje não pertencem ao meu circulo de amizades pela distância. Minha juventude era dividida entre minha família, você, meus amigos, minhas festas e escola. Sabe o quanto era difícil esconder essas coisas uns dos outros? Deve ser por isso que meu grau de esquizofrenia aumentara. Me sinto em colapso sempre que passo pela tua rua, hoje repleta de prédios e lembro que em algum lugar dalí você morou um dia, onde a gente se divertia muito, e também brigava bastante por sua teimosia e porra-louquice.
Desculpas por não ter tido coragem de ir conversar com você, é que não quero estragar as lembranças boas e ruins que tivemos. Nossas emoções e anseios, tudo que ficou marcado em nós. Tenho medo de te procurar e aprofundar novamente, só quero um coleguismo. Preocupo-me por não ter um local pra te imaginar, apenas um perfume pra lembrar-te. Não sei onde estás, o que fazes, apenas não sei. Um elo que nos prende se dissipa e se costura todos os dias, como fazemos para manter tudo num equilíbrio perfeito? Será que um dia podemos conversar sobre nós e não brigarmos, será que você ficou melhor da sua teimosia? Será que eu estarei disposto a enfrentar meus tormento em relação à você?
Essas perguntas ficam em mim desde o dia que você passou por aqui de carro, incrível como você ainda sabe andar por Maceió. Na verdade essa cidade não mudou, nada não é? Mas eu mudei tanto, tanto mesmo que se fosse voltar no tempo com minha cabeça de hoje, acho que não tinha nem te olhado. Todos os meus conceitos mudam de acordo com o tempo, assim como a sociedade evolui com a tecnologia. Resta apenas minha saudade e a esperança de te abraçar novamente.
Saudades Chanel nº5.

Paixão (in)comum.

Não com essas palavras, mas com este sentido você chegou a mim, pedindo socorro. Assim como qualquer outro tipo de relacionamento, acredito que sempre há incertezas. Porém neste caso, tudo fica muito mais complexo, pena que vocês são jovens demais para ter convicção do que podem enfrentar, mas a vida é isso. É o risco, é a chance, a mudança, o erro e o acerto. Como todos que pedem minhas visões de perspectiva sócio-racional, dei meu conselho de amigo e apoio qualquer tipo de atitude que vocês venham a tomar.
Em se tratar de namoro e casamento sou muito delicado, tal como é a relação em questão, nem tudo que vemos é realmente o que acontece, deve ser por isso que os terapeutas de casais sempre tem muito que se aprofundar em relação ao casal e ao singular. Complica-se mais ainda quando um não cede, quando a relação é alcançada com o esforço de apenas um indivíduo, ou mesmo quando estes chegam ao ponto de não entenderem mais o porquê que estão juntos.
Sou atento aos questionamentos de qualquer um e sempre dou um palpite quando pedido, mas nunca dou uma afirmação do que se deve fazer, pois cada é um mundo diferente. Até porque quando se fala de reações temos muitas possibilidades, e arriscar neste mundo é, de fato, oblíquo.

Nosso Lar

Um dos livros mais deliciosos de se ler é a obra de Chico Xavier, por pensamentos de André Luiz, titulada de NOSSO LAR. Sendo um resumido de pós-vida deste mentor que encanta todos os dias com seus ensinamentos incríveis. De uma linguagem simples e inspiradora, nos transportamos através de um muro fantástico que ensinamentos espíritas e/ou cristãos.
No caso do grande filme aclamado pelo público tenho poucos comentários. Primeiramente um saudoso parabéns por um longa fantástico, bonito para o deleite dos leitores e religiosos, porém um fracasso de expectativa. Explicando sem delongas, este fracasso fora tão objetivo quanto carente, a atuação do André Luiz, não sei ao certo se é apenas minha opinião, acredito que Ashton Kutcher consegue ser mais expressivo do que nosso protagonista.
De cara observamos que a estrutura especial usada nessa metragem fora bem intuitiva, a imaginação consegue se apegar fácil a todo aquele sistema de brilho e espaçosidade que fora passado pela cidade Nosso Lar, e todas as aparições do universo, umbral e a Terra.
Não creio que seja um filme que se deva assistir muita vezes, como fazemos ao ler o livro tantas vezes. Mas para um produção "brasileira", um filme 100% brazuca com cara de americano tá valendo! Será que se mudarmos o idioma o gringo percebe?

Nota: 7,5

Verão!

Uma das coisas que o calor acompanha é justamente os corpos esculturais. Não fugindo desta prerrogativa, percebi que também tenho disposição para enfrentar uma bateria de exercícios e continuar com meu hábitos alimentares, por sinal bem saudáveis, e conseguir uma tonificação desejada por outros. Há quem diga que esse lance de "tanquinho" é coisa de viado, fresco e coisas do tipo, mas convenhamos que ao assistir à um programa de auditório na qual aparecem mulheres "boas" e homens "tanquinhos" agradam a todos.

Não por isso que eu realmente me matarei na academia, mas sim, porque eu tenho que regularizar minha glicose e colesterol ruim. Lógico que através de uma atividade física, juntando a minha falta de espaço e tempo, sobrou apenas os ferros e pesos do Gym. E não duvidem que ficarei dobrado e metido, pois acho muito difícil ficar deste modo facilmente, mas também não pouparei esforços para ficar bem de saúde, pois faz tempo que não padeço em agonia.

Quem quiser me acompanhar é bem vindo, pois este novo estilo de vida faz bem pro corpo, mente, espírito e bolso!

Push me
And then just touch me
Do I can't get my satisfaction
Satisfaction, satisfaction,
satisfaction, satisfaction

domingo, 29 de agosto de 2010

Carta para um amigo

Nesta noite seca e cheia de esperança, escrevo para todos aqueles que deixem de amar. Foram meus amigos de ontem e hoje são lembranças. Não deixei de amar verdadeiramente, mas o sentimento no qual sentia ficou guardado assim como o que vivemos. Não sei ao certo a razão de escrever hoje sobre isso, mas acho que foi por finalmente conseguir digerir uma perda.
Há uns dias perdi uma pessoa muito especial na minha vida. Um amigo/vizinho/ companheiro de aventura/ companheiro de classe e tantas outras coisas. Desde pequeno sempre fomos muito ligados, primeiro tinha me desligado do meu amigo que acompanhou minha infância, e este ultimo acompanhou minha adolescência.
Um trágico acidente de moto, provocado por velocidade alta, foi o motivo do arrebatamento deste meu antigo irmão. Quando soube de seu falecimento reagi normalmente, mas não consegui acreditar e aceitar o fato. Fiquei indiferente. Após semanas, vi pouco a pouco as coisas mudarem. E estou acompanhando a morte de uma geração, hoje praticamente setembro, já posso confessar a vocês que perdi 4 amigos. Essas pessoas que eu vi crescer, de pequenos encrenqueiros birrentos para homens audaciosos, meninas chatas para mulheres com atitudes. Pra onde eles foram? Juventude tomada, ora por imprudência ora pela destino. Desculpem se você caro leitor, esperava por um post com alguma aventura do Fireman, mas não consegui hoje sair de casa, após uma playlist que criei para estudar, me fez chorar por horas.
Lembrar a felicidade de piadas e momentos engraçados, os sorrisos de cada um. Saber que eu estava do lado deles quando os momentos de tensão aparecia. Ver nossa turma crescer e sermos tios de uma menina linda. Nossa! Como acreditar que isto não vai haver mais? Saber que nossa amizade não vai passar de 2010. Falávamos de formaturas, viagens e filhos. Hoje só lembramos da felicidade de bons e maus momentos.
Se eu pudesse criar um flshback de coisas incríveis, vocês estariam neles o tempo todo. Ao lembrar e escrever, minha saudade por vocês transbordam aos meus olhos, lágrimas de esperança por fazer da minha jornada, uma continuação das suas. Lembrar a todos que continuam a caminhar, os nomes de vocês, e quem sabe um dia, além de fotos de todos nós, podemos também mostrar aos nossos filhos o quanto de pessoas incríveis podemos conhecer durante uma vida.
Aproveite cada momento com um amigo irmão, pois nunca saberemos o dia em que daremos o ultimo abraço.


Amo todos vocês, hoje e sempre. Que assim seja.


Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para trás Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no amor, melhores na dor
Melhores em tudo
Vivemos esperando
O dia em que seremos para sempre
Vivemos esperando
Dias melhores para sempre
Dias melhores para sempre

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Indulgência



Desculpem leitores pela minha ausência, pois ocorreram fatos na qual não consegui atualizar tal caderno digital de pensamentos. Mas hoje estou aqui tentando mais uma vez. Vamos lá então:


Tomei esse dias corridos como uma forma de mostrar ao mundo o que realmente ele é. Superficial. Sério mesmo, o mundo no qual vivemos é totalmente errado aos nossos olhos. Porque sempre há alguém pra te mostrar uma coisa diferente, ambiente e pessoas. Digo isso pois estou vivendo minha fase Sr. Razão e isso me põe num papel muito delicado, pois tanto eu quanto ela vemos o mundo de formas diferentes, porém aceitável. Explicando melhor o fato vamos pro início do começo onde tudo deu partida:

"Não mesmo!" eu disse à ela, e esta ficou sem entender. Logo perguntou "Comofaz?"

Daí partimos pra uma busca do infinito particular, explodindo seu mundo e milhares de verdades em limitações diferentes. Este é o mundo no qual vivo -disse à ela- O mundo de possibilidades. Onde ,assim como já diz, tudo é possível e controlável. Basta você querer e entender como funciona. A maior parte de nossos medos, receios, anseios e dúvidas se dá por querermos entender um fato ou situação no qual não nos cabe. Queremos pensar como o outro vai agir, no que vai dar e tudo isso é errado. Nosso limite vai pra os nossos pensamentos e ações, somos os unicos no qual sabemos a verdade de nossas intenções e é esse o trunfo de tudo funcionar.
Se você entender este ponto e fazer com que suas idéias apenas circulem ao seu redor tudo vai se tornar simples, pode parecer meio louco de primeira, mas vou exemplificar:
A) Nunca torne as coisas precipitadas, aguarde o momento certo. Pode ser uma ligação que não aconteceu e você ficou esperando, pensando ainda os porquês que ele não ligou, deixando você triste ou furiosa. Depois descobre, dias depois, que o carinha fora assaltado indo pra sua casa.
B) Uma briga em casa, palavras voando soltas pra bater em quem revidar, e você não tendo culpa de nada, discute com quem começou implicando. Mesmo podendo, você, sair quieto dessa e ficar em silêncio e depois que a poeira baixasse perguntar o que aconteceu. Descobrir que seu pai perdeu o emprego e tudo ia se apertar explicava o fato e deixava você sem saber o que fazer.

Essas situações são pra mostrar que as reações dos outros podem ter bons motivos para acontecerem e nós não devemos continuar uma situação ruim se nós não quisermos, basta apenas observar nosso dia-a-dia. Conhecemos as pessoas felizes, tristes, que nos dão forças independente de tudo, aquelas que só falam conosco quando temos algo que as interessa e por aí vai. Nossas possibilidades de fazer o que queremos está aí, basta observar e entender. Podemos fazer/ter tudo, nos limites do nosso possível. Vamos criticar nós mesmos e deixar os outros pra lá, lembrando sempre que nós sabemos como acordamos, vivemos e dormimos. Sabemos quando temos medo e coragem, o que nos entristece e o que nos faz rir.

Conjeturar possibilidades de outrem é a forma mais errada de entender uma situação. Se em vez disso você fizer o seu, e der a devida importância no que realmente for importante e aceitar o fato que o limite do universo você é quem vive. Tudo pode se tornar aceitável, pois não se trata de sua opção, vida, tempo e espaço. Pense nisso.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Friday 13#

Como toda sexta-feira 13, aconteceram fatos extremamente interessantes. Nada como dar a um dia comum um tom misterioso. Após algumas imagem de corpos cadavéricos ou simples defuntos assassinados completamos nossa manhã de aula com uma discussão de como seria a aula prática no IML.
Claro que como todo jovem, estávamos ansiosos com a carnificina, pena que a @kikkaonassis não pôde ir, seus comentários fizeram muita falta. Eu já não apostava que iria, pois o trânsito de qualquer lugar aqui em MCZ estava um inferno. A hora de chegar no local da aula, fora exatamente a hora em que cheguei em casa. Comofaz?
Fácil resposta, agosto faz! Simplesmente me arrumei e desci para aula. Nesta que deu embrulho nos nervos e estômago algumas vezes. Pois na hora de fazer a perícia no corpus in vitae, tudo certo, mas na hora da necrópsia foi tenso. Nunca tinha arrancado um coração, já havia partido alguns, mas arrancado nunca!
Vimos casos administrativos, violência doméstica, e cérebros sem oxigenação.
Interessante a fisiologia humana tratada como peças de estudo, se eu não tivesse que trabalhar após a aula, tínhamos [Dudu e eu], ido ao rodízio de carnes comemorar.

E o prêmio vai para...

Você pode me dizer qual a tara de alguém que vê os outros como troféus? A graça da conquista é o difícil trabalho que um se dá, para fazer como que o outro caia na sua, mas depois que isso acontece chutar a pessoa não dá, né?!
Fala sério, não considero pessoas de boa índole esses heartbreakers. É costumeiro observar isso nos homens, já que as mulheres, geralmente, nos esperam e observam. Contudo também não posso deixar de comentar que conheço muitas mulheres que adoram brincar de "fazer gostar" pra depois abandonar os caras.
É como se eu fizesse uma aposta com alguém, ou consigo, para mostrar que sou capaz de ficar e/ou ter alguém. Aplica-se essa fórmula a pessoas de diferentes tipos, o que importa é o desafio. Mas eu pergunto, o conquistador(a) é feliz? Como eles encontram o sentimento de cumplicidade? Bom, vai ver eles não encontram.
Esse post é um desabafo de uma ação descarada que um amigo meu, fez em desfavor de uma moça, que não merecia passar por isso. No fundo ninguém merece, mas o que podemos fazer se no fim tentamos acreditar que somo diferentes, não é mesmo?
Se você puder ter a chance de conquistar alguém, ou se você gosta do jogo da sedução. Deixe claro que você gosta de flertar, ou então aproveite muito a conquista, não façam as pessoas desacreditarem no amor. Sua projeção de "o amor são para os tolos", não é aplicável se não para seu eu. Pensem nisso.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um trecho do primeiro livro:


O cheiro de morte era tão forte naquele lugar que a acordara. A dor de seu corpo era tão grande quanto seu desespero. Sem entender ela gritava. Pensava em tudo, desde como ela tinha chegado ali até quem eram aquelas outras pessoas. Clara apenas via a silhueta dos corpos que habitavam aquele lugar e em desespero chorava. Passado algum tempo, Clara voltava a se acalmar, mas não conseguia ignorar sua dor, sentia-se como se algo tivesse a atropelado

-Tenho que sair daqui. Pensou ela.

Ela passou o olhar em tudo e infinitamente desejou não está ali. Aquele cheiro que vinha de outras galerias a deixava tonta, o podre vinha de todos os cantos, das paredes asquerosas, corpos putreficados e da sua própria roupa.

Tentando se erguer, sentiu sua perna doer e através das frestas de luz que vinha de cima daquele esgoto, viu sua roupa ensangüentada. Ela chorava.

- Faz muito tempo que não sinto isso. Sussurrou uma voz aguda no fim da galeria.

- Me ajude. Soluçava Clara.

Não sabia ao certo se era alguém que falara a pouco ou apenas coisa de sua cabeça.

-Um cheiro tão doce, nossa! Exclamou ele.

O sussurro tornava-se cada vez mais alto e deixava a jovem Clara muito mais nervosa.

-Por favor senhor, estou muito machucada, chame uma ambulância. Ela tentara ficar de pé enquanto suplicava ajuda.

-Isso é cheiro de Inocência. Extasiava-se.

A jovem já não acreditava nas palavras daquele que acreditara ser um mendigo. Já não pensava em nada a não ser fugir, mesmo com sua perna aparentemente quebrada, ela se esforçava ao máximo, manter-se viva.

Ouviu-se um barulho de tiros e tudo parou. O silêncio era ensurdecedor. A única coisa que quebrava aquele silêncio era a respiração dos dois seres daquele recinto e o pulsar do coração de Clara.

Clara ouvia seu coração bater e dava a ela mais desespero, a adrenalina pulsava em suas veias, e mais rápido seu coração ficava. Ela observava aquela sombra nas paredes, em forma de animal vindo sorrateiramente em sua direção. A cada passo que ele dava era um passo para morte.

Ela tomou forças e buscou uma saída. Começou a tentar subir a suja escada as suas costas, sua única alternativa. O rato gigante que a caçava passava por todos os outros corpos, ou só pedaço destes. Ele queria aproveitar aquele momento, pois adorava definhar suas vítimas. Clara subia com toda sua vida em jogo, pouco a pouco foi subindo e gritando de dor, ela sentia seu pé se estraçalhar.

-Não adianta. Ninguém pode escutar você aqui. Sorriu este que começava, na penumbra, a tomar forma de humano.

Meu livro.

Finalmente eu terminei de escrever meu livro, intitulado primordialmente de: As Crônicas de McAllisten.
Sei que as pessoas não estão aguardando minha publicação, muito menos ele vai se tornar um BestSeller, mas por algumas horas vocês meus amigos, poderão cair no mundo cheio de mistérios e humor nessa grande aventura. Uma sinopse do primeiro livro já que por enquanto só tenho histórias para 3, é a seguinte:

Uma jovem estagiária de um grande jornal, Clara, é chamada para cobrir um misterioso assassinato. Isso seria de fato muito simples de fazer, pensava ela, mas o único problema era que ninguém sabia sobre aquele crime. Não só nessa jornada para o impossível, Clara, junto a Luciana, sua amiga de infância, e Fernando seu quase-namorado, eles enfrentam situações deveras inusitadas e conhecem um mundo totalmente novo. O mundo real.

De início vocês podem pensar que é mais um romance/polical clichê, concordo. Mas apenas concordo se eu retirar da história, seres místicos como dríades, vampiros ou até mesmo bruxas. Com um toque de conspiração, levo Clara a conhecer o mundo real, onde habita todas e mais algumas criaturas que pensamos serem apenas fantasia, mas que convivem conosco o tempo todo. Seria o bastante todas essa confusão se não fosse o lado "REAL" dessa história.
Sim, meus caros, neste meio tempo vocês podem acompanhar Alyah, que assim como Clara, investida um assassinato, mas do lado Real a cigana adolescente mostra que nem tudo aquilo é realmente o que vemos.

Baseado em fatos [quase] reais, essa historia em tempo [quase] real, vai fazer você [quase] morrer de ansiedade para saber tudo o que se passar nos 2 momentos simultaneamente e, por vezes, entrelaçados como um só. Espero que gostem da narrativa e expressão textual.


Quem quiser um exemplar, é só me pedir! Ah, também tem trilha sonora viu.

sábado, 7 de agosto de 2010

Agosto, estou pronto!

Não mesmo! Desgosto só se for para os outros, pois a sorte me chamou a atenção!
Não sei explicar bem o porque, mas dizem que Agosto é o mês do paraíso astral para os virginianos. Se for ou não verdade, está valendo como se fosse. Sempre que chega Março (mês onde minha vida vira de ponta-a-cabeça, lógico que para pior), é difícil se segurar até Agosto.
Agosto passado ficou na memória de muitas pessoas, por altos e baixos que passamos juntos. Foi o mês em que a turma da ofuscação estava unida como uma corrente de titâneo. Sempre estávamos juntos ou coligados. Também foi conhecido como mês do sequestro, lembram?
Pois é, lembro que era só falar uma coisa que tudo acontecia. Sempre no QG da turma, o famoso centro acadêmico, bolávamos todas as maneiras de ter um dia comum, mas isso era totalmente o que não acontecia. Lembro certa vez que cheguei comentando que queria comer cocada, isso umas 7 e meia da manhã. Sabe essas vontades de comer coisas gostosas que vem do nada? Eu tenho isso muito freqüentemente.
Queria comer cocada de leite condensado, conclusão da história: Eram umas 3 da tarde, voltando da barra nova, a galera toda parou pra comprarmos cocadas. Coco, leite condensado, maracujá, tinha de tudo que era tipo e depois de banho de rio, mas, almoço na praia, uma cocada caía muito bem.
Outro dia, uma segunda* em verdade. Lembro que eu queria comer carne, conclusão: Eram 9 da noite, estávamos voltando do Francês. Triloucos, depois de muita cachaça, sol, churrascão e muitas histórias e joguinhos sensuais.

*Segundas-ferias no mês de Agosto, são dias especiais onde tudo pode acontecer. Quando digo tudo, leia-se TUDO MESMO! Não importa com quem, onde e como aconteceu. Você apenas guarda tudo aquilo para si e para sempre. É um paradoxo temporal que se abre trilhares (sim essa palavra existe) de possibilidades.

Ainda tem a euforia e excitação na qual eu fico tenso o mês todo. Parece que tenho energia pra cortar o planeta no meio como Sayajin lvl 4. Fico tagarela, brigão, caçador e sempre com dinheiro. Incrivelmente quanto mais gasto, mais tenho, não sei explicar mas juro que não sou mais garoto de programa. [Risos]
Agosto, mês do caos alheio, fico em chamas só de pensar. Sarcástico e intrigante percorro os dias deste mês incrível. Todos que aderem ao movimento "Agosto, estou pronto!" é bem vindo. Qualquer coisa o Fireman está em chamas por aí. Até a próxima meus amigos.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pitty sob a garoa


Finalmente começou o show, e que ele toda a energia da multidão explodiu. Lembro que eu cantava sem parar, pulava com meus amigos e o mar de gente crescia mais e mais. Pitty fizera uma retribuição aos fãs que a acompanham tocando desde Admirável Chip Novo até Medo.
Perdi apenas umas música tentando comprar refri, e logo após estava entrando em crise. Explicando:
Como eu estava cantando muito e pulando em demasia, acabei ficando meio rouco e precisava
urgentemente de algo para beber. Daí fui atrás de minha velha Coca, ou similares. O único local próximo
que meus olhos enxergavam naquele mar de gente, era na rua Maceió. Marquei estratégicamente onde
estávamos e fui costurando o caminho até o quiosque. Não bastando a ida tortuosa e as velhas cantandas
pelos espectadores naquela rua, voltei para o meio do povo costurando o caminho novamente. O que eu não
esperava era quase ter uma crise naquele lugar.

Para aqueles que não sabem ou pra aqueles que também sabem, sofro de um distúrbio chamado
Agorafobia. Depois de anos de terapia consegui meio que superar e há anos não tinha crise, mas já explicando:

Quando eu cheguei onde eu achava que era o local que deixara minutos atrás, olhei pra um lado e não vi
ninguém conhecido, olhei pro outro e nada. Comecei a dar um 180 vislumbrando pessoas estranhas ao meu círculo,
até que comecei a sentir aquela dor no peito, já tava com o coração saindo pela boca e todo vermelho.
Percorria a minha volta com a esperança de ver meus companheiros de show, mas não tive êxito. O carinha do lado
pra facilitar as coisas chegou pra mim e perguntou "Você está bem?", parece que aí era o fim, minha visão começou
a escurecer, meu ar começou a faltar, e a música que explodia meus tímpanos, agora era um sussurro ao fundo,
dando passos para trás comecei a ser engolido pela massa. Até que meio tonto pensei em ter visto o boné do meu amigo
logo alí, há alguns passos do lado. Corri para aquela miragem, e logo ao lado deles comecei a voltar ao normal.
Eles não perceberam, mas eu fiquei um bom tempo paradão, tentando voltar ao normal.

O repertório da Pitty trouxe momentos memoráveis, pois tocou:
-Memórias
-A máscara
-8 ou 80
-Equalize
- Pulsos
-Desconstruindo Amélia
-Na sua estante
-Fracasso
-Admirável chip novo
-Brinquedo torto
-Anacrônico
-Medo
-Me adora

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Overparty



O que eu poderia fazer? Não ia abusar da sorte não é mesmo? Disse que iria de qualquer forma, e você não acreditou. Bom resumindo a situação, não esperava que fosse tão maneiro.
Minha jornada começou logo cedo, após cansativas tarefas no meu trabalho voluntário e revolta pela desorganização e horas perdidas por detalhes técnicos no mesmo, cheguei em casa com minha companheira de trabalho, agradecido pela carona.
Rapidamente me arrumei, ainda fui na igreja visitar uma amiga, fui na casa da outra dar parabéns a mãe dela e enfim por fim fui pra Overparty. Chegando lá, de cara me senti fora do ninho, tinha muita gente na porta e, em grupos, entravam pouco a pouco.
Dentro do Regente e na frente do big espelho coloquei minha máscara e senti as chamas do meu interior tomarem conta. Fireman queimava. Logo percorri o ambiente cheio de crias. O cheiro deles eram de roupa nova. Tocou The Phanton of the Opera, fiquei estático, corri logo pro bar e comprei minhas fichas.
Dancei, dancei, dancei... Bebi, bebi, bebi... Essas eram minhas opções no meio da garotada. Parecia uma micareta, os pivetões ficavam esperando a trilha de meninas passarem e agarravam a ultima, beijava e deixavam ir. Porra! Espírito de show de pagode numa mini rave é foda. NÃO ACEITO!
Rodei bastante, fui, voltei, subi, desci. Corria os olhos atrás de pessoas conhecidas. Elas me encontravam fácil, tinha uma seta ginorme na minha cabeça. "EU TE CONHEÇO!" gritavam e apontavam quando me viam e após umas frases de atualização sempre seguiam dizendo "O FIREMAN VOLTOU? ESTOU CORRENDO PARA AS COLINAS!"
Eu ria bastante com meus antigos conhecidos, eles que me acompanharam em festas, clubes, raves e viagens, estavam lá para me fazer acreditar que era tudo verdade. Fiquei o tempo todo sozinho, azarando aqui e alí. Era perceptível que todos alí estão dispostos a alguma coisa, o que não faltava era gente se pegando, casais héteros, homos, bi... enfim, pra quem queria beijar muito, tinha pra todos os gostos.
Me senti um verdadeiro caçador, por sorte tive belas presas. [risos] As músicas tocadas, todas foram muito rox. A ambientação das máscaras, o lugar meio sombrio (propício pra pegação), as músicas e os vídeos passando... Tudo fora incrivelmente perfeito.
Arrumei uma parceira de dança, lembro vagamente do nome, mas lembro que ela tinha a minha idade e dançava incrivelmente bem. Ela me acompanhou da metade da minha noite até uns segundos antes do fim. Era massa, nós dois rodamos o dancefloor inteiro. Atravessamos os twitters de plantão e atrapalhamos algumas rodas de amigos, me desculpem, mas vocês não estavam instigados como nós. Resultado de tudo isso fora calos nos pés e pernas massacradas.
Sempre mascarado, e muito enérgico, passei o meu início de Agosto como sempre quis passar meus dias felizes, numa pista de dança, cultuando a vibe de poder sentir a música.
Ah! E quem ficou com o botão da minha bermuda, favor devolver! [risos]

O mesmo time

Imagem de AmalasRosa Converso com um controverso. É difícil no começo, depois se torna divertido, mas agora é só um monte de repetição. Repe...